Não há concorrência

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Getty Images

Novamente todo o mundo se rende aos pés do argentino Lionel Messi, escolhido pela quarta vez consecutiva o melhor jogador do mundo da Fifa. Além de números extraordinários, o jogador mostra-se simpático e humilde. Nas palavras de agradecimento, em vez de ousar nas palavras, disse apenas: “Muito obrigado aos meus companheiros por me permitir ser premiado mais uma vez”.

Líder de uma constelação de craques que forma o poderoso time catalão, Messi ainda consegue ter mais brilho que os outros. Mesmo numa temporada que o Barça tenha fracassado na Liga dos Campeões e no Campeonato Espanhol, o argentino deu o tom da conversa. No mundo, ninguém mais brilha do que ele. E como se os outros jogadores já reconhecem a superioridade e brigassem pelo ‘segundo lugar’. O primeiro já é dele.

Messi se compara a Michael Schumacher, heptacampeão na Fórmula 1, e a André Agassi, que venceu quase tudo no tênis. O trio domina uma década, uma geração e torna-se ídolo massivo para todas as idades. Quem não conhece Messi? É provável que no Brasil existam tantos torcedores do Barcelona quanto de um grande clube nacional como Palmeiras, Atlético ou Internacional. Messi é um fenômeno, “quase” tão bom como o Rei Pelé, que está numa galáxia ainda mais acima.

Atualmente, Messi não tem concorrente no mundo da bola. Cristiano Ronaldo já foi bom o suficiente para brigar em pé de igualdade com o argentino, mas hoje destaca-se pela polêmica e pelo estilo metrossexual. Xavi pode vir a ser o mais completo jogador do futuro (parecido a que foi Sócrates ou Falcão), mas ainda é cedo. Ibrahimovic, Kaká, Lampard, Rooney ou Sneidjer ainda precisam evoluir muito para chegar ao nível de La Pulga.

Por isso, não existe concorrência no futebol. A briga é sempre desigual, parecendo luta de David x Golias. Quem sabe um dia o argentino terá um adversário capaz de detê-lo..

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