Guerrero, Fagner, De Arrascaeta e outros: o desempenho dos “brasileiros” na Rússia

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Dos 736 jogadores que desfilaram em gramados russos na Copa do Mundo, nove atuam no futebol brasileiro. E as torcidas de Corinthians, Flamengo, Cruzeiro, Palmeiras, São Paulo e Vasco terminaram com gosto amargo ao torcer individualmente para os atletas. Nenhum deles teve atuação de destaque ou contribuíram ativamente pelo sucesso de seus países.

O único a marcar gol foi o peruano Paolo Guerrero, do Flamengo, na vitória sobre a Austrália por 2 a 0, que foi insuficiente para a classificação da seleção às oitavas de final. Ídolo de sua torcida, o camisa 9 não pôde ajudar mais sua equipe por sem ritmo de jogo, já que ficou longo tempo sem atuar devido à suspensão por doping. Guerrero ficou na reserva no primeiro tempo contra a Dinamarca e viu o companheiro Cueva, armador do São Paulo, desperdiçar um pênalti e a chance de vitória logo na estreia. Titular contra a França, teve atuação razoável na derrota por 1 a 0.

Trauco (lateral-esquerdo do Flamengo) e Cueva atuaram os 90 minutos nos três jogos e mostraram desempenho burocrático. Se Cueva foi o vilão da equipe na estreia, Trauco não comprometeu nos três jogos. É um jogador que fica todo o tempo na marcação e não apoia tanto o ataque.

O Uruguai foi à Rússia com o cruzeirense De Arrascaeta e o goleiro vascaíno Martín Silva no grupo de 23 atletas. O camisa 10 começou a Copa prestigiado com o técnico Óscar Tabárez, sendo titular contra o Egito, mas depois perdeu espaço. Só entrou no segundo tempo diante da Rússia, quando os uruguaios já venciam facilmente por 2 a 0. Com o desempenho ruim na Rússia, diminuiu-se a chance de ele se transferir para o futebol europeu, sonho do próprio jogador e do Cruzeiro. Terceira opção para o gol, Martín Silva não entrou em campo.

Outros que não tiveram chance de jogar foram o goleiro Cássio (do Corinthians) e o zagueiro Pedro Geromel (do Grêmio). Antes da competição, muitos nem apontavam os dois atletas como certos na lista de Tite. Eles foram ao Mundial basicamente para completar o grupo. Somente o lateral-direito Fagner, do Corinthians, atuou como titular. Outro que não era certo no grupo, ele herdou a vaga de Danilo depois do jogo contra a Suíça, pois o jogador do Manchester City teve lesão muscular e não atuou mais. Fagner até foi bem nos jogos da fase inicial e no duelo com o México, pelas oitavas, mas foi irregular durante os 90 minutos contra a Bélgica, perdendo a disputa com o habilidoso Hazard.

Por fim, o colombiano Borja nada pôde fazer para ajudar a Colômbia a ir mais longe na Copa. O artilheiro do Palmeiras foi usado por poucos minutos na vitória sobre senegal por 1 a 0, na primeira fase. Nas demais, ficou no banco, sendo preterido pelo técnico Jose Pékerman, que optou por atletas mais experientes.

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