Fica a decepção…

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Estamos a menos de dois meses da Copa do Mundo e o campeonato de clubes mais equilibrado do mundo torna-se motivo de chacota das mais emblemáticas. Desde quando o STJD rebaixou por unanimidade a Portuguesa pela escalação irregular do armador Héverton, foram travadas batalhas judiciais entre a Lusa, a justiça comum e o Fluminense. Quem perde é o torcedor, que deixa de ver uma briga entre as equipes dentro das quatros linhas para ver briga na Justiça. Lamentável!

A CBF tenta conseguir meios de organizar as Séries A e B, mas não há jeito. Logo na primeira rodada, a Portuguesa boicotou sua partida em Joinville contra o time da casa, entrou em campo, deu o início normalmente, mas não a terminou. Segundo o clube, trata-se de uma determinação judicial. Quem ressarcirá os ingressos dos torcedores que foram ao estádio? A que ponto fica a dignidade dos clubes e jogadores perante a uma disputa sem fim? Qual é o nível de respeito que chegará o futebol brasileiro a poucos dias de recebermos um evento de grande magnitude?
É o preço que pagamos por termos um esporte com tanta participação de “gente de fora”, como cartolas, dirigentes e até empresários donos dos direitos de transmissão. Sabe-se que a televisão tem forte influência sobre o Brasileiro e está disposta a busca ainda mais audiência. Os clubes ficam refém e dependem dos valores astronômicos pagos por ela. A confusão promete continuar nos próximos dias. Enquanto isso, os estrangeiros que começam a chegar por aqui para cobrir o Mundial já conhecem qual é o verdadeiro valor de nosso futebol.

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