Esperança nas mulheres

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A Seleção Brasileira Feminina inicia hoje, às 14h45 (de Brasília), diante de Camarões, em Cardiff, no País de Gales, sua caminhada em busca do inédito Ouro Olímpico. Após duas medalhas de prata consecutivas, perdendo para os Estados Unidos em Atenas’2004 e Pequim’2008, a equipe de Jorge Barcellos é apontada outra vez como favorita, ao lado das norte-americanas (que têm como destaque Abby Wambach, Hope Solo e Alex Morgan) e do Japão, atual campeão mundial, de Sawa, Miyama, Kaihori e Kawasumi . A ausência da Alemanha, que não passou na fase de classificação, facilitará as ações dos sul-americanos.

Observo que Marta, Cristiane e cia. estão mais preparadas e menos ansiosas para buscar o título inédito, que certamente significaria melhor aceitação do futebol feminino no país. Realmente, o trabalho desenvolvido pelas meninas vem tendo destaque e repercussão há anos, mas ainda falta uma conquista representativa, que chamem atenção de dirigentes e empresários brasileiros. Nos Estados Unidos, perceberam que o Futebol Feminino rende dividendos e gera lucros, com patrocinadores e transmissões pela TV. O futebol começa nas universidades, escolas e torna-se o incentivo para o ganha-pão delas. No Brasil, porém, a mentalidade ainda é de que mulher não pode praticar esporte. Um aspecto cultural que causa consequências na vida de nossas heroínas.

Depois que perdeu o título de melhor jogadora do mundo para a japonesa Homare Sawa, Marta ganhou maturidade e experiência. Os grandes craques sempre se recuperam no momento de dificuldades e mostram seu valor. Foi assim com Pelé em 1970, depois do fiasco na Inglaterra quatro anos antes; e o Fenômeno Ronaldo, que provou ao mundo em 2002 que as cirurgias no joelho direito não eram obstáculo para sua glória no Japão e na Coreia do Sul.

Marta ainda é a melhor do mundo, habilidosa, genial e inteligente. Mas o time brasileiro precisa depender menos de seu talento. Hoje temos jogadoras de qualidade que podem fazer a diferença e ajudar a equilibrar a equipe: a goleira Andrea, a lateral Maurine e a volante Formiga. É preciso sorte, tranquilidade e brilho a todas para que possa fazer o futebol brasileiro ser outra vez o número 1 no mundo.

CAMPANHAS DO BRASIL EM JOGOS OLÍMPICOS

Edição          Desempenho                     Campeão

1996             4º lugar                              Estados Unidos

2000             4º lugar                              Estados Unidos

2004             Medalha de prata               Noruega

2008             Medalha de prata               Estados Unidos

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