É preciso reorganizar a Copa Libertadores

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A Conmebol tenta ao máximo valorizar a maior competição de clubes da América do Sul, a Copa Libertadores. Ela acabou de renovar o contrato de transmissão com a Fox e, com isso, os clubes participantes terão maior premiação por participação ou mesmo por passar de fase. Mas a organização ainda é muito precária se comparada a outros torneios secundários de times no mundo, como a Liga dos Campeões da Ásia ou mesmo a Liga dos Campeões da Concacaf. 

A maioria dos estádios sul-americanos ainda tem condições precárias, que impossibilitam a boa prática de futebol. Alguns têm iluminação ruins, péssimos vestiários, acessos difíceis e cadeiras ou arquibancadas desconfortáveis. Somente no Brasil é que os palcos são melhores, muito pela realização da última Copa do Mundo. Uma equipe técnica conseguiria jogar num campo ruim? A questão é complicada. E a falta de segurança é algo que preocupa e que deveria ser corrigida o quanto antes, para que episódios lamentáveis jamais se repitam, como o que ocorreu no clássico deste ano entre Boca Juniors x River Plate, no Bombonera.
Falta união das federações dos países para melhorar o prestígio da Libertadores. Em 2013, Atlético e Olimpia não se entenderam quanto à escolha de estádio para a final. O Galo foi obrigado a jogar no Mineirão, porque o Independência não tinha capacidade para 40 mil torcedores (exigido pelo regulamento) e o time paraguaio atuou no Defensores del Cacho, maior palco do país, cabendo apenas 34 mil. Como a Conmebol permite isso?
Além disso, a arbitragem não é das melhores, pois não consegue coibir a violência dos jogadores. A catimba rola solta, goleiros simulam faltas e não são punidos e não há critério. Nesse sentido, a organização teria de propor novos instrumentos de repressão para aqueles que não respeitam o regulamento.
Apesar disso, dá gosto ver dois times jogando pela Libertadores. A disputa é algo impressionante e bonito de se ver. É uma competição já consolidada e muitos times já sonharam disputá-la. No Brasil, estão garantidos para a edição de 2016 o Corinthians e o Atlético. Mas, se a Libertadores quiser um dia ser uma Uefa Champions League, terá de remar muito e mudar em diversos aspectos. 

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