E aí, Mano?

Publicado em

O trabalho irregular à frente da seleção derrubou Mano: insucessos contra os grandes

Mano Menezes não deixará muitas saudades aos torcedores que almejam ver a Seleção Brasileira se dar bem em casa na Copa do Mundo de 2014. Seu retrospecto não foi nada animador: derrotas para Alemanha, França, Argentina e México (na final dos Jogos Olímpicos de Londres) e apenas êxitos sobre equipes do segundo escalção do futebol mundial. Mesmo surpreendente, a demissão do treinador ocorreu ainda na hora certa. Há quem diga que as razões da queda foram políticas, já que a intenção seria diminuir o poder de Andrés Sanchez, diretor de Seleções da CBF.

Em dois anos e meio de trabalho, Mano não agradou a ninguém. Perdeu-se no cargo ao convocar jogadores cujo empresários prestavam serviços ao próprio treinador. Lembrem-se que depois da convocação de Hulk, o atacante foi vendido ao Zenit por 60 milhões de euros (R$ 150 milhões).

Para não fazer feio em 2014, o Brasil precisa de um técnico respeitado, vencedor e que cause preocupação aos adversários. Gradativamente, a Seleção caiu no ranking da Fifa, perdeu prestígio e ficou sem aquela espinha dorsal vencedora. Mano foi uma aposta que poderia dar certo. Não deu. Naquela vitória por 2 a 0 sobre os Estados Unidos, em Nova Jersey, pensava-se que nossa equipe estava em boas mãos depois do fracasso na Copa da África do Sul. No entanto, ao longo do tempo, Mano se rendeu aos fracassos, foi eliminado pelo Paraguai na Copa América, e acumulou derrotas para os grandes.

Mano também deixou de convocar os destaques do Brasileiro, o que teria desgastado sua relação com José Maria Marin, presidente da CBF. Ronaldinho Gaúcho e Fred serian bons exemplos. O atacante do Flu até teve oportunidades nos clássicos contra o time B da Argentina, mas ficou em segundo plano em partidas de maior importância. Já o armador do Galo representaria, na visão de Marin, a experiência da equipe. Vale a pena lembrar que Mano demorou a chamar Kaká para o grupo.

Não pensem que Luiz Felipe Scolari, Muricy Ramalho, Vanderlei Luxemburgo ou Tite, cogitados ao cargo, vão corrigir os problemas da Seleção Brasileira num piscar de olhos. O trabalho exigirá seriedade, persistência e muita sorte, já que o tempo é curto: em julho do ano que vem teremos a Copa das Confederações em nosso território. É preciso desenvolver uma filosofia clara e coerente no intuito de resgatar o brilho da única seleção cinco vezes campeã mundial.

 

NÚMEROS

40 jogos

27 vitórias

6 empates

7 derrotas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *