Corrupção no futebol italiano

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O futebol italiano está em crise e cada vez mais desprestigiado por causa das constantes manipulações de resultados no futebol nacional. O Siena acaba de ser punido com seis pontos negativos na competição que terá início em agosto pelo escândalo de falcatruas envolvendo a bolsa de apostas. O clube da Toscana foi condenado também a pagar uma multa de 20 mil euros (cerca de R$ 50 mil), enquanto o Albinoleffe, atualmente na Segunda Divisão nacional, perdeu um ponto e recebeu multa de 30 mil euros (cerca de R$ 75 mil).

Mas esse caso não é isolado. O país está contaminado de “falsos árbitros e dirigentes” que se mostram honestos, mas agem nos bastidores para influenciar no resultado final. Em 2005, a Juventus foi acusada de influenciar diretamente no desfecho da competição nacional e foi inclusive rebaixada à Série B. Milan, Fiorentina e Reggina também foram punidos com perda de pontos, deixando o caminho livre para a Internazionale ser campeã.

Há de se ressaltar que o país conquistou quatro títulos mundiais, mas perde seu moral e respeito em relação aos demais. Os clubes italianos também perdem a força de buscar reforços de peso. Não é por acaso que os próprios Milan e Internazionale, vítimas da crise econômica que atingiu a Europa recentemente, sofreram desmanche e perderam seus principais jogadores. O restante dos clubes sofrem o mesmo problema. Ninguém quer jogar ou negociar na Itália com medo de o campeonato nacional, um dos mais antigos e tradicionais no mundo, paralisar no meio ou ter um encerramento longe dos “padrões naturais”.

O problema é tão sério que um dos maiores ídolos do país também entrou para o grupo dos maus. Pouco antes de marcar os três gols da vitória sobre o Brasil por 3 a 2, no Parque do Sarriá, Paolo Rossi esteve suspenso justamente por participar da fraude no campeonato nacional, naquele que ficou conhecido como Escândalo do Totonero. Ele e outros 26 atletas de oito clubes diferentes foram punidos por ajudar na manipulação de resultados na loteria italiana.

O Brasil não foge à regra. O árbitro Edílson Pereira de Carvalho foi suspenso e posteriormente banido do futebol. Ele foi acusado de receber entre R$ 10 mil e R$ 15 mil fixos por jogo, fato que levou a CBF a anular 11 partidas por ele apitadas, e a determinar que essas partidas fossem novamente realizadas e também foi acusado de fraude, conspiração e crimes contra a economia.

Seria tão legal se os torneios fossem disputados de forma natural sem interferências externas. No campo, deve-se apenas valer a força de conjunto, jamais a atuação de integrantes que deveriam ser apenas coadjuvantes.

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