Caso Bruno e Boa Esporte: considerações diversas

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A contratação do goleiro Bruno pelo Boa Esporte, de Varginha, é o destaque em todos os noticiários durante esta semana. Comandado pelos irmãos Moraes, o clube do Sul do estado projetou visibilidade e marketing com a iniciativa, mas a repercussão foi extremamente negativa diante dos episódios que levaram à condenação do jogador, campeão brasileiro com o Flamengo em 2009.

Conheço os irmãos Moraes desde quando a equipe ainda tinha sede em Ituiutaba e sei que eles têm personalidade forte. Não vão se deixar levar pela opinião pública. A perda dos diversos patrocinadores e as críticas de todo o país não os incomodaram.

Eles certamente esperam o sucesso de Bruno nos gramados para poder ainda mais valorizar o próprio Boa Esporte. Depois de sofrer rebaixamentos no Mineiro e no Brasileiro, a equipe vai disputar novamente a Série B do Brasileiro e suas partidas serão transmitidas em todo o país. Certamente, o goleiro é uma aposta e dificilmente jogará em alto nível, como em 2009.

Muitas questões aparecem naturalmente. A recepção negativa dos torcedores de outras equipes é algo preocupante. Imaginem se todos os estádios vaiarem o jogador quando ele pisar no gramado? Imaginem se a própria torcida do Boa boicotar o time? Como será a relação de Bruno com os companheiros? E como o clube vai sobreviver financeiramente diante da quebra de contrato dos patrocinadores?

A questão é meramente extracampo. Um jogador precisa de apoio para se doar em prol do time que defende. E ele terá incentivo? Os torcedores pedirão autógrafos e farão fotos com o jogador? É esperar para ver.

Bruno ainda pode sofrer derrota em segunda instância e voltar para o presídio. O julgamento ainda não foi marcado.

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