Bom para o Timão

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Benítez terá a missão de dirigir o Chelsea no Japão

Roberto Di Matteo não resistiu à goleada sofrida pelo Chelsea diante da Juventus por 3 a 0, em Turim, pelo Grupo E da Liga dos Campeões da Europa resultado que o jogou para a terceira posição. Assim, a luta pelo bicampeonato ficou mais difícil. O que mais impressiona é a ousadia dos dirigentes ingleses (ou melhor, russos, já que o dono do clube é o bilionário Roman Abramovich), que ficaram seu seu comandante às vésperas da disputa do Mundial de Clubes.

Isso mostra que os europeus não se interessam pela competição no Japão. Enquanto o Corinthians poupa seus principais titulares no Campeonato Brasileiro, os Blues utilizam o que tem de melhor no Campeonato Inglês e na Liga dos Campeões. E o nível de concentração é outro. Haja vista que os ingleses desembarcam no país nipônico dois ou três dias antes da estreia. O Timão estará lá uma semana antes.

Voltemos ao assunto Di Matteo. Não adiantou o jovem treinador desbancar forças como Barcelona e Bayern de Munique na última Liga. Nem adiantou também dar novo padrão tático à equipe, com a entrada do espanhol Azpilicueta, do brasileiro Oscar e do belga Hazard no meio-campo. Hoje, o Chelsea é um time com ênfase na velocidade e no toque de bola. Ainda está longe de alcançar o temido Barcelona, mas é bom sinal de que seus adversários querem copiá-lo para tornar o futebol ainda mais maravilhoso e moderno.

Rafa Benitez será o substituto de Di Matteo, mesmo que interinamente. O espanhol acumula uma série de fracassos em grandes equipes como Valencia, Liverpool e Internazionale. Ele é mais um tapa-buraco do que uma aposta propriamente dita. Se der certo no Mundial, ficará por mais uma temporada. Mas não esperem que Benítez possa fazer milagres de ver o Chelsea jogando como na última Liga dos Campeoões. Os laterais tornaram-se mais rápidos e o meio-campo mais leve, porém marca menos e permite espaços ao adversário.

O Chelsea vai na contramão dos demais clubes ingleses, que mantêm seus treinadores há muito tempo: Alex Ferguson comanda o Manchester United há 26 anos, um recorde mundial, enquanto Arséne Wenger está no Arsenal há 16. Se os Blues não recuperarem a força do primeiro semestre, certamente chegarão enfraquecidos no Mundial. Bom para o Timão, que pode conquistar o único título que falta em sua galeria.

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