Alemães no passado e no presente

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Ele é alto (1,89m), forte (89kg), jovem (26 anos), habilidoso, oportunista e com ótimo posicionamento na área. Artilheiro da última Bundesliga, com 21 gols, tornou-se a arma secreta do Bayern de Munich nas vezes que Robben, Schweinsteiger, Ribbery ou Müller estiverem pouco inspirados. De raízes espanhola, Mário Gómez é sensação do futebol alemão nos últimos anos. Seu gol nos minutos finais diante do Real Madrid, no triunfo por 2 a 1, em Munique, demonstra sua habilidade: a de se fixar entre os zagueiros adversários e aparecer como elemento-surpresa.

Depois de ajudar o Stuttgart a vencer o campeonato nacional em 2007, Mário Gómez se transferiu para o Bayern numa transação que custou cerca de 30 milhões de euros (R$ 85 milhões), a mais cara da história do país. Convocado frequentemente por Joachim Löw, será presença certa na Copa do Mundo do Brasil e companheiro de ataque de Miroslav Klose.

Erradamente, Gómez é comparado pela imprensa alemã com o inesquecível Gerd Müller, herói alemão na Copa de 1974, quando marcou o gol da vitória na decisão sobre a Holanda por 2 a 1. Há muita diferença de estilo de ambos, até porque atuaram em épocas distintas. Der Bomber, como era conhecido Müller era mais baixo, atarracado, mas tinha explosão magistral no ar. Ganhava facilmente dos zagueirões simplesmente com o corpo franzino, além de ser rápido no gatilho, sem erros. Gómez faz mais o papel de pivô, tem categoria para trabalhar a bola com os armadores, mas também finaliza muito bem.

São dois ídolos alemães, do passado e do presente. O ataque alemão, liderado por Müller, Klinsmann, Rummenigge e Bierhoff, continuará sendo bem serviço com os craques do futuro.

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