A responsabilidade é maior do que se pensa

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Está chegando a Copa das Confederações e com isso a imaginação do torcedor toma nova realidade. Será que vamos conseguir realizar um torneio de sucesso e sem problemas? Com tantos problemas sócio-econômicos existentes no Brasil, o medo de algo dar errado bate à porta de dirigentes e organizadores. Bilhões foram gastos para construir ou reformar 12 estádios e alguns deles nem tiveram condições de ficar prontos a tempo para o evento teste da Fifa.

O problema maior refere-se aos aeroportos, trânsito e hotéis. É preciso tratar o turista da melhor forma possível, já que ele levará uma imagem boa do nosso país. Já pensou se o próprio começa a nos detonar pelo mundo a fora por causa da bagunça e da desorganização? Quando o Brasil se candidatou para receber a Copa do Mundo, o momento econômico era diferente. Agora, a Europa está crise e o desemprego torna-se uma complicação a mais. Já pensou se vários estrangeiros chegarem ao Brasil para se dedicar ao setor terciário (comércio e prestação de serviços)? Logo não vai sobrar trabalho para os jovens ou demais pessoas que vivem aqui.
O futebol é a preocupação maior da Fifa. Querem ver as seleções sendo bem tratadas e tendo seus interesses atendidos. Mas o turista e o próprio torcedor brasileiro também deve ser respeitado da melhor forma possível. É preciso ter lugar para todos e não somente uma parte da sociedade. Haverá festas e trios elétricos por todas as cidades da Copa e as pessoas vão se misturar. O governo ainda não se dedicou profundamente numa campanha contra aids ou outras doenças contra malária ou febre amarela. 
Então, existem muito mais preocupações do que se imagina. O futebol é o que menos interessa nesse momento. Como diz o técnico italiano Arrigo Sacchi, “o futebol é a coisa mais importante entre as menos importantes”.

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