A moda é voltar para o Brasil

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Divulgação/Nápoli

A Europa está em crise econômica, atingindo também seus grandes clubes. Grandes exemplos de administrações aguerridas no passado, as potências do futebol agora ficam à mercê da decadência das bolsas de valores do continente. Aqueles que ainda sobrevivem graças aos royaltes do petróleo ou do mundo árabe, casos de Chelsea, PSG ou o emergente Málga, os demais preferem investir em pratas da casa, seguindo o exemplo vitorioso do Barcelona.

Para o jogador brasileiro (ou até sul-americano), é um momento oportuno para voltar ao país de origem e receber tão bem quanto na Europa. Alexandre Pato não resistiu à oferta de R$ 40 milhões do Corinthians e assinou por quatro temporadas, ganhando cerca de R$ 600 mil mensais, mais luvas.

Os zagueiros Cris e Lúcio não perderam tempo. Ao tempo que regressaram ao Brasil, foram inteligentes e assinaram contratos com equipes que disputarão a Copa Libertadores (Grêmio e São Paulo, respectivamente). Na prática, isso significa que ambos continuarão com a imagem elevada perante o mercado europeu. Se seus times tiverem êxito e a situação econômica melhorar, podem voltar, ganhando salários mais altos.

Zé Roberto foi um dos primeiros a perceber a valorização do mercado brasileiro. Na temporada passada, acertou com o Grêmio e fez grande Campeonato Brasileiro. Tudo isso aos 38 anos. Mesmo sendo ídolo na Alemanha, passando por Bayern de Munique, Bayer Leverkussen e Hamburgo, fez as malas e hoje encontrou paz em Porto Alegre, próximo ao amigo, o treinador Vanderlei Luxemburgo.

Campeão da Copa Sul-Americana, o São Paulo sonha com o argentino Vargas, que ganhou fama no Universidad de Chile, mas não manteve as boas atuações no Nápoli. O poderoso Arsenal, da Inglaterra, também fez proposta, mas o mercado é favorável ao tricolor, já que a Europa está em crise. É esperar para ver onde o jogador de 23 anos atuará. 

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