A história mostra…

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Celtic (1967), do capitão Billy McNeill, 

que derrotou a favorita Internazionale

Muito se comentou na última semana sobre as eliminações precoces de Barcelona e Real Madrid na Liga dos Campeões, sobre o jogo defensivo do Chelsea, sobre o fato de o Bayern de Munique jogar com o regulamento debaixo dos braços e muito mais… Futebol é estratégia e vale qualquer coisa para passar de fase, ganhar um campeonato ou simplesmente tirar um grande rival da disputa.

Observamos que nem sempre os grandes, de estilo de jogo bonito e para a frente, se tornam os melhores. Na própria Liga dos Campeões já percebemos as zebras tomarem o caminho da vitória e espantar os favoritos. Uma das primeiras surpresas ocorreu justamente em 1967, quando a forte Internazionale, de Albertosi, Facchetti, Juliano, Cappellini e Sandro Mazzola, perdeu de virada para o Celtic por 2 a 1, em Lisboa. Naquele dia, ninguém esperava vitória dos escoceses, pois nenhuma equipe de raíz inglesa chegava tão longe.

A decisão de 1982 não foi bem digerida pelos alemães. O poderoso Bayern de Munique, finalista este ano, que também formava a base da Seleção Germânica naquela época, não sucumbiu diante da retranca do Aston Villa: terminou 1 a 0 para os ingleses. Os bávaros cntavam com uma legião de bns jogadores, como Müller, Kraus, Dremmler, Breitner e Rummenigge, mas nada adiantou. O gol de Peter Withe, aos 22 do segundo tempo, garantiu o título dos Villans.

Não podemos nos esquecer do que ocorreu quatro anos depois. O Steaua Bucareste segurou o 0 a 0 com o emergente Barcelona, em Sevilha, e levou a melhor nas penalidades (2 a 0). Comandado pelo inglês Tery Venables, os catalães derrubaram Sparta Praga, Porto e a poderosa Juventus e tinham o talento de Urruti, Carrasco e Júlio Alberto com espinha dorsal. Não funcionou. Os romenos tinham outras pretensões. Depois de eliminar Vejle (DIN), Honved (HUN), Kuusysi Lahti (FIN) e Anderlecht (BEL), este último na semifinal, o treinador Emerich Jenei apostou suas fichas. A combinação do calor da Andaluzia, dos nervos do Barça e da grande exibição do xerife Belodedici levou a uma das maiores zebras da história.

Em Copas também há supresas, como as derrotas da mágica Hungria de 1954 para a Alemanha, em Berna, e do carrossel holandês de Rinnus Michels para os germânicos, desta vez em 1974, no Olímpico de Munique. Mas a tragédia de Sarriá continua a ser a mais doída ainda mais para nós, brasileiros. Em 1982, o excelente Brasil de Telê Santana, de Luisinh, Júnior, Sócrates, Falcão e Zico, foi superado pelo sistema catenaccio da Itália, baseado em defesa sólida, marcação por pressão e contra-ataques mortais. Essa derrota por 3 a 2, com três gols de Paolo Rossi, nós traz lembranças más até hoje. Mas isso é assunto para outro post.

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