A despedida de Sampaoli

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Apontado como o melhor treinador do futebol sul-americano em 2015, o argentino Jorge Sampaoli está prestes a deixar o comando da Seleção Chilena. E não é por falta de resultados, insatisfação dos dirigentes com seu trabalho ou pressão popular. Ele se sentiu incomodado com a renúncia do presidente da Federação de Futebol do país, Sérgio Jadue, acusado de envolvimento no caso de corrupção da Fifa.

Sampaoli acaba sendo envolvido e não quer se desgastar por tudo o que fez nos últimos anos. Além de deixar boa impressão na última Copa do Mundo, sendo eliminado pelo Brasil nos pênaltis, o treinador levou sua seleção à inédita conquista da Copa América em casa, em julho do ano passado, batendo a Argentina, de Messi.
Perante ao povo chileno, Sampaoli é um herói. Para os jogadores, ele é um líder na melhor geração de todos os tempos. Mas é inadmissível que questões extracampos prejudiquem tudo o que ele construiu. Certamente, Sampaoli não ficará sem emprego, já que há muitos clubes precisando de treinadores arrojados e modernos e com estruturas bem superiores a de la Roja. Sua história, no entanto, poderia ser mais rica, quem sabe, com mais títulos ou campanhas de destaque. 
O argentino não quer pagar multa rescisória e seu contrato expira somente em 2018.  O caso vai parar na Justiça. Mas ninguém poderá destruir seu legado construído à frente da Seleção Nacional. O Chile mudou graças à nova filosofia de jogo, postura tática e habilidade de jogadores como Vidal, Sanchez, Vargas e Valdívia. Não se sabe se o próximo treinador formará uma espinha dorsal tão eficiente como a atual. Enquanto isso, Sampaoli está preparado para receber inúmeras propostas milionárias.

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