A América é da Fiel

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Nem mesmo o Fenômeno e vitorioso Ronaldo conseguiu o feito: Emerson, campeão brasileiro em 2009, 2010 e 2011, é o herói do título alvinegro no Pacaembu

Uma legião de corintianos jogou e fracassou na tentativa de conquistar a Copa Libertadores: Wladimir, Basílio, Edu, Zé Maria, Neto, Ronaldo (o goleiro),  Biro-Biro, Casagrande, Wílson Mano, Marcelo, Ricardinho, Rincón, Vampeta, Marcelinho Carioca, Edílson, Chicão, Roberto Carlos e Ronaldo. Coube à grande equipe de Tite quebrar a escrita e conquistar o inédito título, que certamente foi merecido e fez o clube entrar na galeria dos campeões, como Cruzeiro, Palmeiras, Santos, São Paulo, Flamengo, Vasco, Grêmio e Internacional.

O mérito do Timão foi justamente ter um grupo forte e homogêneo. Não havia uma única estrela e sim a mistura de forças que se completaram a fim de obter o produto final: o equilíbrio. Dois momentos representaram o título: a vitória sobre o Santos na Vila Belmiro e o 1 a 1 com o Boca Juniors na Bombonera. Sheik foi o herói na decisão contra os argentinos (2 a 0), no Pacaembu, mas há de se ressaltar a superação do goleiro Cássio, dos zagueiros Leandro Castán e Chicão, dos laterais Alessandro e Fábio Santos, dos volantes Paulinho e Ralf, dos armadores Alex e Danilo e do atacante Jorge Henrique. Uma equipe tecnicamente perfeita, que aliou maturidade, talento e frieza na hora ideial. Uma mistura ideal de festa e comprometimento. A campanha foi perfeita: oito vitórias e seis empates, para ninguém botar defeito.

Tite coloca mais um título em seu currículo. Mas foi difícil reerguer o grupo depois do desastre no ano passado, quando o Timão acabou sendo eliminado pelo Tolima na fase de classificação. Construiu a base que chegou à conquista do Brasileiro no ano passado e transformou aquele grupo desanimado e fracassado em vencedor. Teve de conviver com a dispensa de Adriano, a má fase de Liédson e a ausência de um goleiro confiável. Mas tudo foi se resolvendo aos poucos e o time foi conduzindo sua campanha de maneira tranquila.

O Boca Juniors não foi valente e organizado como se esperava, mas dificultou as ações. Riquelme, Mouche ou Santiago Silva poderiam perfeitamente ter dado a vitória aos argentinos. Mas Romarinho, aquele baixinho e jovem que empatou o jogo na temida Bombonera, garantiu o importante resultado que garantiria mais tarde a volta olímpica alvinegra em São Paulo.

O título é do Corinthians por seu esforço, brilho e dedicação. Agora, a missão é lutar por campanha digna no Campeonato Brasileiro e viajar ao Japão para tentar o título mundial. A América é da Fiel, merecidamente.

TÍTULOS BRASILEIROS

3

Santos (1962, 1963 e 2011)

São Paulo (1992, 1993 e 2005)

2

Cruzeiro (1976 e 1997)

Grêmio (1983 e 1996)

Internacional (2006 e 2010)

1

Flamengo (1981)

Vasco (1998)

Palmeiras (1999)

Corinthians (2012)

CAMPANHA CORINTIANA

Primeira fase

Deportivo Táchira (1 a 1) – F

Nacional (3 a 1) – F

Cruz Azul (0 a 0) – F

Cruz Azul (1 a 0) – C

Nacional (2 a 0) – C

Deportivo Táchira (6 a 0) – C

Oitavas de final

Emelec (0 a 0) – F

Emelec (3 a 0) – C

Quartas de final

Vasco (0 a 0 ) – F

Vasco (1 a 0) – C

Semifinais

Santos (1 a 0) – F

Santos (1 a 1) – C

Final

Boca Juniors (1 a 1) – F

Boca Juniors (2 a 0) – C

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