30 anos sem Garrincha

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Há exatos 30 anos o futebol brasileiro perdeu seu segundo maior craque, joia, talento ou astro. Dono de uma simplicidade incrível, Garrincha sempre foi aquele jogador folclórico, humilde e simpático. Nossos jovens cresceram e aprenderam a amar o futebol graças à história do Anjo das Pernas Tortas. Sua trajetória é extretamente conhecida por todos, pois a vida do Mané foi resgastada nos cinemas (no filme Garrincha: a alegria do povo) e por Ruy Castro em “Uma Estrela Solitária”.

Quando o menino Manuel dos Santos foi treinar no Botafogo, pensava-se que era algo de outro mundo. Ele driblava como ninguém e tinha um físico privilegiado. Poderia correr 100 metros rasos em 10s sem nenhum desgaste. Garrincha ganhou dinheiro, chegou às glórias na carreira, tornou-se famoso, mas sua vida foi recheada de dificuldades. Problemas com a ex-exposa e a bebida e a lesão séria no joelho colocaram fim à carreira do maior meio-campista do futebol brasileiro.

Os comentaristas de hoje debatem se Garrincha teria espaço no futebol moderno e brilharia da mesma forma que nos anos 1950 e 1960. Francamente, eu não o vi jogar, mas sei que ele tecnicamente é melhor do que qualquer atleta atual. Mas, o futebol mundou muito, tornando-se mais defensivo e protegido. Logo, diminuiu-se o brilho dos atacantes e aumentou-se os dos zagueirões. E Garrincha seria uma vítima desse processo.

As lembranças do craque são as mais belas possíveis. Em 1962, foi seu auge, no Chile. Marcou quatro gols e ajudou a Seleção Brasileira a ganhar o Mundial. Tudo isso sem Pelé, contundido.  Em 1958, as imagens também são as mais belas, como os dois cruzamentos semelhantes para Vavá virar contra a Suécia na decisão da Copa do Mundo, no Estádio Rasunda. Garrincha é um fenômemo. Seria impossível defini-lo. O fato é que ele nos faz muita falta, mesmo depois de ter parado de jogar.

Ele era divertido nas concentrações da Seleção Brasileira. Quando vencemos em 1958, ele pronunciou de forma séria: “Campeonatinho mixuruco, nem tem segundo turno”. A saudade de seus gols é tamanha que seus contemporâneos jamais viram alguém semelhante. O fato é que Anjo das Pernas Tortas foi um dos brasileiros mis influentes e famosos de todos os tempos.

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