{"id":571,"date":"2016-12-27T00:01:01","date_gmt":"2016-12-27T02:01:01","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/?p=571"},"modified":"2016-12-21T15:59:50","modified_gmt":"2016-12-21T17:59:50","slug":"meu-namorado-vive-na-gandaia-estou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/meu-namorado-vive-na-gandaia-estou\/","title":{"rendered":"Meu namorado vive na gandaia. Sinto-me abandonada"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"572\" data-permalink=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/meu-namorado-vive-na-gandaia-estou\/gandaia\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/12\/gandaia.jpg\" data-orig-size=\"652,408\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"gandaia\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/12\/gandaia-300x188.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/12\/gandaia.jpg\" class=\"wp-image-572 alignright\" src=\"http:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/12\/gandaia-300x188.jpg\" alt=\"gandaia\" width=\"361\" height=\"226\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/12\/gandaia-300x188.jpg 300w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/12\/gandaia-200x125.jpg 200w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/12\/gandaia-550x344.jpg 550w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/12\/gandaia-230x144.jpg 230w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/12\/gandaia.jpg 652w\" sizes=\"(max-width: 361px) 100vw, 361px\" \/><em>\u201cPrezado Dr. Douglas Amorim, bom dia. Primeiramente, quero dizer que acompanho o seu trabalho e acho o senhor um profissional excelente e muito\u00a0diferenciado.\u00a0Estou num relacionamento h\u00e1 cerca de dois anos. Antes de mim, meu namorado ficou por cinco anos solteiro e sempre foi muito festeiro e animado. Ocorre que, frequentemente, passamos por situa\u00e7\u00f5es de conflito, relacionadas a sa\u00eddas e festas que ele frequenta sozinho. No come\u00e7o do relacionamento, ele chegou a fazer isso sem me contar, por\u00e9m, conversamos e eu disse que aquilo me incomodava. Desde ent\u00e3o, ele sempre me avisa, mas, mesmo assim, muitas vezes, me sinto insegura e com ci\u00fame por ele estar sozinho. Quando conversarmos, ele sempre demonstra gostar muito de mim, diz que n\u00e3o faria nada para me magoar, e que n\u00e3o tenho motivos para brigar, pois, apesar de estar sem a minha companhia, ele nunca me faltou com o respeito. Em uma de nossas brigas, ele\u00a0chegou a dizer que tenho atitudes infantis, pois, em um casal, cada um tamb\u00e9m tem que ter seus momentos. Falou que eu preciso respeitar isso. N\u00e3o sei o que fazer. Por um lado, penso que ele poderia diminuir as sa\u00eddas para fazer minha vontade. Mas, por outro, tamb\u00e9m sinto que, se fizesse isso, estaria o aprisionando. Por favor, me ajude\u201d.\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Envie sua d\u00favida para <strong>perguntaUAI@gmail.com<\/strong>\u00a0 N\u00e3o identificamos os autores das perguntas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Resposta:<\/strong><\/p>\n<p>Querida leitora, fico feliz por acompanhar meu trabalho. Muito obrigado pelos elogios. A primeira coisa que me chamou a aten\u00e7\u00e3o, foi o fato de voc\u00ea estar namorando uma pessoa h\u00e1 dois anos e, at\u00e9 hoje, n\u00e3o ter ajustado os ponteiros com rela\u00e7\u00e3o a uma quest\u00e3o como essa. Segundo seu relato, ele \u00e9 uma pessoa que gosta de sair sozinho com uma certa frequ\u00eancia e isto te incomoda muito. Isso vem desde a \u00e9poca do in\u00edcio do seu namoro, quando ele chegava a sair escondido, at\u00e9 que voc\u00ea descobriu que ele o fazia. Acontece que, ap\u00f3s voc\u00eas conversarem, o consenso a que se chegou foi o dele n\u00e3o faz\u00ea-lo mais sem que voc\u00ea soubesse, e n\u00e3o o dele diminuir ou parar de frequentar festas e baladas sem sua companhia.<\/p>\n<p>O fato dele dizer que voc\u00ea tem atitudes infantis com rela\u00e7\u00e3o a essa quest\u00e3o pode ou n\u00e3o fazer sentido. Veja bem: a justificativa apresentada \u00e9 a de que cada um dos parceiros precisa ter seus momentos, sem necessariamente estar com o outro. At\u00e9 a\u00ed, tudo bem. Seu namorado est\u00e1 se referindo ao conceito de individualidade. Realmente, precisamos ter nosso espa\u00e7o em determinados momentos. Portanto, n\u00e3o precisamos estar com o outro 100% do tempo, certo? Por outro lado, precisamos discutir sobre a quest\u00e3o quantitativa e qualitativa deste tipo de momento. Qual \u00e9 a frequ\u00eancia em que ele opta por sair sem voc\u00ea? Uma vez por semana? Duas? Em quais dias? Sexta? S\u00e1bado? Por que a sua presen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 bem vinda neste tipo de programa? Al\u00e9m dessas perguntas, outras tamb\u00e9m s\u00e3o importantes de serem apreciadas. Geralmente, quais s\u00e3o estes programas? Festas? Micaretas? Boates? Barzinhos?<\/p>\n<p>Ao que tudo indica, o n\u00famero de sa\u00eddas \u00e9 bastante elevado e parece que ele deseja continuar no mesmo ritmo que fazia, quando solteiro. O que me leva a pensar isso \u00e9 a sua coloca\u00e7\u00e3o, no que diz respeito a ele diminuir as sa\u00eddas. Na minha humilde opini\u00e3o, penso que isso seria bastante razo\u00e1vel porque, honestamente, creio ser bastante dif\u00edcil uma mulher permanecer tranquila, sabendo que seu namorado est\u00e1 por a\u00ed, madrugada afora. Volto a dizer: \u00e9 preciso que todos n\u00f3s tenhamos um m\u00ednimo de privacidade e individualidade. Entretanto, tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio compreender que, quando optamos por ter um estilo de vida (solteiro\/namoro\/casamento), precisamos ter comportamentos que sejam compat\u00edveis com tal op\u00e7\u00e3o. Ficar saindo pras baladas constantemente sozinho, me parece um tanto quanto incompat\u00edvel com a escolha de se ter uma namorada. Quando estamos nos relacionando com algu\u00e9m e realmente o amamos, o usual \u00e9 querermos passar a maior parte do nosso tempo livre com esse algu\u00e9m, e n\u00e3o, sozinho.<\/p>\n<p><strong>Dicas pra voc\u00ea:<\/strong> antes de namorarmos ou casarmos com qualquer pessoa, precisamos ter em mente duas coisas que considero fundamentais. A primeira delas \u00e9 o tipo de pessoa que gostar\u00edamos de ter ao nosso lado. A segunda, refere-se ao tipo de relacionamento que gostar\u00edamos de ter. Todos n\u00f3s temos necessidades m\u00ednimas dentro de um namoro ou casamento: carinho, dedica\u00e7\u00e3o, respeito, sexo, presen\u00e7a, companheirismo e solidariedade, entre outras coisas. Quando essas necessidades m\u00ednimas n\u00e3o s\u00e3o atendidas, das duas uma. A rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o segue adiante ou ent\u00e3o, at\u00e9 segue, por\u00e9m, com um dos parceiros aceitando migalhas. Preste muita aten\u00e7\u00e3o a isso.<\/p>\n<p>Tem mais de dois anos que voc\u00ea vem desejando mais presen\u00e7a dele e, quando o solicitada a faz\u00ea-lo, \u00e9 taxada de infantil e outras coisas mais. Lembre-se de que, quando escolhemos namorar algu\u00e9m, precisamos fazer alguns sacrif\u00edcios e concess\u00f5es. Quais s\u00e3o os que voc\u00ea est\u00e1 disposta a fazer? E ele? Tome muito cuidado e n\u00e3o feche os olhos para uma quest\u00e3o que te incomoda tanto. Sempre digo que namoro \u00e9 vestibular pra casamento. Se est\u00e1 assim no namoro, \u00e9 bom pensar como ficaria no futuro. Por fim, muito cuidado pra n\u00e3o se confundir: o fato de pedir a ele que diminua as sa\u00eddas, n\u00e3o significa aprision\u00e1-lo. Significa que voc\u00ea est\u00e1 comunicando uma insatisfa\u00e7\u00e3o, pura e simplesmente. Reflita sobre esses pontos e aja de acordo com o que voc\u00ea acredita que seja mais coerente e adequado para algu\u00e9m que deseja namorar. Boa sorte!<\/p>\n<p><em>Um abra\u00e7o do<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Douglas Amorim<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Psic\u00f3logo cl\u00ednico, p\u00f3s-graduado em Psicologia M\u00e9dica, mestre em Educa\u00e7\u00e3o, Cultura e Sociedade<\/p>\n<p>Consult\u00f3rio: (31)3234-3244<\/p>\n<p>www.douglasamorim.com.br<\/p>\n<p>Instagram:@douglasamorimpsicologo<\/p>\n<p>Canal no youtube: https:\/\/www.youtube.com\/user\/douglasdanielamorim<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cPrezado Dr. Douglas Amorim, bom dia. Primeiramente, quero dizer que acompanho o seu trabalho e acho o senhor um profissional excelente e muito\u00a0diferenciado.\u00a0Estou num relacionamento h\u00e1 cerca de dois anos. Antes de mim, meu namorado ficou por cinco anos solteiro e sempre foi muito festeiro e animado. Ocorre que, frequentemente, passamos por situa\u00e7\u00f5es de conflito, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":169,"featured_media":572,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[1],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/12\/gandaia.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7K31G-9d","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/571"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/169"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=571"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/571\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/572"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=571"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=571"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=571"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}