{"id":396,"date":"2016-10-27T01:00:13","date_gmt":"2016-10-27T03:00:13","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/?p=396"},"modified":"2016-10-27T07:33:28","modified_gmt":"2016-10-27T09:33:28","slug":"terminei-porque-parecia-que-meu-namorado-namorava-mae-dele","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/terminei-porque-parecia-que-meu-namorado-namorava-mae-dele\/","title":{"rendered":"Terminei porque parecia que meu namorado &#8220;namorava&#8221; a pr\u00f3pria m\u00e3e"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"397\" data-permalink=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/terminei-porque-parecia-que-meu-namorado-namorava-mae-dele\/homem-jovem-com-mulher-madura\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/10\/homem-jovem-com-mulher-madura.jpg\" data-orig-size=\"390,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"homem jovem com mulher madura\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/10\/homem-jovem-com-mulher-madura-300x231.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/10\/homem-jovem-com-mulher-madura.jpg\" class=\"wp-image-397 alignright\" src=\"http:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/10\/homem-jovem-com-mulher-madura-300x231.jpg\" alt=\"homem jovem com mulher madura\" width=\"327\" height=\"252\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/10\/homem-jovem-com-mulher-madura-300x231.jpg 300w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/10\/homem-jovem-com-mulher-madura-200x154.jpg 200w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/10\/homem-jovem-com-mulher-madura-230x177.jpg 230w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/10\/homem-jovem-com-mulher-madura.jpg 390w\" sizes=\"(max-width: 327px) 100vw, 327px\" \/><em>\u201cOl\u00e1, Dr. Douglas Amorim. Namorei por 01 ano e 03 meses um filho \u00fanico de m\u00e3e vi\u00fava. O falecimento do pai ocorreu em 1987, quando a m\u00e3e tinha 28 anos e o filho, apenas 01 ano. Desde ent\u00e3o, essa m\u00e3e viveu em fun\u00e7\u00e3o do filho e hoje, ele vive em fun\u00e7\u00e3o da m\u00e3e. Durante o relacionamento eu sentia que, al\u00e9m da fun\u00e7\u00e3o de filho, meu namorado exercia a fun\u00e7\u00e3o de marido da m\u00e3e, pois, sempre andavam de m\u00e3os dadas, eventualmente deitavam na mesma cama de conchinha, se chamavam de &#8220;amor&#8221; etc. \u00a0Al\u00e9m disso, era muito complicado fazer programas a dois, pois percebia que ele se sentia culpado por deixar a m\u00e3e sozinha. Acontecia tamb\u00e9m, dele compensar a m\u00e3e pelo tempo que passava comigo a s\u00f3s, ou pelos programas que faz\u00edamos a dois. Se f\u00f4ssemos ao cinema, na semana seguinte, ele iria ao cinema com ela. Comecei a sentir ci\u00fame da m\u00e3e e tamb\u00e9m invadida, por n\u00e3o ter liberdade de programar uma vida s\u00f3 com ele. Tamb\u00e9m senti medo de estar num barco furado\u00a0 me relacionando com uma pessoa que, dificilmente, conseguir\u00e1 sair de casa para se casar. Conversamos muito sobre o assunto e os dois come\u00e7aram uma terapia. Entretanto, ao adquirir consci\u00eancia dessa rela\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica com a m\u00e3e, ele se sentiu pressionado e disse tamb\u00e9m que n\u00e3o iria mudar, pois era gostoso viver assim. Sinto falta dele, pois, a rela\u00e7\u00e3o a dois, quando existia, era muito boa. \u00c0s vezes sinto culpa por ter sido intolerante ou ciumenta. Fico confusa pensando se me precipitei. Por outro lado, tinha medo de sempre viver uma rela\u00e7\u00e3o a tr\u00eas com a sogra e de ter filhos com ele, que seriam sempre supervisionados por ela. Eu deveria ter compreendido a for\u00e7a dessa rela\u00e7\u00e3o? \u00c9 poss\u00edvel manter um relacionamento com filho \u00fanico de m\u00e3e vi\u00fava?\u201d<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Envie sua d\u00favida para <strong>perguntaUAI@gmail.com<\/strong>\u00a0 N\u00e3o identificamos os autores das perguntas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Resposta:<\/strong><\/p>\n<p>Querida leitora, esse \u00e9 um caso t\u00edpico de adoecimento psicol\u00f3gico, no meu humilde modo de entender. Quando digo adoecimento, n\u00e3o se trata de procurar um diagn\u00f3stico nos manuais de Psicologia e Psiquiatria, como Depress\u00e3o, Transtorno Bipolar ou outro qualquer. Refiro-me a algo que atravessa a vida da pessoa de tal forma, que faz com que ela fique aprisionada num quadro neur\u00f3tico. Voc\u00ea mencionou que o pai dele faleceu quando ele tinha apenas um ano de idade. Ou seja, era um beb\u00ea. Diante de tal fato, tudo indica que o sentido da m\u00e3e passou a ser o filho, e que ele foi, inconscientemente, o substituto do marido falecido. Agindo assim, ela simplesmente se fechou para outras possibilidades de relacionamento afetivo e acabou elegendo o filho como seu objeto incondicional de amor. Ao fazer isso, obviamente, passou a mensagem que bem entendeu para o filho. Ou seja, a de que ele teria de ocupar o lugar do pai.<\/p>\n<p>Como a forma\u00e7\u00e3o da nossa personalidade vai at\u00e9 por volta do seis anos de idade, \u00e9 prov\u00e1vel que a influ\u00eancia da m\u00e3e tenha sido decisiva para que ele incorporasse esse papel e, o pior de tudo: passasse a achar natural o fato de desempenh\u00e1-lo. Com o passar dos anos, os dois desenvolveram essa rela\u00e7\u00e3o que, convenhamos, n\u00e3o \u00e9 nada saud\u00e1vel. Sentir-se culpado por deixar a m\u00e3e em casa \u2013 que n\u00e3o tem nenhum problema de sa\u00fade \u2013 e depois ter de fazer com ela, o mesmo programa que fez com a namorada, beira o absurdo. Chamar a m\u00e3e de amor, dormir de conchinha com ela na cama etc., n\u00e3o s\u00e3o condutas adequadas. Todos n\u00f3s desempenhamos papeis na vida. Isso \u00e9 t\u00edpico da sociedade civilizada. Papeis de filho, de m\u00e3e, de pai, de amigo, de aluno, de profissional, entre outros, exigem comportamentos compat\u00edveis a eles de acordo com nossa cultura.<\/p>\n<p>Achei bastante interessante voc\u00ea ter mencionado seu desconforto com ele e ambos terem buscado tratamento psicol\u00f3gico. Al\u00e9m disso, fiquei impressionado com o que ele disse ap\u00f3s ter tomado consci\u00eancia de tudo, em seu processo de psicoterapia. O fato dele n\u00e3o querer mudar, porque a rela\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e era \u201cgostosa\u201d, nestes termos, mostra o quanto ficou enraizado nele e nela, a rela\u00e7\u00e3o inadequada, na qual seu ex-namorado \u00e9 filho e marido ao mesmo tempo, da mesma forma que ela \u00e9 m\u00e3e e esposa. Diante de tamanha mescla de papeis, n\u00e3o seria de se espantar se, mais cedo ou mais tarde, uma rela\u00e7\u00e3o incestuosa acontecesse. Parece bizarro mas, n\u00e3o seria o primeiro e nem o \u00faltimo caso registrado na humanidade. O tipo de situa\u00e7\u00e3o que voc\u00ea relatou, com bastante clareza, demonstra que eles desenvolveram uma simbiose nociva para ambos, embora n\u00e3o julguem assim.<\/p>\n<p><strong>Dicas pra voc\u00ea:<\/strong> querida leitora, voc\u00ea n\u00e3o tem de se sentir culpada por ter sido ciumenta e intolerante. Pra falar a verdade, acho at\u00e9 que sua rela\u00e7\u00e3o com ele durou muito tempo. N\u00e3o percebo precipita\u00e7\u00e3o de sua parte, principalmente, pela clareza do seu relato. Compreender a for\u00e7a dessa rela\u00e7\u00e3o, como voc\u00ea disse, n\u00e3o pode ser sin\u00f4nimo de concordar com algo que \u00e9 psicologicamente adoecido. Por mais que voc\u00ea goste dele, o que \u00e9 necess\u00e1rio compreender \u00e9 que, optando por manter essa rela\u00e7\u00e3o, teria de dividi-lo com outra mulher. Creio que esse n\u00e3o seja seu objetivo, n\u00e3o \u00e9 mesmo? A mulher que quiser ficar com ele, ter\u00e1 de se sujeitar a essa situa\u00e7\u00e3o absurda e, felizmente, voc\u00ea n\u00e3o o fez. \u00c9 poss\u00edvel manter um relacionamento afetivo com qualquer pessoa, desde que ela te fa\u00e7a bem e seja equilibrada. Isso n\u00e3o tem a ver com o fato do indiv\u00edduo ser ou n\u00e3o filho \u00fanico, ou ser filho \u00fanico de m\u00e3e vi\u00fava. No caso que voc\u00ea descreveu, a m\u00e3e criou o filho para ela. Ali\u00e1s, pior. Criou-o para ser marido dela. Penso que voc\u00ea acertou ao ter sa\u00eddo desse emaranhado familiar, sobretudo, porque ele afirmou categoricamente que n\u00e3o ir\u00e1 mudar. Sei que est\u00e1 triste mas, diante disso, n\u00e3o h\u00e1 o que ser feito. Pare de se culpar e siga sua vida. Seguramente, mais dia, menos dia, surgir\u00e1 algu\u00e9m interessante e que valer\u00e1 a pena. Fique bem e sucesso pra voc\u00ea!<\/p>\n<p><em>Um abra\u00e7o do<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Douglas Amorim<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Psic\u00f3logo cl\u00ednico, p\u00f3s-graduado em Psicologia M\u00e9dica, mestre em Educa\u00e7\u00e3o, Cultura e Sociedade<\/p>\n<p>Consult\u00f3rio: (31)3234-3244<\/p>\n<p>www.douglasamorim.com.br<\/p>\n<p>Instagram:@douglasamorimpsicologo<\/p>\n<p>Canal no youtube: https:\/\/www.youtube.com\/user\/douglasdanielamorim<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cOl\u00e1, Dr. Douglas Amorim. 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