{"id":252,"date":"2016-09-20T01:00:01","date_gmt":"2016-09-20T04:00:01","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/?p=252"},"modified":"2016-09-20T11:47:48","modified_gmt":"2016-09-20T14:47:48","slug":"252","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/252\/","title":{"rendered":"Pergunta de leitora &#8211; Minha filha \u00e9 constantemente agredida pelo namorado. O que devo fazer?"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"253\" data-permalink=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/252\/violencia-contra-a-mulher\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/09\/violencia-contra-a-mulher.jpg\" data-orig-size=\"341,237\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"violencia contra a mulher\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/09\/violencia-contra-a-mulher-300x209.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/09\/violencia-contra-a-mulher.jpg\" class=\" wp-image-253 alignright\" src=\"http:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/09\/violencia-contra-a-mulher-300x209.jpg\" alt=\"violencia contra a mulher\" width=\"319\" height=\"222\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/09\/violencia-contra-a-mulher-300x209.jpg 300w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/09\/violencia-contra-a-mulher-200x139.jpg 200w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/09\/violencia-contra-a-mulher-230x160.jpg 230w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/09\/violencia-contra-a-mulher.jpg 341w\" sizes=\"(max-width: 319px) 100vw, 319px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cBom dia, \u00a0Dr. Douglas Amorim. Estou muito preocupada com o relacionamento da minha filha.\u00a0 Ela tem agredido o rapaz que est\u00e1 namorando e, uma vez, ele a machucou. Eu acho o namoro deles muito doentio. Pedi a ela pra terminar e recebi um \u201cn\u00e3o\u201d como resposta. Sei que est\u00e3o infelizes mas, o apego dela por ele, n\u00e3o a deixa terminar. O que eu fa\u00e7o? Por favor me ajude. Ela tem TOC em grau leve e o mo\u00e7o \u00e9 doente de ci\u00fame\u201d.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Envie sua d\u00favida para <strong>perguntaUAI@gmail.com<\/strong>\u00a0 N\u00e3o identificamos os autores das perguntas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Resposta:<\/strong><\/p>\n<p>Querida leitora, entendo perfeitamente seu sofrimento. \u00c9 muito dif\u00edcil vermos um filho fazendo escolhas erradas, sobretudo, quando essas op\u00e7\u00f5es trazem intenso sofrimento. Voc\u00ea n\u00e3o mencionou a idade da sua filha. Portanto, pra escrever essa resposta, estou partindo do pressuposto de que ele seja maior de idade. Caso contr\u00e1rio, voc\u00ea e\/ou o pai dela, devem intervir porque, enquanto menor de idade, a responsabilidade sobre a vida dela \u00e9 dos pais. Voc\u00ea mencionou que ela tem agredido o rapaz. Como tamb\u00e9m n\u00e3o especificou os tipos de agress\u00e3o, vou partir do princ\u00edpio de que elas sejam f\u00edsicas e\/ou verbais.<\/p>\n<p>Relacionamentos afetivos e escolhas profissionais, ao meu ver, s\u00e3o decis\u00f5es totalmente pessoais e, cabe a cada um de n\u00f3s, definirmos quais caminhos ser\u00e3o seguidos. Penso que ningu\u00e9m tenha autoridade para dizer com o qu\u00ea iremos ou n\u00e3o trabalhar, assim como, com quem iremos ou n\u00e3o, namorar e casar. Infelizmente, nem sempre as pessoas s\u00e3o coerentes em suas escolhas amorosas. Existem relacionamentos extremamente adoecidos que se sustentam \u00e0s custas de brigas, xingamentos, amea\u00e7as e agress\u00f5es diversas. Nossa mente \u00e9 muito complexa e pode fazer com que tenhamos dificuldade em romper rela\u00e7\u00f5es nestes moldes.<\/p>\n<p>Por isso, sempre digo aos meus pacientes e leitores que, a compet\u00eancia em nossas vidas, \u00e9 algo fundamental. \u00c9 preciso sermos competentes pra escolher um bom parceiro (a). E, pra conseguirmos tal feito, n\u00e3o adianta basearmos nossas escolhas apenas no amor. \u00c9 preciso que observemos as caracter\u00edsticas do outro, porque elas s\u00e3o t\u00e3o importantes quanto o afeto que sentimos por ela. De que adianta amar uma pessoa se ela \u00e9 mal car\u00e1ter, tem propens\u00e3o \u00e0 trai\u00e7\u00e3o, \u00e9 mal educado com os outros e n\u00e3o que quer trabalhar, por exemplo? Penso que n\u00e3o adianta nada. Essa pessoa hipot\u00e9tica que citei, seria uma fort\u00edssima candidata a fazer o outro infeliz. N\u00e3o sei o que se passa entre sua filha e o namorado, mas, tudo indica que, a agress\u00e3o e o desrespeito fazem parte do dia a dia deles. Rela\u00e7\u00f5es assim, geralmente, n\u00e3o t\u00eam bom progn\u00f3stico.<\/p>\n<p><strong>Dicas pra voc\u00ea:<\/strong> seu desejo de querer que sua filha termine esse relacionamento \u00e9 totalmente compreens\u00edvel. Por\u00e9m, como disse no in\u00edcio desta resposta, cabe a cada um de n\u00f3s escolher nossos pares. Creio que, sendo m\u00e3e, o m\u00e1ximo que voc\u00ea possa fazer seja orientar e tentar abrir os olhos dela para o que est\u00e1 acontecendo. Realmente, \u00e9 um tipo de situa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 fazendo voc\u00ea se sentir impotente e, por vezes, a vida nos faz ficar nesta posi\u00e7\u00e3o. Portanto, oriente-a dentro do que voc\u00ea puder e acrescente essa informa\u00e7\u00e3o: a maior parte dos casos de viol\u00eancia contra a mulher, no Brasil, tem como justificativa por parte do agressor, o <u>ci\u00fame<\/u>. Al\u00e9m disso, alerte-a para o seguinte: diga que, caso voc\u00ea vir a perceber qualquer agress\u00e3o por parte dele, a pol\u00edcia ser\u00e1 imediatamente acionada. \u00a0Voc\u00ea n\u00e3o pode escolher com quem ela namora. Entretanto, pode escolher n\u00e3o tolerar a\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia contra sua filha.\u00a0Vi dezenas de casos assim na Delegacia Especializada de Crimes Contra a Mulher, daqui de Belo Horizonte, quando atendia aos casos de agress\u00e3o. Por fim, quanto ao fato dela ter Transtorno Obsessivo Compulsivo, espero que ela esteja em tratamento. Se n\u00e3o estiver, n\u00e3o deixe de procurar aux\u00edlio profissional o quanto antes. Fique atenta e n\u00e3o deixe de chamar a pol\u00edcia se ela for agredida.<\/p>\n<p><em>Um abra\u00e7o do<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Douglas Amorim<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Psic\u00f3logo cl\u00ednico, p\u00f3s-graduado em Psicologia M\u00e9dica, mestre em Educa\u00e7\u00e3o, Cultura e Sociedade<\/p>\n<p>www.douglasamorim.com.br<\/p>\n<p>Instagram: @douglasamorimpsicologo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; \u201cBom dia, \u00a0Dr. Douglas Amorim. Estou muito preocupada com o relacionamento da minha filha.\u00a0 Ela tem agredido o rapaz que est\u00e1 namorando e, uma vez, ele a machucou. Eu acho o namoro deles muito doentio. Pedi a ela pra terminar e recebi um \u201cn\u00e3o\u201d como resposta. Sei que est\u00e3o infelizes mas, o apego dela [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":169,"featured_media":253,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[1],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/09\/violencia-contra-a-mulher.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/s7K31G-252","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/252"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/169"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=252"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/252\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=252"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=252"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=252"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}