{"id":208,"date":"2016-09-13T01:00:49","date_gmt":"2016-09-13T04:00:49","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/?p=208"},"modified":"2016-09-12T12:53:47","modified_gmt":"2016-09-12T15:53:47","slug":"pergunta-de-leitor-ela-terminou-comigo-e-nao-quer-conversa-o-que-fazer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/pergunta-de-leitor-ela-terminou-comigo-e-nao-quer-conversa-o-que-fazer\/","title":{"rendered":"Pergunta de leitor &#8211; Ela terminou comigo e n\u00e3o quer voltar. O que fazer?"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"209\" data-permalink=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/pergunta-de-leitor-ela-terminou-comigo-e-nao-quer-conversa-o-que-fazer\/mulher-briguenta\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/09\/mulher-briguenta.jpg\" data-orig-size=\"374,252\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"mulher briguenta\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/09\/mulher-briguenta-300x202.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/09\/mulher-briguenta.jpg\" class=\" wp-image-209 alignright\" src=\"http:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/09\/mulher-briguenta-300x202.jpg\" alt=\"mulher briguenta\" width=\"430\" height=\"290\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/09\/mulher-briguenta-300x202.jpg 300w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/09\/mulher-briguenta-200x135.jpg 200w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/09\/mulher-briguenta-230x155.jpg 230w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/pergunteaopsicologo\/wp-content\/uploads\/sites\/70\/2016\/09\/mulher-briguenta.jpg 374w\" sizes=\"(max-width: 430px) 100vw, 430px\" \/><\/p>\n<p><em>&#8220;Dr. Douglas, tenho 51 anos e 02 filhos com mulheres diferentes.\u00a0 Reencontrei, recentemente, com uma antiga ex-namorada. Come\u00e7amos a nos relacionar\u00a0 intensamente, embora morando em cidades diferentes. O in\u00edcio foi maravilhoso. Depois de algum tempo, comecei a observar comportamentos estranhos, como ci\u00fame doentio dos meus filhos e de suas m\u00e3es (que s\u00e3o bem mais novas que ela, que tem 47), de familiares etc. Al\u00e9m disso, come\u00e7ou a fazer cobran\u00e7as fortes quanto a planos, casamento, viagens, f\u00e9rias conjuntas (apesar de o trabalho dela n\u00e3o permitir), entre outras coisas. Nunca neguei meu desejo de casar, mas, pedi que adi\u00e1ssemos um pouco, em fun\u00e7\u00e3o de uma dificuldade financeira moment\u00e2nea. Tive tamb\u00e9m meus momentos de ci\u00fame (light) por conta do casamento fracassado dela, que n\u00e3o lhe rendera filhos.\u00a0 Como resultado desse casamento desfeito, ela desenvolveu p\u00e2nico e depress\u00e3o. Recentemente, depois de um fim de semana dos sonhos, ao retornar \u00e0 minha cidade, fui surpreendido com grosserias e com a afirma\u00e7\u00e3o de que o relacionamento acabara. Descarto a possibilidade de outra pessoa. Em leitura sobre isso, me deparei com a S\u00edndrome Borderline. Tudo se encaixa. Tentei reaproxima\u00e7\u00e3o e fui recha\u00e7ado veementemente, sem possibilidade, sequer, de conversar. Alguns comportamentos s\u00e3o t\u00edpicos: sexo n\u00e3o seguro e n\u00e3o usual, altern\u00e2ncia de euforia e depress\u00e3o, cobran\u00e7a quanto a presen\u00e7a, ci\u00fame etc. O relacionamento n\u00e3o existe mais. Contudo, fica o questionamento: ser\u00e1 que eu deixei de fazer algo que pudesse salvar a rela\u00e7\u00e3o? Obrigado&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Envie sua d\u00favida para: <strong>perguntaUAI@gmail.com<\/strong>. N\u00e3o identificamos os autores das perguntas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Resposta:<\/strong><\/p>\n<p>Querido leitor, algumas caracter\u00edsticas do Transtorno Bordeline s\u00e3o: altera\u00e7\u00f5es constantes de humor, irritabilidade, medo de ser abandonado, sentimentos de raiva, impulsividade e sensa\u00e7\u00e3o de solid\u00e3o, entre outros. Isso pode levar a gastos desmedidos, consumo exagerado de comida ou outras subst\u00e2ncias, al\u00e9m de descumprimento de regras, em alguns casos. Apesar do que voc\u00ea disse, meus leitores sabem que n\u00e3o fa\u00e7o diagn\u00f3sticos \u00e0 dist\u00e2ncia em hip\u00f3tese alguma. Primeiro, porque \u00a0afirmar que ela tem o transtorno, seria anti\u00e9tico de minha parte. Segundo, porque, do ponto de vista t\u00e9cnico, \u00e9 imposs\u00edvel fazer um diagn\u00f3stico psicol\u00f3gico sem estar com o paciente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 importante dizer tamb\u00e9m para meus leitores, que, nem sempre, determinados comportamentos podem ser sin\u00f4nimos de doen\u00e7a. J\u00e1 disse v\u00e1rias vezes que tristeza n\u00e3o pode ser sin\u00f4nimo de depress\u00e3o, da mesma forma que uma fase de mais euforia n\u00e3o pode ser patologizada como Transtorno Bipolar. Todos n\u00f3s temos caracter\u00edsticas de personalidade que, por consequ\u00eancia, norteiam nossos comportamentos e decis\u00f5es. \u00c9 bom que se saiba disso; afinal de contas, n\u00e3o somos todos doentes mentais, certo?<\/p>\n<p>A partir do seu relato, muito mais que uma mulher com Transtorno Borderline, vi \u00a0muito mais uma pessoa insegura e com medo de te perder, do que qualquer outra coisa. \u00c9 claro que ela pode ser Borderline, mas, como disse, n\u00e3o tenho com levar a an\u00e1lise por esse \u00e2ngulo. Pelo que percebi, o ci\u00fame dela, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00e3es dos seus filhos, sobretudo pelo fato delas serem mais jovens, foi uma demonstra\u00e7\u00e3o clara de inseguran\u00e7a e, obviamente, auto-estima baixa. Al\u00e9m da inseguran\u00e7a dela, pude perceber impulsividade e um certo egocentrismo mais um menos da seguinte forma: se as coisas n\u00e3o acontecerem exatamente do meu jeito, n\u00e3o me servem. Pessoas egoc\u00eantricas acham que o mundo gira ao redor delas e, usualmente, t\u00eam baixa toler\u00e2ncia \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o. Rea\u00e7\u00f5es explosivas e impulsivas s\u00e3o comuns.<\/p>\n<p><strong>Dica pra voc\u00ea: <\/strong>pra conseguirmos nos relacionar socialmente, profissionalmente, afetivamente etc, temos de construir habilidades diversas. Duas delas s\u00e3o a compreens\u00e3o e a paci\u00eancia. Parece que ela n\u00e3o tem nenhuma das duas, porque n\u00e3o conseguiu compreender seu momento financeiro e n\u00e3o soube esperar o tempo poss\u00edvel das coisas acontecerem. Imaturidade pura a meu ver. E olha que estamos falando de uma mulher de 47 anos. Por isso, sempre digo que maturidade, n\u00e3o necessariamente tem a ver com idade. Ao exigir todas as coisas da forma que mencionou, ela simplesmente te deixou \u201cescorrer por entre os dedos\u201d. E, \u00e9 impressionante o n\u00famero de pessoas que t\u00eam tudo nas m\u00e3os para viverem felizes e acabam colocando tudo a perder.<\/p>\n<p>Sinceramente, n\u00e3o vejo nada que voc\u00ea pudesse ter feito pra contornar a situa\u00e7\u00e3o. Em primeiro lugar, ela sequer se prop\u00f4s a discutir o que poderia ser melhorado. Sua escolha foi ser taxativa quanto ao t\u00e9rmino e ponto final. Quando a pessoa fecha todas as possibilidades de di\u00e1logo n\u00e3o h\u00e1 o que ser feito. Sugiro que siga seu caminho e tente virar a p\u00e1gina. Caso ela te procure, pense muito se a vale a pena reatar com algu\u00e9m t\u00e3o inconstante. Relacionamentos afetivos existem pra nos fazer bem. Pra trazer paz, equil\u00edbrio, amor, seguran\u00e7a e conforto mental. Essas rela\u00e7\u00f5es que trazem tormenta interna e externa devem ser questionados, e muito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Um abra\u00e7o do<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Douglas Amorim<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Psic\u00f3logo cl\u00ednico, p\u00f3s-graduado em Psicologia M\u00e9dica, mestre em Educa\u00e7\u00e3o, Cultura e Sociedade<\/p>\n<p>www.douglasamorim.com.br<\/p>\n<p>Instagram: @douglasamorimpsicologo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Dr. Douglas, tenho 51 anos e 02 filhos com mulheres diferentes.\u00a0 Reencontrei, recentemente, com uma antiga ex-namorada. Come\u00e7amos a nos relacionar\u00a0 intensamente, embora morando em cidades diferentes. O in\u00edcio foi maravilhoso. 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