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PCAlmeida é Cruzeirense, publicitário fanático, jornalista teimoso.

Ódio à bola

Está claro que Mano Menezes está a frente do Cruzeiro graças à campanha na Copa do Brasil. Nada, em absoluto, o segura lá, a não ser a possibilidade de título nesta temporada – ainda que complicada.

O trabalho do Mano é medíocre na acepção da palavra. Apenas médio, morno. Não é um desastre, mas também não é um sucesso. Muito pouco, pouquíssimo, miserável para este elenco.

O Cruzeiro tem cumprido a sequência: um jogo ótimo, depois um bom, depois um médio e outro merda. Essa oscilação empaca o time, relega-o à mediocridade e o faz correr um sério risco de terminar o ano sem taça e sem uma vaguinha sequer na Libertadores. Vergonhoso!

O time do Mano parece odiar a bola. Quando joga contra o time inferior tecnicamente, a pelota parece queimar os pés do time celeste. Os jogadores se livram da criança urgentemente, como se negassem o seu próprio dom.

O Cruzeiro só joga bem contra quem fica com a bola, propõe o jogo. Tem sido assim desde o ano passado, quando Mano retornou à Toca. Esta é uma forma legítima de se ganhar jogos, sem dúvida. Mas está longe de ser uma forma segura ou agradar aos olhos celestes.

Tendo isso como base, dá pra se acreditar em dois bons jogos contra o Grêmio: o time que melhor trabalha com a bola nos pés, mas que também sofre com marcações pesadas. O Cruzeiro precisa se agarrar a esta possibilidade se quiser sonhar com uma vaga na final da Copa do Brasil.

Dir-se-iam que o problema do Cruzeiro está no famigerado DM. Tantos desfalques têm atrapalhado Mano Menezes. Como se isso fosse exclusividade da Toca da Raposa.

Todos, repito, todos os clubes do Brasil sofrem com lesões. O próprio líder Corinthians sofreu baixas consideráveis ultimamente, mas a peteca não cai. Sabem por quê? Porque o trabalho do Carille é consistente e assimilado por todos no elenco. Assim, quem entra, consegue manter o nível.

Tendo me agarrar à ilusão que nem sempre o melhor time vence torneios de mata-mata. Sim, entre os 4 semifinalistas, o Cruzeiro tem a pior temporada (não disse pior time, nem pior elenco, mas a pior temporada ou o pior trabalho). Mas pode pintar como azarão e usar a força de sua camisa para arrebatar mais uma taça.

Isso seria ótimo, festejaríamos horrores. Porém, temo que isso nos custe a perpetuação de um estilo de jogo absolutamente tacanho, pequeno, nada condizente com as tradições do Cruzeiro.

Que o Cruzeiro seja campeão e que o Mano resolva voltar para a China, de onde jamais deveria ter saído.

FODAs

 

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Um comentário em “Ódio à bola

  1. PC, disse tudo sobre a temporada do nosso Cruzeiro. Mano Menezes, pelo tempo que está exercendo esta profissão, não vai passar desta enrolação, não é culpa dele… algumas pessoas, em certas tarefas, são bastante limitadas… umas mais outras menos… mas nós Cruzeirenses não podemos continuar sofrendo por causa das incapacidades de quem aparenta não fazer um mínimo de esforço para apresentar um trabalho próximo da grandeza do Maior de Minas…

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