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Denyse Lage Fonseca é formada em Letras e especialista em educação a distância. É autora de artigos enciclopédicos (InfoEscola.com) e de materiais didáticos (Portal Acessaber) que tratam de diversificados conteúdos relativos à Língua Portuguesa, da qual gosta desde criança. Como professora, atuou em diferentes níveis de ensino.

“Pára” ou “Para”?

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“Pára” (com acento) é uma das formas do verbo “parar” e “para” (sem acento) é uma preposição. Certo? O que diz a “Nova Ortografia”? O acento continua ou não? Vamos tirar essa dúvida? Então, complete com “pára” ou “para” a poesia Raridade:

Raridade

A arara

é uma ave rara

pois o homem não ___________

de ir ao mato caçá-la

____________ a pôr na sala

em cima de um poleiro

onde ela fica o dia inteiro

fazendo escarcéu

porque já não pode voar pelo céu.

E se o homem não ___________

de caçar arara,

hoje uma ave rara,

ou a arara some

ou então muda seu nome

____________ arrara.

José Paulo Paes. “Olha o bicho!”. Ática.

Podemos notar, pelo contexto da poesia acima, que no primeiro e terceiro espaços se encaixa o verbo, ao passo que no segundo e quarto espaços se encaixa a preposição. Dito isso, eis a pergunta: o verbo tem o acento agudo? Se você disse que não, você acertou! Isso porque a “Nova Ortografia” eliminou o acento que diferenciava o verbo da preposição, o chamado “acento diferencial”. Portanto:

A arara

é uma ave rara

pois o homem não para (verbo)

de ir ao mato caçá-la

para (preposição) a pôr na sala

[…]

E se o homem não para (verbo)

de caçar arara,

hoje uma ave rara,

ou a arara some

ou então muda seu nome

para (preposição) arrara.

Vale lembrar que a preposição é a palavra que desempenha a função de ligar dois ou mais termos, estabelecendo entre eles uma relação de sentido. No caso da poesia acima, a preposição “para” + o verbo no infinitivo (quando termina em “r”) “pôr” estabelece uma relação de finalidade (para a pôr). 

 

Para concluir:

“para” = preposição

“para” = uma das formas do verbo “parar”.

Leia também:

“Ratificação” X “Retificação”

“Voo” ou “Vôo”?

“Relampear” ou “Relampejar”? 

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16 comentários em ““Pára” ou “Para”?

  1. Educativa e oportuna esta sua coluna que, com a graça e beleza da articulista, a nós encanta e instrui. Parabéns Profª. Denyse Lage Fonseca!
    Cabe uma perguntinha? Por que seu apelido de família se grafa com “g” e não com “j”? Só conheço uma família com essa grafia, originária de Diamantina, MG…

    1. Oi, Ronaldo de Andrade!

      Fico muito feliz por saber que o meu blog está instruindo!
      Muito obrigada pelo registro de seu comentário tão lisonjeador!
      Sério? Pergunto, surpresa, porque só conheço essa grafia com “g”! Muito interessante!
      Fica o convite para que você continue visitando o meu blog!

      Denyse.

        1. Oi, Felipe!

          Grande parte da população ainda não assimilou as novas regras. Nesse contexto, é importante, se possível, que você apresente a mudança na Ortografia à referida pessoa. Afinal, todos têm o direito de saber, não é mesmo?

          Muito obrigada pelo envio de seu questionamento!

          Volte sempre!

          Denyse

    1. Oi, Eduardo Peroni!

      Muito obrigada pelos valiosos adjetivos que empregou para avaliar o meu trabalho! Adorei!

      Fico muito contente com o seu retorno ao meu blog!

      Volte sempre!

      Denyse.

    1. Oi, Valdemiro!

      Alegra-me muito o fato de você ter curtido o tema e o poema “Raridade”!

      Muito obrigada por interagir comigo continuamente!

      Volte sempre!

      Denyse.

  2. Obrigado mais uma vez professora !!!, em tempo, em um trecho de uma música as intérpretes cantam : ” tenho certeza que você levou tudo , tenho certeza que …” bom a dúvida é se não caberia , ou melhor, se não deveria haver a preposição “”de”” após a palavra certeza … espero ansiosamente pelo ensinamento …

    1. Olá, Cristiano Rogério!

      Em situações comunicativas mais informais, é comum a omissão da preposição. No entanto, quando se tratar de um contexto comunicativo formal, recomenda-se o emprego da preposição: “Tenho certeza de que você levou tudo”. Afinal, quem tem certeza, tem certeza de algo. Enfim, o indivíduo precisa estar atento ao contexto comunicativo em que estiver inserido.

      Muito obrigada por interagir comigo novamente!

      Volte sempre!

      Denyse.

    1. Oi, Carlos Alberto!

      Que ótima notícia! Então, ficarei ao aguardo de sua visita constante!

      Muito obrigada pelo envio de seu comentário, algo que muito me alegra!

      Denyse.

  3. Como sempre, ótimo. Parabéns, Denyse. No meu último comentário fiz uma sugestão (que ainda não foi atendida) e agora faço outra: quem tem interesse assimila com facilidade as regras do novo acordo ortográfico. Para mim, no entanto, a dificuldade está no Hífen. Não consigo memorizar as regras. Há algum recurso, “macete”, que facilite esse aprendizado? Bem que minha jovem professora poderia dar uma “colher de chá” na área.

    1. Oi, Marcos!

      Agradeço demais o envio de seu comentário tão motivador!

      Eu registro todas as sugestões que recebo dos leitores do meu blog para futuras abordagens! Não me esqueci da sua sugestão, viu?

      Eu já abordei variados casos de uso do hífen relativos à Nova ortografia… Realmente, é um tema que suscita muitas dúvidas… Mas, não há “um macete”/”uma colher de chá” para o emprego do referido recurso linguístico… Trata-de de uma questão de prática mesmo…

      Muito obrigada pela sua presença aqui!

      Volte sempre!

      Denyse

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