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Jornalista e Sommelier de Cervejas formada pela Doemens Academy de Munique através do Senac SP. Criadora e apresentadora da coluna Pão e Cerveja na Rádio CDL FM. Colunista do jornal Estado de Minas e da Revista PQN Notícias. Sócia-fundadora e professora da Academia Sommelier de Cerveja.

A cerveja e suas funções sociais

Sempre ouvimos dizer que a cerveja é o amálgama da sociedade. Bonito isso, mas de fato quer dizer o que? Que cerveja une as pessoas? Que ela nos deixa mais abertos às relações sociais? Que agrega e nos faz conhecer novos amigos? Pode ser. Talvez ela cumpra mesmo todos esses papeis, o que muito me agrada por trabalhar com a bebida há mais de dez anos. Mas, para além dessas, acho que há funções sociais muito mais importantes que tenho visto serem feitas, no sentido de modificar a vida de pessoas, de olhar com atenção para necessidades de terceiros, de fazer parte de um processo de preservação ambiental. Ações que podem parecer pequenas, mas que, ao se juntarem, formam uma verdadeira corrente do bem, por mais piegas que possa parecer  essa afirmação. Eu tenho muito prazer de anunciar, de colocar sob holofotes, ações sociais empreendidas pelo segmento craft de cerveja, no Brasil e no mundo. É muito bom fazer parte de algo que faça diferença neste nosso mundo atual tão egocêntrico.

Quando fico sabendo que uma cerveja foi pensada e produzida para nutrir mulheres que perdem o paladar durante o tratamento de câncer, me dá um orgulho de pensar que faço parte disso. Uma necessidade que passa despercebida para 98% da sociedade, mas que fará toda a diferença na vida dessas pacientes! Isso é a famosa empatia, palavrinha tão em moda hoje em dia e tão pouco praticada.

Quando me contam que todos os copos de plástico jogados fora durante a Oktoberfest de Blumenau serão reciclados e transformados em tijolos ecológicos para equipar hortas comunitárias, me dá uma alegria por dentro saber que do lixo pode se gerar alimento, por consequência, vida sustentável.

Quando me chega a notícia de mulheres cervejeiras produzindo cervejas em homenagem a grandes nomes femininos do nosso Brasil, trazendo à luz seus trabalhos, suas conquistas, sua luta para incentivar a sororidade entre todas nós, me sinto totalmente representada.

Quando me chamam para participar de um projeto que pretende produzir uma cerveja para o Outubro Rosa e doar recursos a instituições de apoio à mulher com câncer de mama, sinto que posso contribuir.

Quando compro uma cerveja sabendo que foi feita com frutas cultivadas por comunidades de agricultura familiar do Cerrado, ajudando a gerar renda para elas e preservando biomas tão importantes ao nosso meio ambiente, me sinto parte de um todo.

Quando vou a um evento e sei que para entrar nele devo levar cobertores que serão doados à população de rua do local aonde se instalou a cervejaria, sinto que ainda há esperança para essa nossa sociedade.

Quando fico sabendo que uma cervejaria fez um rótulo especial para arrecadar recursos necessários ao tratamento de uma criança com uma síndrome rara, sem que seus pais pudessem pagar por ele, sinto que a solidariedade não é pura ilusão.

 

Percebam que enumerei diversas ações reais, existentes e em execução, sem dar nome às cervejarias responsáveis por elas. Isso porque não importa quem faz. Importa o que se faz. Importa a motivação e não o quanto isso vai render às empresas. Porque de ações marketeiras já estamos cheios!!

 

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Ouça aqui os áudios da coluna Pão e Cerveja na Rádio CDL FM

 

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