{"id":3552,"date":"2014-03-15T11:38:06","date_gmt":"2014-03-15T14:38:06","guid":{"rendered":"http:\/\/opipoqueiro.wordpress.com\/?p=3552"},"modified":"2014-03-15T11:38:06","modified_gmt":"2014-03-15T14:38:06","slug":"morro-do-alemao-estrela-producao-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/morro-do-alemao-estrela-producao-nacional\/","title":{"rendered":"Morro do Alem\u00e3o estrela produ\u00e7\u00e3o nacional"},"content":{"rendered":"<p>por Marcelo Seabra<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2014\/03\/alemc3a3o-poster.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3554\" alt=\"Alem\u00e3o poster\" src=\"http:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2014\/03\/alemc3a3o-poster.jpg?w=204\" width=\"204\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2014\/03\/alemc3a3o-poster.jpg 681w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2014\/03\/alemc3a3o-poster-204x300.jpg 204w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2014\/03\/alemc3a3o-poster-136x200.jpg 136w\" sizes=\"(max-width: 204px) 100vw, 204px\" \/><\/a>Em 2012, assistindo \u00e0 televis\u00e3o, Rodrigo Teixeira teve uma ideia. Produtor de longas conhecidos, como <a title=\"Heleno \u00e9 Santoro e mais nada\" href=\"http:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/2012\/04\/05\/heleno-e-santoro-e-mais-nada\/\" target=\"_blank\">Heleno (2011)<\/a> e <a title=\"Frances Ha \u00e9 bonitinho, mas n\u00e3o mostra a que veio\" href=\"http:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/2014\/03\/10\/frances-ha-e-bonitinho-mas-nao-mostra-a-que-veio\/\" target=\"_blank\">Frances Ha (2012)<\/a>, ele criou um argumento que seria desenvolvido e se tornaria Alem\u00e3o (2014), nova produ\u00e7\u00e3o nacional a chegar aos cinemas. Ter a contrata\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Eduardo Belmonte (<a title=\"Com\u00e9dia brasileira aposta em porco mal animado\" href=\"http:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/2012\/03\/07\/comedia-brasileira-aposta-em-porco-mal-animado\/\" target=\"_blank\">Billi Pig, 2012<\/a>) garantiria algu\u00e9m com experi\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o e, como de costume, para ter aten\u00e7\u00e3o do grande p\u00fablico, seria necess\u00e1rio contratar para o elenco algumas figurinhas tarimbadas, muitos at\u00e9 do elenco da famigerada Rede Globo.<\/p>\n<p>Com roteiro do estreante Gabriel Martins, Belmonte conseguiu um elenco chamativo. Cinco atores dividem o posto de principal, no papel dos policiais que se v\u00eaem presos em um barrac\u00e3o na favela do Alem\u00e3o ap\u00f3s a identidade deles vazar. Eles trabalhavam disfar\u00e7ados, no meio da comunidade, e agora todos os bandidos locais os procuram. Estes cinco s\u00e3o estabelecidos como personalidades bem diferentes, mas acabam sendo um bando de estere\u00f3tipos mal explicados. H\u00e1 o novinho idealista (Caio Blat), o veterano explosivo (Milhem Cortaz), o respons\u00e1vel meio paiz\u00e3o que recebe todos (Ot\u00e1vio Muller), o ex-corrupto que procura corrigir-se (Gabriel Braga Nunes) e o infiltrado apaixonado por uma inimiga (Marcello Melo Jr.).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2014\/03\/alemc3a3o-reymond.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3555\" alt=\"Alem\u00e3o Reymond\" src=\"http:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2014\/03\/alemc3a3o-reymond.jpg\" width=\"615\" height=\"385\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2014\/03\/alemc3a3o-reymond.jpg 615w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2014\/03\/alemc3a3o-reymond-300x188.jpg 300w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2014\/03\/alemc3a3o-reymond-200x125.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 615px) 100vw, 615px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o que muitos fizeram a Tropa de Elite n\u00e3o se justifica. N\u00e3o se trata de um longa de a\u00e7\u00e3o exatamente, e as cenas mais movimentadas n\u00e3o convencem. O filme cresce quando se concentra na tens\u00e3o claustrof\u00f3bica vivida pelos personagens, que est\u00e3o sendo procurados e sabem que n\u00e3o haver\u00e1 piedade por parte dos bandidos. Como sempre, cria-se um envolvimento amoroso que vai servir para ser explorado \u00e0 frente e complicar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o. O vil\u00e3o central, o traficante Playboy, \u00e9 interpretado por um Cau\u00e3 Reymond ap\u00e1tico, que n\u00e3o \u00e9 capaz de ser amea\u00e7ador em momento algum, perdendo at\u00e9 para seus capangas, que conseguem ser muito mais aut\u00eanticos. Ele \u00e9 claramente inspirado em figuras reais e o pano de fundo foi visto h\u00e1 pouco, n\u00e3o s\u00f3 por Teixeira, mas por todo o Brasil. As cenas da tomada do Morro do Alem\u00e3o pelas for\u00e7as armadas e da fuga dos criminosos puderam ser vistas em todos os canais de televis\u00e3o em coberturas extensas.<\/p>\n<p>Entre os cinco membros principais do elenco, o que destoa \u00e9 Braga Nunes, que tem cara de gal\u00e3 de novela e parece um corpo estranho \u2013 mesmo com um cabelo rid\u00edculo. Cortaz cria um sujeito estouradinho e desconfiado que em momento algum parece uma pessoa de verdade. Os outros tr\u00eas conseguem um resultado melhor, mesmo o p\u00fablico n\u00e3o os conhecendo direito, o que acaba sendo um problema generalizado. N\u00e3o havendo um m\u00ednimo de identifica\u00e7\u00e3o, o espectador pouco se importa se algum deles sofrer, ou mesmo morrer. Muito tempo \u00e9 gasto com palavr\u00f5es e amea\u00e7as que n\u00e3o chegam a lugar algum.<\/p>\n<p>Durante a sess\u00e3o de Alem\u00e3o, v\u00e1rias outras obras passam pela cabe\u00e7a, como C\u00e3es de Aluguel (<i>Reservoir Dogs<\/i>, 1992) e Os Infiltrados (<i>The Departed<\/i>, 2006), j\u00e1 que h\u00e1 temas similares. Mas o resultado aqui n\u00e3o chega perto. H\u00e1 momentos interessantes, outros nem tanto. Mediano \u00e9 uma boa defini\u00e7\u00e3o, o que j\u00e1 deixa o longa a anos luz da maioria das produ\u00e7\u00f5es nacionais recentes.<\/p>\n<div id=\"attachment_3553\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2014\/03\/alemc3a3o-fagundes.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3553\" class=\"size-full wp-image-3553\" alt=\"Ant\u00f4nio Fagundes \u00e9 outro global no elenco\" src=\"http:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2014\/03\/alemc3a3o-fagundes.jpg\" width=\"600\" height=\"343\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2014\/03\/alemc3a3o-fagundes.jpg 600w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2014\/03\/alemc3a3o-fagundes-300x172.jpg 300w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2014\/03\/alemc3a3o-fagundes-200x114.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-3553\" class=\"wp-caption-text\">Ant\u00f4nio Fagundes \u00e9 outro global no elenco<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Marcelo Seabra Em 2012, assistindo \u00e0 televis\u00e3o, Rodrigo Teixeira teve uma ideia. Produtor de longas conhecidos, como Heleno (2011) e Frances Ha (2012), ele criou um argumento que seria desenvolvido e se tornaria Alem\u00e3o (2014), nova produ\u00e7\u00e3o nacional a &hellip; <a href=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/morro-do-alemao-estrela-producao-nacional\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":81,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[65,12],"tags":[2577,2578,586,2024,2579,2580,2026],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7yxXh-Vi","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3552"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-json\/wp\/v2\/users\/81"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3552"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3552\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3552"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3552"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3552"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}