{"id":11543,"date":"2023-04-13T10:55:24","date_gmt":"2023-04-13T13:55:24","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/?p=11543"},"modified":"2023-04-13T10:55:24","modified_gmt":"2023-04-13T13:55:24","slug":"o-lodo-e-minas-no-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/o-lodo-e-minas-no-cinema\/","title":{"rendered":"O Lodo \u00e9 Minas no Cinema"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-11544\" src=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2023\/04\/O-Lodo-01-204x300.jpg\" alt=\"\" width=\"204\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2023\/04\/O-Lodo-01-204x300.jpg 204w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2023\/04\/O-Lodo-01-696x1024.jpg 696w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2023\/04\/O-Lodo-01-768x1130.jpg 768w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2023\/04\/O-Lodo-01.jpg 781w\" sizes=\"(max-width: 204px) 100vw, 204px\" \/>Juntando-se os talentos dos mineiros Helv\u00e9cio Ratton, mais conhecido cineasta do estado, do jornalista e escritor Murilo Rubi\u00e3o, maior nome do Realismo M\u00e1gico da literatura brasileira, e de parte do elenco do Grupo Galp\u00e3o de teatro, temos O Lodo (2023), longa que chega aos cinemas essa semana. Distribu\u00edda pela Cineart Filmes, a obra foi elogiada na Mostra Internacional de Cinema de S\u00e3o Paulo e agora abre para o grande p\u00fablico a oportunidade de conferi-la e de Belo Horizonte se ver na tela.<\/p>\n<p>Passando por pontos muito conhecidos da geografia da capital mineira, como a Rua Sapuca\u00ed e a Pra\u00e7a da Esta\u00e7\u00e3o, a fotografia de Lauro Escorel acaba ficando mais em ambientes internos, como o apartamento do protagonista ou o consult\u00f3rio do m\u00e9dico onde ele vai se tratar. Isso acentua a sensa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico de confus\u00e3o e de claustrofobia, n\u00e3o muito diferente do que o pr\u00f3prio personagem est\u00e1 sentindo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11545\" src=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2023\/04\/O-Lodo-02.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2023\/04\/O-Lodo-02.jpg 1000w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2023\/04\/O-Lodo-02-300x205.jpg 300w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2023\/04\/O-Lodo-02-768x525.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p>Manfredo (vivido pelo \u00f3timo Eduardo Moreira) est\u00e1 em um estado de entorpecimento frente \u00e0 vida: n\u00e3o sente vontade de encontrar a amante, de sair de casa, muito menos de trabalhar. Por isso, procura um analista, o Dr. Pink (Renato Parara), mas logo se arrepende da decis\u00e3o e pede ao m\u00e9dico e \u00e0 secret\u00e1ria que parem de procur\u00e1-lo. Com muita insist\u00eancia, os dois seguem marcando consultas para Manfredo, afirmando que o tratamento n\u00e3o pode parar. Segundo o terapeuta, o sujeito teria um lodo dentro de si que precisava ser retirado aos poucos.<\/p>\n<p>O roteiro, assinado por Ratton e outro nome famoso do nosso Cinema, L. G. Bay\u00e3o (de O Segredo dos Diamantes, 2014, tamb\u00e9m de Ratton), estende o conto de Rubi\u00e3o, criando mais situa\u00e7\u00f5es e personagens, mas sem perder o clima do absurdo kafkiano que o autor mineiro emulou. Propondo algumas perguntas n\u00e3o t\u00e3o f\u00e1ceis, a dupla de roteiristas deixa as respostas para o p\u00fablico, se preocupando mais em criar inc\u00f4modos que em dar solu\u00e7\u00f5es. Fica claro que o filme pretende criar discuss\u00f5es e reflex\u00f5es acerca de sa\u00fade mental, da responsabilidade sobre as a\u00e7\u00f5es de cada um e sobre o passado, do qual n\u00e3o se pode fugir.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11546\" src=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2023\/04\/O-Lodo-03.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"650\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2023\/04\/O-Lodo-03.jpg 1000w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2023\/04\/O-Lodo-03-300x195.jpg 300w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2023\/04\/O-Lodo-03-768x499.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p>Psic\u00f3logo por forma\u00e7\u00e3o, Ratton est\u00e1 interessado na mente humana. No curta de estreia do cineasta, Em Nome da Raz\u00e3o (1979), ele aborda o assunto pelo prisma da sa\u00fade p\u00fablica. Agora, est\u00e1 mais interessado na psicologia do indiv\u00edduo, como disse \u00e0 Folha de S\u00e3o Paulo. Para o elenco, convidou atores que j\u00e1 trabalham juntos h\u00e1 anos, muitos deles do tradicional Grupo Galp\u00e3o, como Moreira, In\u00eas Peixoto e Teuda Bara. Essa cumplicidade de muito tempo pode ser vista na tela, traz naturalidade \u00e0s rela\u00e7\u00f5es dos personagens. N\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m fora do tom, todos abra\u00e7ando a estranheza da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois de quase tr\u00eas anos de espera, a Quimera Filmes consegue lan\u00e7ar O Lodo lutando contra as dificuldades impostas por um governo que tentou a todo custo acabar com a cultura do pa\u00eds. O projeto seguinte de Ratton, ao lado da colega produtora Simone Magalh\u00e3es Matos, seria um curta misturando <em><i>live action<\/i><\/em>&nbsp;e anima\u00e7\u00e3o, N\u00e3o Abuse, e a verba da Lei Estadual de Incentivo \u00e0 Cultura j\u00e1 estava liberada. A Secretaria Estadual de Cultura, seguindo os passos do ent\u00e3o governo federal, se mostrou t\u00e3o lim\u00edtrofe que os muitos percal\u00e7os enfrentados fizeram os produtores devolverem a verba e desistir do projeto. Ter O Lodo em cartaz \u00e9 uma grande vit\u00f3ria do Cinema nacional.<\/p>\n<div id=\"attachment_11547\" style=\"width: 1290px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11547\" class=\"size-full wp-image-11547\" src=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2023\/04\/O-Lodo-04.jpeg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"963\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2023\/04\/O-Lodo-04.jpeg 1280w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2023\/04\/O-Lodo-04-300x226.jpeg 300w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2023\/04\/O-Lodo-04-1024x770.jpeg 1024w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-content\/uploads\/sites\/54\/2023\/04\/O-Lodo-04-768x578.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><p id=\"caption-attachment-11547\" class=\"wp-caption-text\">Ratton levou sua equipe e elenco para o lan\u00e7amento do longa em BH<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Juntando-se os talentos dos mineiros Helv\u00e9cio Ratton, mais conhecido cineasta do estado, do jornalista e escritor Murilo Rubi\u00e3o, maior nome do Realismo M\u00e1gico da literatura brasileira, e de parte do elenco do Grupo Galp\u00e3o de teatro, temos O Lodo (2023), &hellip; <a href=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/o-lodo-e-minas-no-cinema\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":81,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[30,65,12,14,3398],"tags":[6285,6279,6288,6278,6280,6286,6283,6287,6277,6282,6284,6281],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7yxXh-30b","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11543"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-json\/wp\/v2\/users\/81"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11543"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11543\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11548,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11543\/revisions\/11548"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11543"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11543"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/opipoqueiro\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11543"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}