Ainda em cartaz nos cinemas e já disponível para aluguel em streaming, Obsessão (Obsession, 2025) é um grande fenômeno. Tendo custado meros (para os padrões de Hollywood) 750 mil dólares, a arrecadação do longa passou a marca dos 400 milhões. E não foi só esse faturamento astronômico que o diretor e roteirista Curry Barker conseguiu: as críticas têm sido muito positivas, com notas altas em sites especializados e elogios rasgados de figuras conhecidas no meio. E o filme merece tudo isso.
Um rapaz (Michael Johnston, a voz do Nathan de X-Men ‘97) se depara com um objeto que supostamente concede ao portador um desejo, e aprende aí o risco que corre ao ser atendido. Como faziam as fábulas antigamente, ou os chamados “cautionary tales” (algo como “contos preventivos”), o roteiro mostra o que pode acontecer de pior ao se conseguir o que quer. Bear finalmente cai nas graças de sua amiga platônica Nikki (Inde Navarrette, de Superman & Lois), mas as coisas não demoram a desandar.
O baixo orçamento não fica tão evidente, já que o roteiro não exige efeitos ou cenários mirabolantes. As cenas práticas podem causar algum desconforto nos estômagos mais frágeis e a atuação de Navarrette chama a atenção, ela domina bem sentimentos complexos e opostos. Não seria de se admirar se ela logo aparecer em alguma franquia milionária (como os X-Men do MCU), e devem surgir convites para Barker também. Afinal, ele conseguiu o que muitos buscam: ganhar muito gastando pouco.

As coisas não saem exatamente como ele queria…


