17 contra 1: candidatos tentarão apear da PBH, o péssimo Alexandre Kalil

Com as candidaturas praticamente definidas e Kalil franco favorito, começa a corrida eleitoral pela prefeitura de Belo Horizonte

Prefeito Alexandre Kalil (Foto: Marcus Desimoni/IstoÉ)

Esse ano realmente está fora do normal! Não bastasse a maldita pandemia de coronavírus e tantas outras tragédias que vêm colhendo o mundo, como a explosão no Líbano e os incêndios apocalípticos na Califórnia, eleições pelo planeta têm deixado as populações dos países ainda mais confusas e polarizadas.

Em Belarus, protestos, quebra-quebra, prisões e até assassinatos por conta de supostas – e prováveis – fraudes nas eleições. Em Israel, em meio a processos por corrupção e a uma segunda onda de Covid-19, Bibi segura-se como pode. Já nos Estados Unidos, o bufão Donald Trump ameaça impedir votação por correio.

** ELEIÇÃO EUA: TRUMP NÃO QUER VOTAÇÃO POR CORREIOS **

No Brasil, após um início de ano flertando com um autogolpe, Jair Bolsonaro foi obrigado a se recolher e a “enfiar o rabinho entre as pernas”. Do contrário, acabaria tendo de explicar, querendo ou não, os depósitos do amigão de décadas, Fabrício Queiroz, na conta da primeira-dama, Micheque Bolsonaro. Ops, Michelle Bolsonaro.

Em BH, a cena política também está pra lá de confusa. Um número recorde de candidatos irá tentar apear Alexandre Kalil da cadeira de prefeito. Porém, ao que indicam as pesquisas, a Av. Afonso Pena, 1212 continuará nas mãos do ex-presidente do único clube da cidade na Série A do Campeonato Brasileiro (esportiva, cruzeirenses… esportiva!!).

** CRUZEIRO REBAIXADO: MINEIRÃO VIRA PRAÇA DE GUERRA **

Até dezessete postulantes prometem disputar a eleição municipal contra o atual prefeito. É muita gente e muita dispersão, o que só favorece Kalil. A impossibilidade de campanha eleitoral, nos moldes tradicionais, também contribui sobremaneira para tal favoritismo. Até porque, convenhamos, ninguém está com muito saco para ouvir promessas e críticas.

Aliás, é uma pena tal situação. Além de termos ótimos nomes, como João Vítor Xavier (Cidadania), Luisa Barreto (PSDB) e Rodrigo Paiva (Novo), com ótimas propostas para a cidade, cobranças por promessas não cumpridas, como as obras contra as enchentes no Vilarinho e a abertura da “caixa-preta” da BHTrans, é que não faltam.

** CORONAVÍRUS: ELEIÇÕES SÃO ADIADAS PARA NOVEMBRO **

Além de não cumprir muito do que prometeu (inclusive quitar suas dívidas de IPTU), Kalil vem fazendo uma péssima gestão. A cidade está abandonada à própria sorte, suja como nunca, esburacada como queijo suíço, convivendo com moradores de rua como jamais conviveu, e encontra-se economicamente devastada pelo maldito Sars-Cov-2.

Melhor sorte também não assiste ao atual prefeito no quesito “insuspeição”. Matérias na imprensa levantaram sérios indícios de favorecimento a amigos empresários, em licitações diversas, e loteamento de cargos na prefeitura, inclusive o concunhado, recentemente demitido do Clube Atlético Mineiro e contratado pela PBH.

** LEIA: REVISTA CHAMA KALIL DE “LÍDER DAS FALCATRUAS” **

Por falar em demissões, Kalil igualmente não passa por seus melhores dias na Cidade do Galo. Seu filho Felipe, médico, foi dispensado pelo clube. Seu sobrinho Luis Otávio, preparador físico, encontrou o mesmo destino. Ambos, segundo especula-se, recebiam salários muito acima do mercado.

Além de trazer o concunhado, que, segundo suas palavras, “não é parente”, para a prefeitura de Belo Horizonte, Alexandre já trouxe Daniel Nepomuceno, também ex-presidente do Galo; Adriana Branco, sua assessora; e chamou o ex-diretor financeiro do clube, Carlos Fabel, para trabalhar em sua campanha eleitoral pela reeleição.

** GALO: GUERRA INTENSA NOS BASTIDORES AGITA O CLUBE **

Com tanto “telhado de vidro” e tão poucas realizações frente à prefeitura, em um ano normal e diante de uma campanha tradicional, o prefeito Alexandre Kalil certamente enfrentaria muitas dificuldades. Porém, nesse ano do “cachorro louco”, é bem provável que o atual prefeito vença ainda no primeiro turno.

Contudo, uma coisa é praticamente certa e garantida: seus críticos – e me incluo dentre eles! – não terão de “aturar” o prefeito por muito tempo. Ele deverá abandonar a prefeitura (e dar uma banana aos eleitores de BH) para disputar o governo do estado. Não à toa ter escolhido um ótimo nome, como o de Fuad Noman, como seu vice.

** VOTO: KALIL PODE ABANDONAR A PREFEITURA SE REELEITO **

Como já nos ensinou a ex-petista (existe isso?) Marta Suplicy, “se a curra é inevitável, relaxa e goza”, faço uso de tal grosseria para dizer: se a reeleição é inevitável, que venha logo 2022. Seguramente estaremos muito melhores, entregues a Noman, que a Kalil e – que piada – Paulo Lamac. Por isso, vê se me ajuda aí, falou, Chico Bento? Quero dizer, Romeu Zema, hehe.

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5 thoughts to “17 contra 1: candidatos tentarão apear da PBH, o péssimo Alexandre Kalil”

  1. Em minha inocência, vou acreditar que o articulista deve ter certeza das aspas quando cita a Suplicy.
    Eu, em minha ignorância, acredito que foi só “relaxa e goza”. A curra deve ter sido licença poética.

  2. Fora! Políticos e banqueiros, os parasitas dos brasileiros. Só faltam vocês!
    Brincar de tira e põe político no poder e nos cargos generosamente remunerados é o que mais se faz nessa merda de país.
    Para ajudar, os juros cobrados pelos agiotas banqueiros estão maiores que os cobrados pelos agiotas ilegais.
    É hora do Bolsonaro fazer com os banqueiros da agiotagem legalizada o mesmo que fez com a mídia parasitária dos cofres públicos, ou seja, tirar de circulação esses parasitas dos bolsos dos brasileiros que já sofrem com a retração econômica causada pela pandemia.
    Fora banqueiros safados.

  3. Inundado, muita gente que vaiava e tanto outros que torciam o nariz para o Bolsa Família já caiu na real. Viram que não há como substituir o programa – bem sucedido do PT – e, felizmente se renderam a ele.
    Quanto ao SUS, até o pé de couve ocupante de Ministro da Saúde, deu-se por convencido e viu que ele é bom.

  4. O programa do Bolsa Família do PT é um remendo oportunista das iniciativas alheias, de Ruth Cardoso no Bolsa Escola e cadastramento atualizado dos brasileiros em situação de pobreza feito durante o governo do FHC.
    Aliás, um delegado amigo disse que ao tomar o depoimento de um delinquente assassino e semi analfabeto de 16 anos, ele disse que aprendeu a roubar com o ex presidente, pois o Lula roubou três bolsas escolas, dele e dos irmãos mais novos também analfabetos e deu para pai gastar tudo com pinga.

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