Bolsonaro trata eleitores como idiotas. Pior que não deixa de ter alguma razão

Para encher as burras dos partidos de dinheiro, Bolsonaro fala em risco de impeachment para não vetar o fundo eleitoral

A caneta é sua, presidente! (Foto: Sergio Lima/AFP)

Jair Bolsonaro trata seus eleitores como idiotas e, convenhamos, não deixa de ter certa razão. Antes que me xinguem, um alerta: não estou chamando os eleitores do Bolso de idiotas, não. Fui um deles! E serei, novamente, caso a maioria dos brasileiros decida por um segundo turno entre o PT e o atual presidente, em 2022 (toc, toc, toc…).

Flávio Bolsonaro foi pego fragorosamente num esquema gigantesco de ‘rachadinha’. Deu as mais estapafúrdias desculpas desde “o Ronaldinho dos negócios”, cunhada pelo meliante Lula. Chegou a dizer que recebe mais dinheiro que o sócio porque leva mais clientes à loja de chocolates, e encontrou um parça para declarar que comprou 21 mil reais, em dinheiro vivo, de panetones. Aff!

FLÁVIO BOLSONARO: O REI DOS PANETONES

E o que disse o Bolso-pai a respeito? Que o bolsokid deu todas as explicações necessárias. Aff número 2!

O presidente vem quebrando sistematicamente diversas e caras promessas de campanha. Dentre as mais importantes, as relativas ao combate à corrupção e financiamento eleitoral. Criticado nas redes, se defende, ora dizendo ser vítima de pressões, ora dizendo correr risco de impeachment. Como é que é, meu filho? Desde quando vetar medidas obscenas do Congresso configura crime de responsabilidade?

BOLSONARO DIZ QUE ESTÁ COM MEDINHO; LEIA

O fato é que Bolsonaro se encontra na hora e no lugar perfeitos para os aproveitadores de sempre. Acossado pelos rolos do filho, precisa aderir aos acordões espúrios. Isolado politicamente, após implodir o próprio partido, precisa garantir grana para seu projeto de poder. E como lhe falta massa cinzenta, enquanto lhe sobra ímpeto, a receita do bolo (podre) está formada.

Assim, lhe resta apenas investir na empulhação populista e nas mentiras tão antigas quanto seus 28 anos de mandato parlamentar. Como sabe que parte do rebanho é, de fato, idiota, manda ver na maior cara de pau. Quanto à outra parte, que se dane. Bolso também sabe que, enquanto o fantasma do lulopetismo estiver vagando por aí, contará sempre com o voto dos apavorados (como eu!), dispostos a fazer cara de paisagem enquanto o presida brinca de ‘live’ no Facebook.

Aff final, e desligo!

Leia mais.

24 thoughts to “Bolsonaro trata eleitores como idiotas. Pior que não deixa de ter alguma razão”

  1. Ah…Ah…Ah….
    ..”Como sabe que parte do rebanho é, de fato, idiota, manda ver na maior cara de pau. Quanto à outra parte”… Mais idiota ainda. Mesmo sabendo das malandragens e tentando, através de bravatas justificar o voto no dito, declaram voto em eleição futura. Usam, sempre, a desculpa do antipetismo. Hilário, não?…

  2. Mesmo fora de contexto, por indisponibilidade de tempo para aguardar publicação compatível, apresento as considerações a seguir:
    No país do atraso, tentam, a todo custo, implantar a politica neoliberal fracassada nos quatro cantos do mundo. O mantra do estado mínimo, onde o mercado regula e equilibra tudo, levou muitos países a bancarrota, notadamente aqui na América Latina. Para mostrar aos cegos e fanáticos plantonistas deste blog, transcrevo parte de artigo de Andre Motta Araujo, publicado em meados de dezembro e CONVENIENTEMENTE omitido pela grande me(r)dia:
    “As 200 maiores corporações americanas, reunidas no BUSINESS ROUNDTABLE, principal entidade de cúpula do capitalismo americano, presidido por Jamie Dimon, CEO do mega banco J.P. MORGAN CHASE, pela voz de seus executivos principais reunidos, decidiram que o credo neoliberal praticado há 40 anos, está errado e deve ser revisto porque esse ideia causou um desastre que vai COLOCAR EM RISCO O PRÓPRIO CAPITALISMO. Esse desastre se chama “CONCENTRAÇÃO DE RENDA”.
    Há 40 anos, 1% da população americana detinha 7% da riqueza. Hoje os mesmos 1% detém 22%, aumentando TRÊS VEZES. O mito neoliberal, de que se o acionista ganhar mais toda a economia prospera, ERA FALSO. A riqueza se concentra e não beneficia o conjunto da sociedade. Hoje o crescimento dos EUA está estagnado e não passa de 2% anual, inexplicável quando o desemprego é baixo. Na prática, os EUA têm pleno emprego, mas há truques embutidos nessa constatação, há muitos trabalhando abaixo de sua competência porque não conseguiram prosseguir suas carreiras pela falta de crescimento da economia, há uma estagnação e até regressão social nítida nos EUA.
    A explicação do Business Roundtable é clara: NÃO CRESCE PORQUE OS SALÁRIOS SÃO BAIXOS E A POPULAÇÃO ESTÁ ENDIVIDADA, quer dizer, não basta o pleno emprego, é preciso DISTRIBUIR RENDA para que a economia cresça. As corporações NÃO DEVEM TER O LUCRO PARA O ACIONISTA COMO ÚNICO OBJETIVO, PORQUE ISSO VAI DESTRUIR A ECONOMIA DE MERCADO por causa de uma crise social que pode levar à implosão do País.
    O chamado “ciclo neoliberal’, é uma espécie de crença cega no mercado muito além dos princípios da primeira fase do capitalismo moderno. Parte da lógica errada de que a economia de mercado, LIVRE DAS AMARRAS DO ESTADO, seria boa para todos, ricos, classe média e pobres. Segundo a conclusão do Business Roundtable, evidenciado o pensamento de 178 CEOs das maiores corporações da economia produtiva e do mercado financeiro dos EUA, essa crença É FALSA. A economia de mercado sem Estado NÃO É BOA PARA TODOS, só para os ricos e se isso não for corrigido o capitalismo não terá futuro porque ele só funciona dentro de uma sociedade organizada.
    A conclusão do Business Roundtable vai mais além. Julga que é fundamental reconsiderar o papel do Estado como regulador e garantidor dos direitos da população em suas relações com o mercado, que, ao contrário do que imaginavam os neoliberais de raiz, NÃO SE AUTOREGULA porque não é de sua natureza e nem de sua capacidade. É necessário um Estado forte para que a população seja protegida da ganância excessiva do mercado”.
    …E o Brasil andando de marcha à ré…

    1. Seria de eu perguntar se todas as agencias reguladoras que o Brasil (de alguns) criou e incentivou, sao a favor ou nao da populacao, e se elas de fato regulam alguma coisa.

      1. Helinho, regulam sim. Meios de o mercado continuar soberano em detrimento da maioria das pessoas. Sempre na proteção dos 1% que detém mais de 50% das riquezas e do conhecimento!

      2. O problema, meu caro, é que, no Brasil, as agências reguladoras são comandadas por representantes das entidades e empresas subordinadas elas. Trocando em miúdos: “raposa tomando conta do galinheiro”. Fica claro que o destino das galinhas é virar petisco para tais raposas.

  3. Há mais de 50 anos, o Simonal deixou uma mensagem que deveria ser afixada em todos os veículos de transporte coletivo: prá ter fon-fon, trabalhei, trabalhei…
    De que adiantou? Nada!
    Tempos bons eram aqueles em que a carteira de trabalho era de porte obrigatório e os estudantes estudavam com disciplina e sem greves escolares e voltavam para casa à noite, com segurança.

  4. Serei comunista roxo só quando os esquerdistas aceitarem uma nova cultura de cidadania com palavras do dicionário escritas em ordem alfabética invertida.

    Isso porque, a cultura do nem nem implantada neste país a partir de 1979 nos carros de som pelo Lula, que se autoproclamava representante dos trabalhadores, seguiu à risca, a cultura da cidadania seguindo as palavras em ordem alfabética do dicionário.

    Iniciou com a defesa alopro, atestado médico, comodismo, corpo mole, corrupção, drogas, estelionato, furto, greve, incêndio de ônibus, invasão, justiça trabalhista, malandragem, maracutaia, mendicância, ocupação, ong, paralisações, passeata, pichação, preguiça, propina, protesto, quebra-quebra, quebradeira, rapto, rebelião, refém, repouso, roubo, safadeza, sequestro, sindicato, terrorismo e na lanterninha, com duas décadas de atraso, o TRABALHO.

  5. O TRABALHO passou 16 anos na lanterninha das prioridades do governo Lula, só escapou da zona do rebaixamento por causa do impeachment da Dilma, da Lava Jato que correu atrás do Quadrilhão, colocou o governo Temer no modo avião e da eleição do Bolsonaro.

  6. Ricardo Kertzman, então você assume que votará no PT em 2022? Se votar em Bolsonaro é ser burro, e quem votou e vai votar novamente no PT é o que?
    JJ DA SILVA, bonitas palavras “É necessário um Estado forte para que a população seja protegida da ganância excessiva do mercado”. Onde isto ocorreu, ou ocorre? Caia na real.

  7. Otário mesmo é essa mídea esquerdista que ainda não intendeu que ele utiliza do seu próprio veneno para governar e fazer o Brasil ir para frente.
    Toda semana dá o que eles querem, um escandalozinho ou uma falácia para assim perderem horas e horas de TV e jornalecos tentando malhar o Judas, enquanto em paralelo seus ministros tem essa corja fora do seus encalsos. Assim o país cresce É produz números cada vez mais positivos. Não esquecendo que esses mesmos números é que vão lhe garantir uma futura reeleição.
    Desta forma ficam todos contentes, os otários escrevendo e se achando e fazendo sua reportagem e achando que está desestabilizando o governo e no final o que tem de melhor é ver os mesmos de sempre, com cara de bunda, tendo de falar que o desemprego diminuiu, a bolsa subiu e os resultados melhorados.
    Daí, cabe a pergunta: Quem realmente será o otário?

      1. Rodrigo,
        Deve ter sido “Capitão do Pátio” no preparo e controle de adesão nas paralisações de até 6 meses das greves nas escolas públicas comandadas pela Bebel.

  8. E há o silêncio dos HIPÓCRITAS!

    O inferno que baixou sobre a Austrália, o incêndio, parece ser criminoso.
    O papa se cala e distribui tapas.
    Faz sentido: sem dúvida.
    Alegam falta de paciência, não podem se dedicar a resolver todo problema no planeta Terra.
    Mas fizeram um escarcéu para obter FAMA e poder, sobre as queimadas de quiçaças, capim seco, para ironizar e CALUNIAR O PRESIDENTE JAIR.
    Se dedicam mesmo ao que lhes interessa.

  9. Nao ha’ muito o que comentar, senao elogiar sua lucidez ao criticar o bocó presidente da republiqueta de bananas, mais conhecido pela alcunha de Bolsonaro ou o “Trump Jeca” ou, ainda, O ridiculo imitador do Trump ou o Trump do Brejo. O Trump disse que iria sobretaxar as exportacoes brasileiras com destino aos U.S. por causa do alto preco do dolar no Brasil. Resultado: O Trump do Brejo, com receio, baixou o cambio para $4. Isso chamamos de bajulador, servil, enfim, subserviente.

  10. Nos antecedentes da maioria do otariado nacional tem uma grande capivara de votação para políticos corruptos, ladrões e quadrilhões em geral e o castigo pela omissão, fanatismo ou comparsaria não deixa de ser merecido.
    O que o eleitor não pode é continuar achando que seu voto na urna já é suficiente para jogar o novo governante no mesmo balaio do piloto e da pilota das maracutaias bilionárias feitas pelos “adidos” do quadrilhão, que espalharam por todo o território nacional.

  11. Meu caro Josias Andrade,
    Não sou o autor da afirmação “É necessário um Estado forte para que a população seja protegida da ganância excessiva do mercado”. Apenas reproduzi as conclusões dos CEOs das 200 maiores corporações norte americanas, país de economia de pleno mercado.
    Ademais, os países com melhores IDH, padrão de vida, nível cultural, liberdade de mercado, distribuição de renda, entre outros tantos ganhos, adotam essa prática. Quer exemplos?… Noruega, Dinamarca, Suécia, Holanda… A lista é enorme. Nesses países, ao contrario do que defendem por aqui, pratica-se elevadíssima carga tributária para permitir que o estado preste serviços sociais de excelência, tais como saúde, educação, segurança, previdência, etc… No Brasil, a carga tributária média fica em torno de 36%. Nos países mencionados ela é superior a 40%, chegando a mais de 50% na Noruega. E a população não reclama. Aqui alegam que a corrupção consome os impostos. Não é verdade. A corrupção, nos países mais corruptos, consume menos de 20% do resultado da arrecadação de impostos. O maior ralo é a sonegação. O problema do Brasil, além da sonegação, é a baixa arrecadação a principal causa da ineficiência do Estado. Com tributação em torno de 36% do PIB, a contribuição per capta gira em torno de R$ 710,0/mês. Mesmo sem corrupção, tal soma torna-se insignificante para bancar os serviços que a sociedade cobra do Estado (sáude, educação, previdência, segurança, etc). Esses serviços são muito caros. O custo é ainda maior quando se trata de população onde a precariedade predomina. Para se ter uma idéia, a contribuição per capta norte americana gira em torno de R$ 2.800/mês (quatro vezes a do Brasil). E o estado norte americano participa incipientemente na prestação de serviços sociais básicos como educação (patrocina até o segundo grau), previdência (praticamente não existe) saúde (quem não tem plano de saúde come o pão que o diabo amassou). Vejamos, agora, o caso da Noruega. Com um povo “altamente” escolarizado e demandando menos serviços sociais, a população contribui com cerca de R$ 8.600/mês. Ou seja, cerca de 12 vezes a contribuição dos brasileiros. Admitindo-se o absurdo de desvio de 50% para a corrupção (em nenhum lugar do mundo isso ocorre), sobrariam cerca de R$ 4.300/mês. Ou seja, 6 vezes a contribuição dos brasileiros. Como podes ver, a conclusão dos CEOs americanos está perfeitamente alinhada com a realidade atual: “a distribuição de renda dentro de um estado forte gera o bem estar social para todos, não apenas para os ricos.” Feliz ano novo.

  12. Interessante matéria de hoje, dia 4, na coluna de Lauro Jardim, no “O Globo”, dá conta de que o governo Bolsonaro/Guedes, nos últimos seis meses de 2019, queimou, diariamente, cerca de 181 milhões de dólares das reservas cambiais do país.
    Havendo agravamento do conflito EUA/Iran (situação bastante provável), a coisa se complicará consideravelmente.

  13. Pelo jeito, os esquerdistas andam de olho na Noruega.
    Imagine o tamanho da roubalheira do quadrilhão naquele país, se Lula fosse sindicalista e presidente norueguês.
    A Noruega, fundada no século IX, tem 5 milhões de habitantes e não um território continental do tamanho do nosso para distribuir a maior parte do que arrecada.
    São Paulo, beirando o século V, tem 40 milhões e em montante de impostos arrecadados, dá de 7×1 na Noruega.

    1. Talvez o dileto Juca não tenha compreendido o exemplo da Noruega. Se compreendeu não fez uso do raciocínio lógico. Vou avivá-lo: “Quando se trata de participação per capta, não importa área territorial ou quantidade de envolvidos. O que importa é o tamanho da fatia destinada a cada um”… Se é que você me entende….

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