O melhor de viajar é poder voltar. O melhor de voltar é querer viajar. Tô na área

“Toda vez que eu volto, tô partindo. E no sentido exato é por saudade” (Oswaldo Montenegro, em Lume de Estrelas)

O mundo somos nós (Google Images)

Seis países, seis línguas, cinco moedas, três fuso-horários, dois hemisférios, três zonas climáticas e trinta e um dias depois… estou de volta. Putz! Passou voando.

Viajei só e acompanhado. Visitei o passado próximo e o passado remoto. Me isolei do mundo, ou melhor no mundo. Me conheci mais e melhor que em 50 anos.

Essa bolota gigante, parte rocha, parte água, parte areia, parte vegetação é mesmo incrível. Como incríveis somos nós, os humanos.

Culturas diversas. Temperamentos diversos. Religiões diversas. Pernoitei, às vezes mais, às vezes menos, em oito cidades. Passei rapidamente por duas e percorri inúmeras.

Me fixei em uma vila por dias seguidos. No fim do mundo virando à direita. Além de aves, dezenas de habitantes. E um visitante: eu. E só.

Repito o que disse antes: não me tornei melhor nem descobri nada. Não encontrei Jesus ou o Elvis. Não vi nenhum disco-voador nem levitei sobre meu corpo.

Pensei muito, cozinhei bastante, ouvi minhas músicas, bebi um bocado de coisas boas, comi um bocado de coisas estranhas, sorri, chorei, senti frio, senti calor e adorei cada mísero segundo.

Eu vivo num harém. Esposa, filha, mãe, sobrinha, ou melhor sobrinhas (mais uma, queridíssima, se juntou à gangue), além da Ana, que trabalha e mora conosco.

Além das beldades acima, meu dia a dia é cercado por amigos e familiares. E pela turma do trabalho. Me ausentar e me isolar de tudo isso foi pra lá de interessante. Para todos!

Ninguém é insubstituível. Nem imprescindível. Ainda bem, pois não somos eternos. Todos precisamos aprender a nos distanciar um pouco. Mesmo dos mais queridos.

Saudade dói, mas é bom sentir. Distância ensina e traz independência. Para quem vai e para quem fica. Só a morte é irreversível. Mas estamos bem vivos, e é o que importa.

Tô de vorta!

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4 comentários em “O melhor de viajar é poder voltar. O melhor de voltar é querer viajar. Tô na área

  1. Olá Inundado, em sua fase pós resfriada na Jutlândia, Lalândia e Zelândia desse vida. Andastes entre gente do povo que come carne crua? Aqui, além do futebol, vamos assistindo a debandada geral da Revanche dos Estúpidos, da qual fazes parte. É que o BOZO e seus aficionados foram a revanche dos estúpidos, gente com baixa estima por seu complexo de inferioridade em relação ao conhecimento, à cultura e incapacidade de lidar com as hierarquias, por isso destroem tudo que pode, tanto que nesses seis meses além de disparar mensagem eletrônica só tomou medidas que causem mortes, seja pela supressão de freios na trânsito, seja pelo afrouxamento no uso de armas, seja pela aceleração do desmatamento e consequente erosão.
    Quanto ao Bady Neto, sem levar em conta a legitimidade e ou abuso da operação a qual ele foi submetido, já seria para mim de grande satisfação que ele se tornasse um pouquinho menos chapa branca, conforme o alertei várias vezes aqui nesse espaço. É que o Existencialismo preconiza as vantagens do aprendizado com as experiências alheias, mas o atavismo, não raro, nos relega ao aprendizado doloroso de quando sofremos em própria pele.
    Mantenha a calma, pois, Lulinha Paz e Amor esta bem de saúde, anda namorando e sua voz vai a cada dia sendo mais e mais ouvida enquanto – vai caindo a ficha de muita gente – seus detratores, inclusive o conje, perdem espaço, caem no descrédito, e caminham em direção ao Irajá. Depois diremos mais!

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