O empreguismo estatal não só nos atrasa e prende à miséria; ele também mata

O País do empreguismo estatal não poderia ser outro senão este pobre, atrasado, injusto e fracassado Brasil

Região atingida pelo rompimento de barragem em Brumadinho, Minas Gerais (Imagem: Google)

Sempre que uma tragédia, como a ocorrida semana passada, em Brumadinho, nos colhe, o País descobre — ou melhor assume — a merda que é.

Infelizmente, tão logo a poeira (neste caso a lama) assente, tudo volta ao normal e seguimos nosso rumo medíocre e nossa vidinha indigna.

Ficamos sabendo que o Brasil possui a “estrondosa” quantia de 35 fiscais para averiguarem as 800 barragens de mineração espalhadas por aí.

Só o vice-presidente da República, General Mourão, possui 65 assessores. Deputados estaduais costumam contar com 20 aspones; federais com 30. Sei de vereador que tem 15.

Salvo engano, apenas o STF conta com 60 motoristas. Juntos, Câmara e Senado têm o mesmo número de garçons que o Brasil de fiscais de barragem.

A empresa estatal fantasma EPL, criada pela genial Dilma Roussef, para construir um trem-bala, emprega 140 funcionários ao custo de R$ 70 milhões anuais.

Fala a verdade aí, colega: somos irremediavelmente uns imbecis, cê não acha?

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13 thoughts to “O empreguismo estatal não só nos atrasa e prende à miséria; ele também mata”

  1. Empreguismo Estatal … em uma empresa privatizada a anos, desregulada por aqueles que você Ricardinho Pilantra defende. Crie vergonha na cara pelo menos, pois caráter é algo que não lhe cabe mesmo.

      1. Ricardo,
        Alguém precisa explicar para alguns comentaristas aqui que a VALE foi sim privatizada no governo Fernando Henrique e Lula na presidência iniciou um processo de reestatização da empresa mandando o BNDES e os fundos de pensão comprar suas ações. Provavelmente, se o PT continuasse no poder como queria, teria estatizado toda a VALE e criado outras estatais, estatizando tudo o que pudesse para fazer o que fez com a Petrobrás.

  2. Concordo. porém, antes de olharmos isso, devemos fazer uma avaliação sobre nós mesmos, brasileiros. Povo não afeito a regras como respeitar sinal de trânsito de pedestres ( o para automóveis nem se fala); jogar lixo no local certo; ter o trabalho de procurar saber em qual político votar; respeitar a linha amarela quando o metrô está chegando ( sim senhores moradores de zona sul,existe em BH); respeitar fila e por aí vai. Sem disciplina pessoal, nada anda.

  3. Não entendi a lógica não…sua opinião “sem medo” e sem fundamento – aliás de onde de onde vc tirou os dados da suposta empresa fantasma? – é que há mais funcionários no legislativo que fiscais das mineradoras e isso é culpa do legislativo?

    Mas quem fiscaliza é o Executivo, que com certeza mantem esse número de fiscais justamente pra beneficiar as mineradoras que são empresas privatizadas. Processo que vc já defendeu aqui.

    Ficou confuso sua opinião “sem medo” e sem fundamento.

    1. É. Também não entendi nada. A empresa é privada à muitos anos, estava envolvida no desastre da Samarco e continua a fazer as mesmas coisas onde quer que ela esteja. Parece que não aprendeu nada com a tragédia da Samarco e pelo visto não vai aprender porque a lógica capitalista é dar cada vez mais dinheiro para os acionistas. E você defende as empresas privadas com unhas e dentes haja vista o que já publicou. Não sei onde está a relação que você fez com as empresas estatais. Sinceramente, não deu pra entender mesmo!

  4. E ainda tem uma infinidade de idólatras de políticos, tratando-os como entidades santificadas, reis, rainhas, salvadores da pátria, pais e mães dos pobres etc

  5. Muito certeiro e claro, em poucas palavras, parabéns!
    Outro ponto crucial é o Lobby em todas áreas, se pegar o número de vítimas de veículos sem airbag, abs, controle de estabilidade e tração a tragédia será muito maior..

  6. Essas verdades tem que ser ditas,infelizmente somos assim.Estamos acostumados com o pior do pior,a pequena porcentagem que não tem com o que se preocupar,sentam em cima de suas bundas e observam a miséria e a desgraça se alastrar.

  7. Somos o que somos, eis o motivo em um exemplo:
    Fui numa feira em uma praça comprar frutas e legumes.
    O feijão estava caro e a vendedora disse que o feijão ia subir pois os distribuidores estavam aumentando o preço.
    A mulher de outra banca que fazia vendas ao lado de outros produtos disse que iria plantar feijão pra ter mais lucro.
    Aí eu abri a minha bocona e disse:
    -É simples, basta não comprar!
    Se o distribuidor aumentar o preço é sem motivos pois o produtor não aumentou o preço.
    Quanto à senhora que quer plantar feijão pra ter mais lucro, pode vender pelo preço atual pois a senhora planta e vende o produto na feira SEM PAGAR IMPOSTOS e seu feijão não é comprado ou ‘atravessado’ por distribuidores.
    Se supostamente se vendem 100 toneladas de feijão por semana no Brasil, se ficarmos uma semana sem comprar o produto, o preço BAIXA e fica num patamar ainda menor do que o de hoje que ainda não aumentou!

    Resultado: ficaram ‘mais ou menos’ putas comigo mas ‘pensativas’ quase pegando no tranco!
    Conclusão:
    Do pequeno ao grandão, brasileiro é ladrão!

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