Defender soltura de bandido cercado de seguranças e mordomias é fácil; entenda

Alô, Ministros do STF… Lembrem-se que além de Brasília e seus palácios, existem 200 milhões de pobres mortais

Foto: Reuters/Ueslei Marcelino

É muito fácil soltar bandidos, de toda sorte e espécie, quando um aparato de seguranças e carros blindados, custeados com o dinheiro dos outros, encontra-se 24hs à sua disposição.

É muito fácil invocar a letra fria da lei quando dá-se o direito de interpretar esta mesma lei, sentado em um palácio e vivendo em uma Ilha da Fantasia, novamente sem botar a mão no bolso.

É muito fácil ironizar, debochar e brincar com a vida das pessoas — e de um país — quando uma vitaliciedade garante o próprio emprego, e aquela aposentadoria nababesca se aproxima.

É muito fácil sentar em cima do próprio rabo e criticar o do vizinho, sobretudo quando falamos de rabos presos, todos eles mais ou menos comprometidos uns com os outros.

É muito fácil ser Ministro do Supremo no Brasil. Basta um primo, um chefe, um presidente de partido ou uma JBS da vida como patrocinadores, além de um bando de senadores bovinos.

É muito fácil prender um cidadão envergonhado; difícil é ter coragem para prender um político corrupto. E mais difícil ainda é mantê-lo preso, mesmo em condições dignas de um rei.

É muito fácil falar em Estado Democrático de Direito quando esse tal Estado só existe no papel, só serve a alguns, serve-se de muitos, e só é lembrado quando interessa a quem o invoca.

Difícil, meus caros, é resistir à voz da ira e não se deixar levar pelas palavras de Eduardo Bolsonaro, e começar a desejar que aqueles tais cabo e soldado, de fato, façam uma visitinha ao STF.

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7 comentários em “Defender soltura de bandido cercado de seguranças e mordomias é fácil; entenda

  1. Brilhante comentário.
    Realmente acho que a única solução para melhorar nosso país é ” o cabo e o soldado”.
    Tenho certeza que mais de 90% das cabeças pensantes concordam.

  2. O maior goleiro de porta de cadeia do mundo convertido em petista desde 2003, se enquadra no chamado “parente de contato”, aquele improdutivo e incompetente do tipo alérgico a trabalho em busca de vaga de emprego, que é costumeiramente jogado no colo dos fornecedores de serviços terceirizados.

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