Saber amar é saber deixar alguém te amar

Quando o amor é o objeto, pouco importam questões religiosas, étnicas ou sociais. Eis uma lição para os radicaloides de Facebook

Poesia

Está no ar, já há alguns dias, uma campanha publicitária da VIVO. É linda! Todos devem ter visto. O tema são as “novas” famílias. A empresa de telefonia está de parabéns. Poucas vezes vi ser abordado de forma tão sutil, tão elegante, tão delicada, tão emocionante e, o que é mais importante, tão sem proselitismo. Não há um só traço da costumeira ideologização que tanto banaliza algo tão importante para tanta gente. São vários filmes. Cada um aborda um tema. O que mais gosto é este; assista aqui.

De uns anos para cá, causas extremamente justas e outrora amplamente apoiadas pela população tornaram-se cabo de guerra entre grupelhos radicais que ou não aceitam a divergência ou não permitem-se um minuto fora da caixa que os aprisiona coração e mente. Ou há o preto, gay, pobre e sei lá mais qual nicho de mercado (sim, são todos nichos de mercado para populistas e aproveitadores) acusando a todos de racismo, homofobia, fascismo e outras boçalidades ou há os sedimentados na pré-história, que não admitem quaisquer outras formas de vida além das próprias.

Por causa de gente como Taís Araújo, o legítimo e necessário combate à discriminação e preconceito perde simpatizantes e ganha detratores, que confundem a causa com a porta-voz. O mesmo acontece em relação aos gays. A cada intervenção grotesca e grosseira de Jean Wyllys, menos gente disposta a lutar ao lado da turma LGBT. Gente que usa causas justas para promoção pessoal consegue apenas atrair (bobos) admiradores para si e raivosos combatentes contra aqueles a quem jura defender.

Ao abordar um tema tão atual e polêmico, a VIVO consegue passar longe da picuinha que alimenta a pancadaria na internet e traz uma emocionante mensagem de amor. Outro feito da espanhola é aproximar os olhos e ouvidos do telespectador ao que mais importa: a relação familiar. Sem querer impor ou questionar valores e crenças, a campanha nos faz esquecer dos próprios conceitos e nos leva à emoção, já que o vínculo afetivo entre pais e filhos transcende idade, cor, gênero, etnia ou condição social.

Parabéns, VIVO! Que sirva de exemplo para todas as pessoas. Físicas e Jurídicas.

Leia também.

24 thoughts to “Saber amar é saber deixar alguém te amar”

  1. Parabéns vivo????????

    Primeiro pague os débitos na previdência social, depois devolva aos consumidores os tributos contados irregularmente e por fim, pague os débitos no carf .

    Feito tudo isto, parabéns.

  2. Olá Ricardo. Parabens. Muito bem falado. Queria perguntar se vc perdeu seu tempo para ver o nivel dos comentarios no video. A sociedade ha muito tempo estava doente. Mas hoje eu digo mesmo é que está podre. Todos temos o direito e devemos ter orientações. sejam politicas, sejam sexuais ou o que for. ate futebolisticas.mas o que se ve no brasil nao é orientação. é a falta de carater. falta de dignidade. povo esta tao preocupado em ser esquerda, direita, ateu ou cristão que acabou esquecendo de ser uma pessoa boa. Parabens por nao ser assim. e agradeço o espaço.

  3. Não há um só traço da costumeira ideologização? Pare de brincar com a estrutura da realidade, rapaz!
    Eis a nova faceta do liberalismo que é tão ruim como o socialismo! Ambos querem destruir a família nuclear.
    Expurgar e extirpar o socialismo marcuseano e o liberalismo diabólico será uma longa e trabalhosa guerra para evitar o naufrágio do Ocidente.
    Enquanto isso, os sanguinários muçulmanos estão “fazendo a festa” na Europa (Polônia e Hungria acordaram) decadente!
    Obs.: mudando de operadora!

  4. Sr Ricardo Kertzman, tive o prazer de te conhecer pessoalmente durante o evento de setembro Forum da Liberdade e Democracia.
    Gostei muito da nossa conversa e desde então sigo suas publicações pelo Estado de Minas. Tenho de lhe confessar que essa foi a mais brilhante e que o senhor se superou. Sua audiência é incrível, haja visto que não conheço uma só pessoa que já não tenha lido seus textos mesmo que ocasionalmente.
    Espero que continue fazendo cada vez mais sucesso e que jamais deixe se contaminar, brindando os leitores com algo fora do comum que não vemos na imprensa tradicional.
    Um grande abraço ao senhor e a sua família.
    Gustavo Cézar Mol

  5. A vivo acertou mesmo, pois fez diferente da avon e do boticário que foram pelo caminho da doutrinação de esquerda e só fazem encher o saco do contribuinte. parabéns para vivo, agora só falta melhorar o sinal né!

  6. Existem três assuntos no Brasil,hoje,que são praticamente proibidos de serem tocados sob pena de excomunhão,são eles: Pretos,Gays e funcionários públicos Se você ousar tratar de qualquer um deles,seja para emitir uma opinião pessoal,seja para contestar excessos,,ou seja lá para o que for,o céu acabará por cair na sua cabeça.As pessoas são obrigadas a concordar com tudo e ainda achar bom.O seu livre arbítrio está sendo anulado aos poucos pela atuação de grupos tão articulados que conseguem criminalizar qualquer tipo de opinião,desde que não seja a mesma deles.

  7. “Gente que usa causas justas para promoção pessoal consegue apenas atrair (bobos) admiradores para si e raivosos combatentes contra aqueles a quem jura defender.”

    Perfeito! Parabéns, Ricardo.

  8. Ricardo,
    Parabéns pelo seu post, é belíssimo assim como a campanha da Vivo. Sou mulher, negra e me considero bi-sexual. Já tive namorados e fui noiva por dois anos. Não casei e hoje vivo com uma outra mulher e sou muito feliz mesmo passando por algumas situações constranjedoras às vezes, o que infelizmente é normal em um país preconceituoso como o Brasil.
    Estamos eu e minha companheira em um processo de adoção de uma criança e estamos sendo muito bem recebidas. Em breve acho que realizarei um sonho, mas ainda quero engravidar do meu próprio filho. Quero dizer que a propaganda da Vivo é um encentivo para pessoas como eu e que certamente ajuda muito quando casais homo afetivos procuram adoção.
    Por favor me dê meus parabéns para a agência de publicidade que fez o anúncio e para a empresa.
    Grata,
    S.N.P.

    1. Linda atitude senhorita. Desejo sucesso para o seu nobre gesto.
      Só não se iluda com o blogueiro com relação a esse assunto.
      Se você ler todos os posts, vai querer editar esse seu comentário.
      Abraço.

      1. Deixe de ser oportunista, ô infeliz! Ficar pegando carona na vida alheia para tentar atingir terceiros é coisa de vagabundo mau caráter.

        Continue sua treta comigo o quanto quiser, pois me significa tanto quanto o que acabei de deixar no vaso sanitário, mas poupe pessoas com dramas reais de sua mediocridade, ok?

  9. Ricardo, na sua frase está faltando um verbo. Arruma lá! 🙂

    “A cada intervenção grotesca e grosseira de Jean Wyllys, menos gente disposta a lutar ao lado da turma LGBT.”

    Ah, e não precisa aprovar o comentário, ok? Abs

    1. Tá certinho. Não falta nada, não. Mas obrigado assim mesmo. E não há porquê não publicar. Erros acontecem mesmo, por pressa (raramente reviso o que escrevo) ou desconhecimento também. Isso não importa! Mesmo que eu sacaneie os comedores de alfafa de vez em quando, hehe. Faz parte da zueira!!! Abraço

  10. Prezado Ricardo, será que a certa tolerância demonstrada por muitos em relação a esse comercial não se deve ao fato de apresentar homossexuais com “jeito de homem”? Mostrei-o a dois amigos cujas opiniões conheço bem – um é razoavelmente homofóbico; o outro é muito. Ambos enfatizaram que “pelo menos os caras não têm jeitão de viado”, parafraseando o que um disse. Acaba sendo uma tolerância do tipo “don’t ask, don’t tell”. E se fosse um casal interracial de homens, em que um fosse bastante afeminado?

    Lendo alguns comentários aqui e em outros ambientes de debate, vejo gente falando no “fim da família nuclear” (não tenho como não rir desse… soa como uma família de superheróis vítimas de radiação), em contestar “excessos” de determinados grupos. Parece que estão dispostos a tolerar pessoas diferentes desde que essas pessoas estejam dispostas a serem o menos diferentes possível.

    Não digo que não existam casais de homossexuais como esse representado na propaganda. Certamente existem vários. Mas queria ressaltar apenas que esse casal é dos mais “toleráveis” no espectro de “novas famílias”: dois homens brancos, com uma filha branca, com “jeito de homem” e que não se beijam. Pensar que em 2017 ainda estejamos nos surpreendendo com a “ousadia” da Vivo em apresentá-los me faz constatar que ainda estamos muito longe de aceitar muita gente marginalizada na nossa sociedade homofóbica, machista e patriarcal.

    1. Particularmente não me surpreendi com ousadia alguma, até porque não acho ousadia.

      A campanha não resume-se a este filme apenas. Há outros envolvendo cor, paternidade, deficiência, etc. Todos na mesma toada, sem militância ou ideologização.

      Tenho casal de amigos gays onde os dois rapazes são “homens”. Tenho casal de amigos gays onde um deles é nitidamente afeminando. Convivemos todos juntos da mesma forma, inclusive zoando uns aos outros sem qualquer receio, pois a intimidade permite.

      Não conheço nenhum casal gay onde os dois sejam “mulheres” e dificilmente conhecerei, pois não há laços a nos unir. Assim, compreendo sua colocação e partilho sua dúvida. Talvez eu não visse a propaganda com os mesmos bons olhos.

      Mas o fato é que a campanha que está no ar é belíssima. Esse foi o propósito do post. Elogiar quem merece.

      Abraço

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.