Não sei mugir ou zurrar. Quem sabe você não aprende a falar?

Hoje encontrarei algum resquício da paciência, que sempre me falta, e direi algumas palavras a quem não fala minha língua

Eita raça difícil, viu?

Aí me chega o ruminante e zurra: “é isso mesmo! Empresa grande tem de pagar mais imposto mesmo”. Ai, ai… Dizer o quê, né, para uma besta destas? Que a “empresa grande” irá repassar o custo e que será ele mesmo a vítima do aumento do tributo? Ou que não há imposto que baste para um Estado (seja município, estado ou federação) ineficiente, perdulário e corrupto? Talvez pedir-lhe para apontar um único serviço público satisfatório e que demonstre o bom uso dos impostos pagos? Quem sabe eu lhe peça para desenhar uma casinha e somar 2+2? Como eu não sou professor de nada, não tenho vocação para Bom Samaritano e nasci completamente desprovido da tal paciência, eu simplesmente ignoro ou mando logo ir pastar.

Não é diferente do outro tipo de mula, que diz: “empresário tem mais é de se ferrar”. Seja a mula um político populista qualquer, seja ainda um socialista posando de justiceiro social. Só se esquece, a mula, que são os empresários quem geram empregos e renda; que produzem tudo aquilo que usa no dia a dia; que levam a alfafa para sua mesa; que fabricam remédios e aparelhos que salvam vidas; que são os responsáveis pelas inovações tecnológicas. No limite, sem empresários, não há nada senão miséria, doença, fome e escuridão. Não concorda? Tente galopar até uma biblioteca (Wikipédia não vale) e ver algumas ilustrações — já que a leitura não é o seu forte — de livros de história que retratam a Idade Média mundial.

“Se o empresário aumentar os preços, repassando o imposto, venderá menos e quebrará”. Ulalá! Esta é outra pérola destes pensantes do pasto. Adoram assistir a uma empresa ir para o beleléu. Desde que, claro, não trabalhem ou tenham algum parente empregado por lá. Os demitidos e suas famílias? Que se danem. Os fornecedores e seus empregados? Que se danem. O Estado que deixará de arrecadar? Que se dane. Em suma, num ciclo perverso de quebradeira, o país que entrará em recessão? Que se dane também. À mula, o que importa é ter razão.

O pior é que a mula apanha, dia sim, dia também, e não aprende. A mula é enxovalhada nos postos de saúde, nas escolas públicas, nas ruas esburacadas, no transporte coletivo. A mula não possui segurança, vive cada vez pior e ainda assim insiste que sua crença é que está correta. O Estado, que lhe rouba e castiga, tem mais é de ferrar os empresários. Talvez assim sinta-se um pouco menos desgraçada em sua miserável existência, já que alguém mais está levando no lombo também. A lógica não é ser feliz, mas ver alguém igualmente fodido. Na miséria, são todos iguais, deve pensar o quadrúpede.

Só que, como sempre, o orelhudo se engana. Não por acaso ser o mortadela que é. Na miséria, nem todo mundo é igual, não. Há miseráveis e miseráveis. Ou não é exatamente isso que acontece no Brasil todos os dias? Vejamos: a violência está descontrolada? Sim, está. Para todos? Para todos. Mas morre-se mais nas favelas e nas periferias ou nos condomínios fechados? Quando a inflação sobe todos pagam a conta? Sim, por certo. Mas quem deixa de comer queijo ou carne todos os dias? Percebe, pobre animal, que estão todos no mesmo barco, só que em classes separadas? Que mesmo na miséria você jamais será igual ao empresário que tem de se ferrar? Assim, aproveite que ainda não caiu, com as quatro patas voltadas para o ar, deixe de ser o jumento que é e passe para o lado bom da batalha. O inimigo não é o empresário; é o Estado! São os políticos ladrões, os funcionários públicos privilegiados e toda a podridão que orbita em torno do nosso dinheiro sugado pelo Estado. Estes são os seus algozes, aqueles que lhe chicoteiam o rabo todos os dias, e não o Joaquim da padaria, o Zé da oficina ou o dono da maior indústria da sua cidade.

E muito menos… eu!

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2 comentários em “Não sei mugir ou zurrar. Quem sabe você não aprende a falar?

  1. Não adianta Ricardo. é gastar saliva. Esses idiotas que se juntaram ao Lula são malandros. Nasceram burros e continuarão burros porque não se interessam por nada a não ser a desgraça dos outros, desgraça que os abraçará e não percebem.
    Nem sei porque estou escrevendo isso. Não vão entender, nem mesmo desenhando.

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