Se Arte é um conceito abstrato; opinião é um direito absoluto

A esquerda continua sendo o que sempre foi: intolerante com tudo aquilo que é contra, inclusive com o direito de manifestação alheio

Calma, gente. É apenas “arte”

Bem, achei que passaria incólume por essa chatice, mas não deu. Seja porque uma penca de amigos me pediu um texto a respeito, seja ainda pela notícia do Portal UAI. Uma coisa é certa: o Brasil mudou! E a despeito da selvageria que tomou conta do debate — qualquer debate –, penso que uma sociedade que se envolve em discussões políticas e ideológicas é melhor que outra que se omite.

Vocês devem ter lido ou ouvido falar da tal “mostra de arte” apresentada no Santander Cultural, em Porto Alegre. Um verdadeiro circo dos horrores, um show de apologia à pedofilia, zoofilia e afins. De minha parte, falo pelo pouco que vi, que já foi de embrulhar o estômago. Mas é o seguinte: o Santander é um ente privado e, dentro das leis, expõe o que quiser e bem entender. Ainda que beneficiado pela isenção fiscal que lhe agracia a famigerada Lei Rouanet (aliás, o Santander renunciou aos benefícios concedidos para esta exposição).

Pois bem. Assim como o Santander expõe o que quer, frequenta o local quem também quer. Sou contra qualquer tipo de censura neste caso, desde que sejam tomadas duas providências, que não foram: 1) Limite-se o acesso aos maiores de 18 anos; 2) Seja comunicado previamente o conteúdo da mostra. Assim, ninguém verá aquilo que lhe ofende e nenhuma criança ou adolescente será exposta àquele lixo cultural. Mas há mais a comentar…

Esquerdistas de plantão acusam aqueles que se manifestaram contrários à exposição de censura, de intolerância, de truculência. Como é que é?!?!? Gente que não admite pluralidade política, que patrulha mulheres de biquíni em desfiles, que apoia Nicolás Maduro, que ateia fogo em pneus no meio das ruas, que depreda prédios públicos, que ocupa escolas e impede o acesso de quem quer estudar possui moral para condenar alguém? E mais: censura de quem, cara pálida? Que eu saiba, foi o próprio Santander que cancelou a exposição, diante da má repercussão junto aos seus clientes. Truculência de quem? Absolutamente ninguém foi barbarizar as ruas ou impedir, à força, o acesso dos visitantes ao local. Intolerância? Mais uma vez: de quem?

Ocorre, amigos, é que, felizmente, a parcela chamada “conservadora” da sociedade — a ampla maioria, diga-se de passagem — finalmente saiu do armário e ganhou voz. Deixou de reclamar apenas nas rodas de bar e passou a ocupar espaço na imprensa e nas redes sociais, além das ruas (como quando colocou 6 milhões de pessoas em prol do impeachment de Dilma Rousseff). Assim, a exclusividade da grita deixou de ser das esquerdas, e é isso que revolta tanto essa gente.

Na boa: duvido que os gays, mesmo que seja Jean Wyllys, aprovem ser associados a zoofilia; duvido que uma mãe, ainda que Luciana Genro, fique feliz em ver seu filho de 10 anos defronte a um quadro onde dois homens sodomizam uma cabra; duvido, ainda, que uma jovem, até mesmo aquela presidente da UNE, concorde com uma criança sendo adjetivada como “viada”. O que move o mimimi da esquerdopatia nacional é muito mais a briga pela narrativa que os próprios conceitos. Ou pré-conceitos.

Se esta porcaria de exposição vier mesmo à BH, espero que seja em um espaço privado e sem qualquer tipo de contribuição — financeira ou não — pública. Como já disse, se vier, que seja restrita aos maiores de idade e devidamente comunicado ao público o tipo de conteúdo. Daí, os amantes da arte, da diversidade, da livre manifestação cultural poderão se deliciar a vontade com o que verão por lá. Poderão, inclusive, dar um passo além, mais ousado, e promover uma mega-masturbação coletiva. Afinal de contas, melhor que ejacular em desconhecidas nos ônibus, deve ser emporcalhar aquilo que já é sujo o bastante.

Atualização: um grupo de manifestantes de esquerda foi protestar em frente ao Santander por causa do encerramento da exposição. Adivinhem: terminou em pancadaria!

Leia também.

62 comentários em “Se Arte é um conceito abstrato; opinião é um direito absoluto

  1. PRESO. Porque fez curadoria de uma exposição que ofendeu o MBL, que imediatamente reagiu com duas de suas características básicas: autoritarismo e violência.

    Além, claro, do falso moralismo – e, como notou o roteirista Fernando Marés de Sousa em seu Twitter, é bom lembrar que um dos FUNDADORES do MBL, Pedro Ferreira, é cantor da banda Bonde do Rolé[15], cujo repertório inclui, entre outras coisas, esta preciosidade:

    “Do piupiu do meu priminho eu puxava a pelezinha
    Desde os três aninhos eu mostrava a calcinha
    Se nasci pra ser devassa, ser devassa pode crer
    Põe a jeba na minha frente que eu te mostro o que é fuder
    Vem o puta pobre
    e sessenta real a chupeta da sandrinha, aaah
    Nêgo crescia os “óio” quando via a periquita
    Batia na minha cara e botava a xalxixa(sic)
    Punha o dedo no meu cu pra ver se tinha oxiúro
    Subia e toma sol, nego lotava a laje e o muro”[16]

    Hum. “Desde os três aninhos eu mostrava a calcinha”, diz a letra da música do fundador do grupo que acusou uma exposição de “pedofilia”.

    Mas não se preocupe, Pedro Ferreira, pois não tenho qualquer intenção de pregar que você seja preso ou proibido de se apresentar. Ao contrário da milícia que fundou, sei respeitar as diferenças e valorizo a liberdade de expressão e artística.

    Aliás, não é tristemente irônico que o MBL tenha conseguido censurar uma exposição sobre DIVERSIDADE? Nada mais apropriado para sintetizar a natureza deste grupelho fascistoide.
    RICARDO, eu também valorizo a liberdade de expressão artística, não sei se no caso desse cara do MBA, se a arte não é realista. Mas cada um da o que tem, vc não concorda comigo?

    1. A esquerda pira!!! Tem que proibir mesmo e punir quem expõe esse tipo de conteúdo. Se for legal, que seja tem de novela da Globo… que aliás, não demora muito a acontecer. Esse país tá virando uma podridão!!!

  2. Como você mesmo já se definiu como um ser estático, nem tenho muito o que dizer sobre sua opinião acerca desse assunto. Conservadorismo bobo.
    “apologia à pedofilia, zoofilia e afins”
    Seguindo essa lógica, comercial de cerveja é apologia ao crime, certo?
    O Santander sabia o que vinha e cedeu a pressão do MBL, isso que foi ridículo.
    Você, bem nascido, ‘bem criado’, ‘bem estudado’ e viajado, não entende o conceito de arte, mas, não é de se espantar. Imagino como não será a recepção dessa exposição em BH, pela tradicional, careta, hipócrita e conversadora, família mineira.

    1. Você deve ser um daqueles que achou que aquela “exposição” que apareceu meses atrás, onde tinha um monte de homens nus um cheirando o rabo do outro era “arte”. Retardado mental, babaca, palhaço. Vai trabalhar e procurar uma ocupação prática na vida, que contribua para a sociedade.

  3. O pessoal não procura saber aonde está indo, o que irá ver, se pode ou não levar criança.
    Ai, não gostam do veem e querem proibir.
    Quem organizou a exposição, deveria ter classificado como imprópria para menores de 18 anos, simples assim.

    Sabe por que tem de ter sociologia nas escolas?
    Para a pessoa aprender a diferença entre “não gostei” e “tem que proibir”.

  4. Facismo! Opressão!
    É fácil falar isso a temas de interesse deles, queria ver se fosse outra religião ou cultura. Discordam da censura nesse caso mas são os maiores ditadores do “politicamente correto” da internet, sendo que muitas vezes esse termo é distorcido.

  5. Parabéns por ter uma opinião igual ao da ditadura do MBL. Aliás, devia ter enviado seu texto para a nova censura avaliar, antes de publicá-lo aqui neste blog.

  6. A própria gravura da criança com o cão já aponta para o absurdo a que chegamos.

    Sou pai de duas crianças gêmeas de 8 anos, educador e cidadão brasileiro, que se encontra indignado com o que fazem com o ser humano. Apenas o rebaixando ao mundo animal (apesar de sê-lo, é a coroa da criação de Deus).

    O Senhor Jesus entrou na lista de pecadores (pagando com o seu sangue), para listar os pecadores arrependidos na lista dos santos (uma troca graciosa). O arqui-inimigo do homem (Satanás) deseja vê-lo completamente rebaixado a isso. Lamentável!

    Sobre o texto, concordo com o blogueiro quanto a exposição: não deve ocorrer, se ocorrer, que seja para maiores, em local restrito e sem custeio público. Mas, estes promotores deste tipo de matéria querem arrastar as “pobres almas”. Já temos problemas demais para resolver, chega de arrumar mais dificuldades.

    Um Abraço!

  7. Muito antes e muito além do MBL ou qualquer outro grupo, daqui ou dali, entenda-se que minoria tem que ter voz, sim!
    O contraditório é bem vindo, mas ditar o caminho da maioria, não mesmo!
    Sociopatas, concursados ou nomeados, não possuem “cheque em branco”, em que pese seus cargos ou relacionamentos mesquinhos.
    A área de “Cultura” em BH provê centenas de decibéis de gosto duvidoso em qualquer projeto que se dedique (e só!!!). Desrespeitar os limites do bom senso é ato elevado a categoria de “criatividade” (e só!!!).
    Provocar conflitos parece “palavra de ordem” … e conflitos geram dinheiro aos “organizadores”.
    Concordo plenamente que iguais se mereçam, em gênero, numero e grau e para tanto, na continuidade do discurso, que essas figuras mundanas, artisticamente se “fodam”, também … mas não usando dinheiro público e muito menos aliciando, veladamente, crianças e jovens e demais desavisados.

  8. Texto maravilhoso! Se a mostra vier para BH será apenas para o Kalil chamar a atenção porque é a única coisa que ele tenta fazer e como resposta terá nada mais do que a perda da sua pouca credibilidade como gestor.
    Pedofilia e zoofilia é crime e não doença. Eles nunca vão conseguir convencer do contrário. A direita resiste!

  9. “Nesta segunda-feira, o Banco Santander comunicou que irá devolver à Receita Federal os R$ 800 mil captados via Lei Rouanet para a realização da exposição. Em nota, a instituição pediu desculpas a todos os que se sentiram ofendidos por alguma obra que fazia parte da mostra. O objetivo da empresa, de acordo com o comunicado, “é incentivar as artes e promover o debate sobre as grandes questões do mundo contemporâneo, e não gerar qualquer tipo de desrespeito e discórdia”.”

    “Fomos examinar in loco, ver realmente quais obras que teriam conteúdo de pedofilia. Verificamos as obras e não há pedofilia. O que existe são algumas imagens que podem caracterizar cenas de sexo explícito. Do ponto de vista criminal, não vi nada”, disse o promotor da Infância e da Juventude de Porto Alegre, Julio Almeida.

  10. Os que não ‘sumiram’ , hoje estão na lava-jato……………..só sobrou calhordas ladrões e usurpadores do patrimônio alheio!!!!!!!!!!!O erro do militarismo foi não ter acabado com todos no ninho! quem viveu à época, sabe! Quem não viveu, se emprenhou pelo ouvido ,por babacas, supostos sociólogos, marxistas, que estudaram em escola paga por todos!!!!!!!!

  11. Sinceramente, acho, que falta para a grande maioria aqui, fazer um tour por museus mundo afora, conhecer e tentar entender o conceito de arte.
    É válido também, entender a liberdade de expressão.
    Arte não é só o que você gosta.
    Desapeguem desses dogmas religiosos e tornem-se pessoas mais felizes , menos chatas e quadradas.

    1. Sinceramente, Prezado, cabe a cada um saber o que lhe faz bem ou mal, independente do conhecimento que carregue ou ações que pratique. Ao fim, o resultado se mostra, fechando o ciclo e revelando o bem e o mau das escolhas.
      Na prática, o contexto SEMPRE deve ser levado em conta, se é que me entende.

  12. Prezado Ricardo, não discuto a “qualidade” das obras até porque o que foi mostrado é, aparentemente, uma pequena parte da exposição. Não rejeito completamente a arte contemporânea, embora meu conceito de “arte” não abranja muito do que certamente estava lá. Também não vale à pena citar obras clássicas que, à luz da visão desses grupos, seriam consideradas apologia à zoofilia, à pedofilia ou que “vilipendiam” símbolos religiosos (mas podemos, se quiser… muitas delas espalhadas por grandes museus pelo mundo). E entendo que sim, a democracia pressupõe que indivíduos e grupos possam manifestar pacificamente suas opiniões e ideias. Porém, o que fica claro desse episódio é que muitos dos que se dizem “liberais” o são apenas no campo econômico. Ainda que “liberalismo” seja um conceito bastante amplo, MBL e vários outros grupos (como o partido NOVO) mostraram sua face conservadora, mostrando que de “novos” não tem nada. Só faltou organizarem uma “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”. Então quando esses grupos disserem que são “liberais”, é só uma forma de se auto-enganarem… o termo mais apropriado é “neocon”. Provavelmente não se ofenderão – mentira, se ofenderão sim… apenas dirão que não se importam de serem chamados de “neocon”.

    1. Gustavo, veja você como estes rótulos ideológicos pouco importam. Eu, por exemplo, me considero “de direita” no campo político, “conservador” na minha vida pessoal — mas amplamente “moderno” em relação à sociedade (aceito na boa casamento gay, adoção de filhos por casais do mesmo sexo, prostituição, etc…) — e liberal nas questões econômicas, já que nas sociais (bolsa família, saúde e educação gratuitas, etc) sou mais vermelho que Luciana Genro.

      Ocorre que as ditas esquerdas, e aí não há muitos matizes, não aceitam que grupos organizados — ou mesmo indivíduos — manifestem-se livremente sem acusá-los de censores, intolerantes e afins, coisas que, na realidade, são próprias deles mesmos. O MBL, por exemplo, ou melhor, parte dele, se manifestou contra a exposição. E daí? Não podem? É proibido? É ilegítimo? Ninguém foi para a porta do museu para impedir o acesso de ninguém. Tampouco atearam fogo em pneus ou quebraram o prédio da exposição. Apenas exerceram o livre direito de manifestação de expressão. Nada mais!

      Se o Santander cedeu à patrulha (conservadora), com receio de sua imagem perante os clientes e optou por encerrar a exposição, mostra claramente como o “liberalismo”, que você critica, funciona. O banco tá cagando para a exposição, mas não tá para os clientes. É maravilhoso!!! E assim deveria ser: o cliente (troque por eleitores ou contribuintes) absolutamente sempre em primeiro lugar!

      Abraços e valeu pelo bate-papo!!

  13. Ricardo, parabéns pela perfeita percepção, quando diz que “a parcela chamada “conservadora” da sociedade — a ampla maioria, diga-se de passagem — finalmente saiu do armário e ganhou voz”.
    Exatamente isso que está acontecendo. Chega de vermos essas pessoas fazerem manifestações sempre que são contraditadas e criticadas. Democracia também é isso: prevalece a vontade da maioria. Cada um usa as suas armas e agora as conhecemos e as estamos usando.

    1. A sociedade brasileira não é conservadora. Ela é ignorante.
      O fato de um artista demonstrar qualquer fato social em sua arte não significa que ele está fazendo apologia aquele fato. Ele está, na verdade, chamando a sociedade para uma reflexão sobre o assunto. Se for assim, Guernica, de Picasso, é uma apologia à guerra; Girafa em Chamas, de Salvador Dali, é uma incitação aos maus tratos aos animas.
      Vamos nos livrar desse reacionarismo ignorante do MBL meus amigos! Essa postura deles não leva sociedade nenhuma pra frente

      1. Pedro, não adianta explicar isso para quem não quer entender.
        Reacionárias que desprezam a liberdade e os direitos fundamentais e querem impor sua visão de mundo aos demais.

    2. Cada pérola que aparece nos comentários: “Democracia também é isso: prevalece a vontade da maioria”. Tá na cara que nunca leu John Stuart Mill, John Adams, Tocqueville… se já tivesse lido, não escreveria tamanha bobagem.

  14. Não existe mais limite !!!
    Uma arte que não é abstrata porque espelha concretamente a consciência humana …
    Uma arte que se transformará em realidade … questão de tempo …
    Triste … muito triste …

  15. Tudo isto esta enchendo do saco. Tudo hoje é politizado, polêmica. Avisem que o conteudo da “arte” é improprio e destinado a um publico que gosta destas aberrações. Pronto. Censura idade a maiores de 18 anos e vai quem quer. E para de encher o saco, MBL e “progressistas”. Ao Santander sinto muito, todo mundo querendo ser moderninho, progressista, esta agrandando a quem?

  16. tanta polêmica, fiquei curioso para ir a essa exposição. vou esperar que ela chegue em havana para ver por lá ou talvez em pyongyang. os artistas dessas obras devem andar livres por lá…ehehehe

  17. Ricardo,

    O que acho hilário nesse blog é chiadeira dos esquerdinhas petebas. Qualquer coisa que vc escreve é motivo para eles darem chilique. Acho que vou abrir uma fábrica de mortadela.

  18. Ricardo,
    está havendo um grande equívoco a respeito do “criança viada”.
    Essa obra surgiu por causa desse site http://www.criancaviada.tumblr.com
    Nele, as pessoas mandam fotos de quando eram criança, querendo dizer que elas próprias tinham uma certa noção da sua homossexualidade enquanto crianças! Não vejo porque recriminar isso – mesmo pq, sabemos que não dá muito certo…
    Sou muito mais vetar conteúdo de novela da Globo, desde Malhação até a novela das 21h, vetar letras de vários axés, sertanejos e funks, que circulam livremente povoando a cabeça das pessoas nos rádios e programas de tv aos domingos.
    Essa exposição está dando reboliço é porque choca, faz pensar, trás o absurdo para o universo da gente… Como toda exposição, tem obra que não vemos sentido, tem outras que achamos graça, outras bobas, outras que gostamos, outras não entendemos…
    Enfim. Concordo na questão da explicação de conteúdo e na necessidade da não recomendação para menores de 16 anos.

    1. Comentário mais sensato de todos. E como eu disse acima, a sociedade brasileira não é conservadora. É ignorante. Ela quer comentar sobre tudo antes de pesquisar e refletir sobre o assunto. Vejam aqui o exemplo de como a arte nos faz refletir…

  19. Ricardo, não critico o “liberalismo” – entre aspas apenas por entender que possui significados muito mais amplos do que a palavra comporta. Critiquei apenas o fato de que certos grupos que buscam se mostrar como uma opção “nova” são apenas grupos conservadores repaginados para os novos tempos. O que defendem do ponto de vista econômico não é nada novo (ainda que não seja praticado em solo pátrio). Mas esse conservadorismo de ver “apologia à zoofilia” numa obra de arte (ou de “arte”) e não aceitá-la como exercício da liberdade de expressão também não é novo. O problema da indignação coletiva é que muitas vezes ela assume a dinâmica do linchamento: a maioria não sabe nem porque está batendo, mas se todo mundo está batendo é porque quem está apanhando merece. E, de modo geral, seguir a turba de forma irracional nunca resultou em avanço na política. Reitero: não critico o fato de que as pessoas possam se manifestar. Pelo contrário. Só critico aqueles que se dizem liberais mas que ao primeiro sinal de algo que lhes desagrada corre para pegar as tochas (reais ou virtuais) e linchar (real ou virtualmente) o inimigo. Como é um modus operandi algo tão comum à “esquerda” e à “direita”, prefiro o caminho da moderação, do debate, para que a opinião contrária seja ouvida e quem sabe consigamos construir um consenso (ou no mínimo ou bom debate). Valeu!

  20. AS PARAFILIAS MOSTRADAS NESTE EVENTO NADA MAIS É DO QUE AS TARAS ESCONDIDAS NOS CORREDORES DA MENTE DA DONA DE CASA QUE SE EXCITA E SENTE VERGONHA DE SE MASTURBAR;
    DO PADRE QUE OLHA O GAROTINHO LISINHO COM PENSAMENTO INEBRIADO DE SODOMIA,DO POLITICO QUE VAI PRESO COM O TERÇO NA MÃO E OUTRAS PORCARIAS MAIS…

  21. Não gosto dos MBL, mas violência só gera mais violência (não teve como fugir do clichê).
    Outra coisa, sempre tem alguém mais forte que você, sempre.
    Não perca seu tempo querendo bater nesse pessoal, não mudaria absolutamente nada.

  22. “Um dos FUNDADORES do MBL, Pedro Ferreira, é cantor da banda Bonde do Rolé, cujo repertório inclui, entre outras coisas, esta preciosidade:

    “Do piupiu do meu priminho eu puxava a pelezinha
    Desde os três aninhos eu mostrava a calcinha
    Se nasci pra ser devassa, ser devassa pode crer
    Põe a jeba na minha frente que eu te mostro o que é fuder

    Vem o puta pobre
    e sessenta real a chupeta da sandrinha, aaah

    Nêgo crescia os “óio” quando via a periquita
    Batia na minha cara e botava a xalxixa(sic)
    Punha o dedo no meu cu pra ver se tinha oxiúro
    Subia e toma sol, nego lotava a laje e o muro”

    “Desde os três aninhos eu mostrava a calcinha”, diz a letra da música do fundador do grupo que acusou uma exposição de “pedofilia”.

    Que coisa, não?

  23. Concordo que a opinião é de cada um. Eu mesmo não concordo com a exposição em si mas não é da minha conta se é arte ou não. O x da questão ao meu ver é que uma exposição com dinheiro público deve atender aos anseios do público. Penso que nenhuma mostra artística deve ser financiada com meu dinheiro, se o santander quer patrocinar que seja com capital próprio da empresa, ou os “artistas” que o façam de modo particular, e dessa forma que é simpatizante a causa que arque com os custos. A arte tem diversas faces e deve buscar um grupo em específico mas esse grupo além de sempatizar deve monetizar e não se apoiar em subsídios públicos para disseminar seu pensamento.

  24. Exatamente por ser absolutamente um conceito abstrato, deem-me o meu sagrado DIREITO de não gostar, não apreciar e tampouco considerar arte. Não levaria meus 8 netos e 4 bisnetos para ver a suposta arte que eles nem teriam idade para compreender e apreciar. Poupem as palavras, o cara quis ficar famoso num pulo e o Santander só pensou na grana publica, aqui também, ato obsceno porque já havia se locupletado com anistia de sua dívida milionária coma Previdência por um governinho federal chulo. Deixem que eu decida o que eu quero apreciar como publico de arte.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.