Por onde andei. Ou: Mãe é uma só

“Mãe é tudo igual; só muda o endereço”. Uma ova! Há mães e há… mães. Dona Miriam Kertzman que o diga. Mas ela não é a única, não

Três pequenas gigantes mães

Toda mãe é a melhor do mundo, eu sei. Por isso não direi que a minha é a melhor; seria indelicadeza com todas as outras. Se amigo é para se guardar do lado esquerdo do peito, onde guardar, então, uma mãe?

A minha é essa pequenininha aí em cima, à esquerda, ao lado da minha esposa e minha sogra. Não lhes disse que seria uma ofensa declarar a minha “a melhor do mundo”? Pois é. Essas duas outras não deixam nada a desejar, muito menos a dever. Sou prova viva disso! São mães com maiúsculo também.

Pois bem. Me ausentei esta semana para cuidar da minha mãe. Não foram férias ou compromissos profissionais. Minha mãe passou por uma arriscada, mas bem sucedida intervenção cardíaca e está ótima! Se há uma tarefa que realizo com a maior alegria e sem qualquer preguiça, é cuidar dela. Jamais foi ou será um fardo. Ao contrário. Além de mera — e sempre insuficiente — retribuição, sempre me preenche o coração e a alma. Com quase meio século de vida, ter os pais vivos é uma benção. Faço valer cada instante. E aconselho o mesmo a quem goza de tamanho privilégio.

Se você leitor amigo “me escuta”, então me escute: está distante dos seus pais? Aproxime-se. Está magoado ou brigado com eles? Esqueça. Anda muito ocupado para vê-los? Se vire. É um(a) filho(a) presente e já faz muito? Faça mais! Nós nunca seremos capazes de lhes devolver o que nos deram, mas podemos — e temos a obrigação de — tentar. Esse é o ciclo da vida. Ser cuidado, cuidar e ser cuidado novamente. É o que nos diferencia dos animais. É o que nos torna humanos.

Papai do céu se fez presente. Amigos queridos acertaram nas preces. Religiosos, em seus credos, foram ouvidos e atendidos. E o competentíssimo Dr. Artur Lichter, do Hospital Mater Dei, de BH, brilhou como nunca, acertando como sempre. Obrigado a todos por manterem a melhor mãe do mundo — ops, não resisti! — por aqui, comigo.

Eu lhes devo mais essa!!

12 thoughts to “Por onde andei. Ou: Mãe é uma só”

  1. Muito bacana seu texto. Eu tenho mais de 60 e ainda tenho mãe e pai, já bem velhinhos, mas razoavelmente independentes. É um privilégio tê-los, uma benção.
    Boa recuperação para sua mãe e tudo de bom para vc e sua família.
    Mas não demore para voltar, continuo vindo aqui todos os dias na esperança de uma boa leitura!
    Shalom

  2. Olá Inundado, Marisa Letícia Lula da Silva foi, como as demais, uma das melhores mães do mundo, em que pese alguns filhos de outras boas mães não conseguirem compreender coisa tão evidente. Existem coisas que se dispensa enumerar as quais nos igualam na grandeza e nas mais baixas vilanias – somos demasiadamente humanos!
    Desejo o restabelecimento da senhora sua genitora e que tu, ela e demais familiares possam celebrar a vida e as coisas boas que nela existe. Boa semana a todos.

  3. Ricardo, como és parecido com sua mãe.
    A fruta não cai longe do pé KKKK…
    Saúde, paz e felicidade a todos (que os anjos digam AMÉM!)

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