Seu filho vale menos que um cão abandonado.

As leis atuais protegem mais um cachorro abandonado nas ruas do que os nossos filhos.

 

Uma cena revoltante causou indignação ontem, em Belo Horizonte. Um violento arrastão, por pouco não termina em mais uma tragédia devastadora para uma família.

Belo Horizonte não está só. Ao contrário. Os índices oficiais mostram situações bem mais graves em Salvador, Recife, Rio de Janeiro e Manaus. Fortaleza, São Paulo, Vitória, Maceió… Escolham aí, à vontade. A violência urbana é uma epidemia nacional e completamente fora de controle.

A culpa é exclusiva dos governos municipal, estadual e federal? Não, não é. Este pessoal deveria cuidar do policiamento, sim; deveria cuidar de políticas sociais, sim; deveria estar atento às formas de prevenção, sim. Deveria, deveria, deveria…

Ocorre que há um agente, em toda esta história que, na minha opinião, é o verdadeiro causador desta situação selvagem. Chama-se Legislador. Sim, os nobres deputados federais e senadores da República. São estes os cordeirinhos mansos e complacentes com a criminalidade. São estes os covardes patrulhados pela esquerda, pelos tais “direitos humanos”, pelas ONGS, pelas Maria do Rosário da vida e por todos os defensores de criminosos deste maldito país.

Esta turma prefere prender quem mata um João de Barro ou dá um bico num cão sarnento do que os “di menor” que espancam, estupram e matam nossas crianças. Preferem trancafiar o lavrador rural desavisado, que ateou fogo numa roça qualquer, do que o flanelinha ou o segurança de boate que agridem nossos filhos. É mais fácil alguém ser preso por criar uma ararinha-azul em casa do que por assaltar um estudante na porta de uma escola. Ah!, e experimente você, pai ou mãe desesperados, a pegar um moleque que agrediu o seu filho e encher o maldito de bofetadas. Irão ver onde irão amanhecer o dia.

O Brasil é um país violento porque é conivente com a violência, e não por ser pobre, subdesenvolvido, cristão ou sei lá mais o que. Países mais pobres e mais subdesenvolvidos são seguros. Países mais cristãos também. E não me venham com a velha história de cultura, colonização, miscigenação, blá blá blá. Outra coisa: Parem com esta babaquice mítica de que o brasileiro é pacífico, hospitaleiro, acolhedor, tolerante. Uma ova que é! Brasileiros matam-se, uns aos outros, na ordem de 60 mil ao ano, em assaltos, brigas de trânsito, discussões de bar, guerra de torcidas. Brasileiros roubam, estupram, depredam, invadem, poluem à esmo e em escala continental. Brasileiros não respeitam regras mínimas de bom-comportamento, civilidade e gentileza urbana. Não por serem piores que outros povos, mas, sim, por contarem com a completa ausência de controle e punição por parte do Estado. Por terem a certeza de jamais serem admoestados ou punidos de alguma forma mais dura.

O verdadeiro problema não é a violência em si. Esta é o efeito. O problema é a causa. Chama-se omissão!

Mais um na cadeia!

28 comentários em “Seu filho vale menos que um cão abandonado.

  1. Também acho que os legisladores deveriam se preocupar com Leis mais rigidas que farão que marginais que tirão vidas sejam punidos. porém usar o termo ” cão Sarnento” e uma maneira de dizer que eles( os animais) podem e devem ser maltrados. Os animais são seres vivos dotados de sensibilidade, o que reforça a necessidade urgente de se buscar mecanismos que assegurem o respeito a esses seres indefesos. Desse modo, os animais devem ser reconhecidos como sujeitos de direito, inclusive contra o próprio homem.

  2. Ricardo, faço minhas, as suas palavras. Mas não se esqueça, isso não mudará no Brasil. Por que? Simples, enquanto nos demais países se morre por sede, fome, frio, calor, cataclismos, guerras, epidemias, o nosso abençoado País não está atrelado a isso como controle da população, dessa forma a maneira mais social de controle da população é a violência, quer seja pelos omissos e coniventes legisladores, quer seja pelos oportunistas de plantão, quer seja pelos que desviam dinheiro do sus para que o aposentado morra e alivia a previdência social, quer seja pelo povo que entende e defende os que “rouba mas faz”. Assim fica difícil querer melhorar o país, com o pt no governo de Minas, como em todos outros por onde passou, a violência tende a crescer e a insegurança também. Lembre-se Ricardo quanto conivente com o erro, mais votos a esquerda tem, pois quem se preocupa com o certo está descrente e prefere não participar do processo eleitoral.

  3. Nosso problema maior é a qualidade do nosso voto. Se tivéssemos essa qualidade necessária não teríamos todas esses problemas. Teríamos políticos melhores que promoveriam distribuição de renda sem corrupção, teríamos leis que puniriam severamente empresários que corrompem, teríamos um executivo melhor, um judiciário melhor, bons legisladores enfim, um país melhor. Pobre (de escola) não pode votar (quinze anos de escola para ter direito a voto). Essa m… estaria toda resolvida.

  4. Gosto de seu trabalho, mas hoje tenho que discordar de você em alguns pontos. A banalidade da violência vem da banalidade à vida, DE QUALQUER SER VIVO. Portanto, se a sociedade aprender a respeitar o habitat da ararinha azul, a ter compaixão pelo cão sarnento, a não matar o João de Barro, necessariamente ela entenderá que não pode bater em outro ser vivo, no caso, o humano. Culpe os legisladores, culpe a NÓS, integrantes da sociedade que aí está, mas não fomente, não leve seu texto a fazer apologia de maus tratos a animais… você é muito melhor, inteligente e escreve bem, descrevendo a realidade como ela é. Perdoe-me pela divergência, mas creio que assim crescemos todos, inclusive eu e você. Bye.

    1. Lílian, muito obrigado pelo comentário e pela gentileza das palavras. Acho que você me entendeu mal. Jamais escrevi, nem nada próximo, à apologia a maus tratos a animais. Quanto à divergir de mim, por favor, sinta-se mais do que absolutamente à vontade para fazê-lo. Principalmente com tanta inteligência e elegância assim. Grande abraço!

      1. Viu? Não disse que você é especial? Continuo acompanhando seu trabalho e confesso que fico tentada, às vezes, a encaminhar alguns textos seus ao Dr. Sérgio Moro rs rs rs Espero que seus textos já tenham visibilidade pelos lados de lá. Inté, Lílian.

  5. Meu caro Ricardo, concordo com tudo que vc escreve, porém me cabe pedir uma retificação nesse seu texto, nosso querido e invejado pais não é maldito, maldito é o nosso aparato estatal, (leia-se “os três poderes” institucionais) e sua camarilha de aves de rapina que roubam descaradamente e legalmente o nosso presente e o futuro de nossos filhos.
    Roubam o presente, como consequência da pilhagem do passado, cujas consequências são mais que visíveis hoje. Economia, educação e saúde, um verdadeiro caos.
    Roubam nosso futuro, também como consequência da pilhagem do passado, pois quem vai pagar a conta da roubalheira legalizada somos nós contribuintes cujos orçamentos já estão comprometidos com gastos que numa grande parte são obrigação do estado.
    Sinceramente não sei como esses traidores da Pátria não estão todos enjaulados ainda, nosso povo é muito manso, talvez resida aí nosso pior erro !!!!!

  6. Sr. Ricardo, é lamentável o Sr. atribuir a violência e os abusos de que somos vítimas a qualquer hora, aos cães sarnentos da rua e aos passarinhos. Os cães e os passarinhos são tão vítimas quanto nós (ditos “humanos”) . O que falta é educação e respeito ao próximo, já que pedir amor é muito. Quando os humanos aprenderem a respeitar os animais e a natureza, o mundo será muito melhor.

  7. Acho que você errou a mão no seu comentário, mas é seu, então tem o direito de escrever e achar o que bem entender. Apenas quero deixar claro uma coisa, eu sou defensor dos animais. Luto e faço o possível (abaixo assinado, protesto, passeata, etc) o que for de interesse em proteger abuso contra animais. Voto em políticos que pensam igual a mim. Acho que você errou a mão em querer dar maior valor a um e desconsiderar o outro. Tem muita gente lutando pelos direitos dos animais, eu sou uma dessas pessoas. Nada te impede de fazer o mesmo pelo direito dos seus filhos e crianças, mas o problema atual das pessoas é justamente este: reclamar e não agir. Fica aqui uma dica, por que não você mesmo iniciar algo a favor dos filhos?

    1. Obrigado pela dica, mas ela veio tarde. Participo ativamente da política, através de contatos e apoios a políticos que respeito e confio. Além disto, em minha página no FB e neste blog tento passar adiante o que julgo ser positivo para o país. Por fim, apoio financeiramente instituições de cunho filantrópico e doo meu tempo a causas sociais. Acho que tá bom, né? Abs

  8. O objetivo de qualquer país civilizado e através de seus legisladores é desenvolver a política do “estado mínimo, cidadão máximo” ou seja uma presença mínima do estado na vida do cidadão e este, ciente e consciente de que deve e vai ser responsabilizado pelos seus atos e escolhas, através de leis duras e realmente punitivas. Infelismente, nesse nosso Brasil, não temos um só legislador que compreenda esta forma de controlar a criminalidade e expandir a cidadania. Um estado, omisso, fraco, inoperante, não punitivo, produz consequentemente cidadãos não defensores da lei…mas transgressores. Nós brasileiros somos todos e sem excecão transgressores da lei..em maior ou menor grau.

  9. Rapaz voce está correto na sua análise. Já percebemos que não há notícias de violencia contra parentes de político ou o próprio. São protegidos por seguranças e tem outros meios de proteção que os livram. Acontecesse um crime desses com pessias queridas deles que eles iriam mudar. Continue firme.

  10. Marcus
    No colo do STF existem milhares de processo, abrangendo todas as relações sociais pendentes de entendimento funcional. Diante do seu texto penso o seguinte se o STF priorizar o julgamento dos investigados em qualquer operação da policia, MP e outros em curso dos que tem foro privilegiado e a condenação exemplar dos forem achados culpados seria um exemplo para todas as esferas da sociedade. teríamos então um divisor de águas, os considerados intocáveis sendo punidos.

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