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Pedro Henrique é professor, blogueiro e cruzeirense fanático. Escreve desde 2012 e já teve passagens no Blog Azul Estrelado, Camisa 11, Lance Activo, Guerreiro dos Gramados e Bloguerreiro. Siga @RealPedrin no Twitter e acompanhe diariamente os comentários do blogueiro. Curta a fan page oficial do blog no Facebook: fb.com/blogsomoscruzeiro/

Uma singela homenagem ao ídolo Zé Carlos

Ídolo do Cruzeiro, volante Zé Carlos faleceu nesta terça-feira, aos 73 anos. (Foto: Divulgação/Cruzeiro)

Este texto foi escrito pelo leitor Marco Vinícius Lage, a quem agradeço pela contribuição

José Carlos Bernardo, mais conhecido como Zé Carlos. Um preto mineiro. Que bom que um dos maiores ídolos da história celeste foi um preto mineiro! Emblemático. Simbólico. O Cruzeiro Esporte Clube sempre foi o time do povo. Um sujeito tímido ao extremo. Como não se identificar com um personagem como esse?

Zé Carlos participou ativamente de duas gerações extraordinárias do Cruzeiro. Jogou no time de 66 e no time de 76. Deve ser reverenciado sempre por todos nós cruzeirenses. Imagina o talento de um jogador titular absoluto de dois planteis como esses? Foi o jogador de linha que mais vestiu a camisa celeste. Ao sair do Cruzeiro ainda conquistou o inacreditável título brasileiro pelo Guarani, em 1978, o único de um clube do interior do Brasil. Dificilmente teremos outro.

O que seríamos sem essas gerações de 66/76? Esse cara jogou 619 jogos entre 1965 e 1977 com a camisa mais linda de todas as “intergaláxias”. Ganhou 9 campeonatos mineiros, 1 Campeonato Brasileiro (1966) e o maior título da nossa história (na minha opinião), que foi a Taça Libertadores da América de 1976. Depois desse “cartel”, precisava ser craque? Dizem que era e muito! Não o vi jogar. Tenho 42 anos e nasci justamente quando ele e seus companheiros nos davam nossa grande conquista e mudavam o Cruzeiro de patamar, deixando definitivamente nossos rivais mineiros em uma prateleira diferente…

Uma carreira espetacular. Um cruzeirense de verdade. Um sujeito discreto cuja humildade constrangia paradoxalmente com o craque que foi. Um dia eu estava em um clube de BH para uma “pelada” com amigos (boa parte deles cruzeirenses) quando, para enorme honra minha, me encontrei com o Zé Carlos. Ninguém sabia quem era. Eu pedi para que ele se apresentasse. Com uma humildade constrangedora ele, a princípio, disse pouco. Então, eu revelei a todos o seu currículo. Conversou conosco durante mais de uma hora e todos nós fizemos questão de perder a primeira e a segunda pelada do dia. Tenho uma foto desse dia. Ter conhecimento da história faz a gente vibrar com esses momentos. Não vai aqui uma lição de moral. É um convite à reflexão…

Penso que o Cruzeiro e grande parte dos clubes do Brasil tratam de forma inadequada a história de Zé Carlos. Conhecê-la faz mudar inclusive o comportamento da torcida. Seja na vitória, seja na derrota. Precisamos chorar a perda de nossos ídolos. Esses caras estão morrendo pobres em sua maioria. Nem mesmo em seu auge técnico ganharam dinheiro. Usavam azul e pronto. Esse era o único propósito. Defender nossa história, construir nossa história. Devemos demais a eles.

Relatos de outros leitores sobre o ídolo Zé Carlos:

Franklin Bronzo

Eu tive a oportunidade de acompanhar o Zé Carlos desde a sua chegada ao Cruzeiro, em 1966, vindo do Sport Clube Juiz de Fora. Apesar de franzino, dominava como poucos a função de primeiro volante. Jogava de cabeça erguida, atitude clássica, jogo discreto, mas extremamente eficiente. Passe perfeito, humildade para desarmar o adversário quase sem fazer faltas. Nunca deu pontapés, sempre jogou com lealdade e respeito ao adversário. Destacou-se tanto que à certa altura obrigou o grande capitão Piazza a jogar na quarta-zaga, abrindo espaço para ele no meio-campo, com Dirceu Lopes. Seus lançamentos longos eram precisos e no chamado “ponto futuro”, servindo especialmente ao veloz Natal. Na Libertadores de 1976, foi no nosso “maestro” na meia-cancha. Só não foi convocado para a Seleção porque era mineiro e muito humildade, sem a mídia do eixo para destacar seu grande valor.

Gerson Oliveira

Sobre o Zé Carlos, se me lembro bem, a história foi mais ou menos assim: o nosso volante e capitão Piazza teve de se afastar por contusão. O reserva imediato era exatamente o Zé Carlos, que assumiu a primeira volância e ninguém sentiu falta do titular. Depois de recuperado, Piazza era Piazza e não poderia ficar de fora. Mas no Cruzeiro ele não jogou de quarto zagueiro. Nessa posição, ele atuou somente na Seleção da Copa de 1970. Piazza retomou sua verdadeira posição e o Zé Carlos passou a jogar no meio de campo, espécie de segundo volante. Dirceu Lopes completava o miolo. Tostão foi avançado jogando como um falso 9. Quem acabou perdendo espaço foi o verdadeiro camisa 9 (Evaldo).

Pedro Henrique

Olá, o meu nome é Pedro Henrique. No Twitter, sou conhecido como o @RealPedrin. No blog, todos me chamam de PH. Desde 2012, escrevo sobre o Cruzeiro. Já redigi no Blog Azul Estrelado, Camisa 11, Lance Activo, Guerreiro dos Gramados e Bloguerreiro. Não sou daqueles blogueiros que gosta mais de cutucar o rival do que de analisar o próprio time. Minha missão aqui é colocar o meu ponto de vista - dentre tantos milhões de pontos de vista possíveis - e abrir o espaço para o debate, para a troca de ideias. E prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Ei, você curte o blog? Então curte lá a nossa fan page no Facebook: fb.com/blogsomoscruzeiro/. Muito obrigado! Sejam todos bem-vindos!

54 thoughts to “Uma singela homenagem ao ídolo Zé Carlos”

  1. Uma pena a ex e atual diretoria ter abandonado Zé Carlos no seu tratamento!
    Não o vi jogar, mas pelo que sei um dos maiores camisas 5 de nossa história, merecia um reconhecimento maior ainda em vida!
    Talvez se Robinho, TN30, Edilson e Sobis tivessem 50% da dedicação de Zé Carlos em campo, nossa situação na tabela do brasileirão fosse bem melhor!

  2. Lamentável Mano Menezes é sua postura, seus critérios, sua retranca, sua incapacidade de enxergar o jogo, suas táticas, suas substituições na hora certa, inaceitável essa impotência desse time com esse elenco caríssimo e você na certa não sabe conduzir.
    Bela homenagem ao nosso Zé Carlos, o nosso Zelão, o qual tive oportunidade de vê-lo jogar, quase nunca errava os passes, valeria a pena os nossos jogadores de hoje através dos videos antigos, aprender com ele os acertos de passes.

  3. Zé Carlos, pelo que jogou, honrou e projetou o nome do Cruzeiro, merece uma estátua na Toca, em qualquer uma delas. Ele foi um CRAQUE na acepção da palavra, tanto em campo quanto na vida. Sério, dedicado, honesto e humilde, de uma grandeza ímpar.

    Segundo soube, passou por dificuldades imerecidas no final de vida, mas morreu exalando dignidade, na humildade que somente personagens da grandeza humana de JESUS, Ganhi, Madre Tereza de Calcutá e do Papa João Paulo II, podem nos inspirar.

    Além de lamentar sua morte, lamento também o tratamento recebido, por ter sido muito aquém da grandeza de seu futebol e da sua correção profissional. Dai a sugestão de homenageá-lo com uma estátua e assim engrandecer seu majestoso futebol e sua pessoa humilde e responsável.

    Não sei do custo financeiro, mas o Cruzeiro deveria pensar seriamente em representar em cera e tamanho natural, todos os jogadores que compuseram os elencos campões de 1966 e 1976, com os respectivos, técnicos, massagistas, roupeiros , presidentes e vices. Preservar o passado é engrandecer o presente e almejar um futuro cada vez maior.

    1. Excelente idéia essa, a da estátua! Para que as novas gerações possam sempre se lembrar de quem teceu a grandiosidade e a magia da camisa mais linda do mundo.

  4. Quando o Guarani de campinas ganhou o brasileiro de 1978, eu vibrava com a classe de Zé Carlos, o talento de Renato “pé murcho”, a velocidade de Capitão e Bozó, a segurança do quarteto defensivo, Mauro, Gomes,Edson e Miranda, a frieza do goleiro Neneca a esperança do futuro gênio Careca, e a Genialidade de Zenon o craque da camisa 10. Era o Guarani lavando nossa alma numa época em que o Cruzeiro entrava na sua maior crise de todos os tempos. Vimos o rival ser hexa campeão mineiro e disputar brasileiro e libertadores de igual pra igual com as grandes equipes do Brasil e da América, porém sem conquista-las graças a Deus. Foi o primeiro Brasileiro que acompanhei em minha vida e como todo garoto de 11 anos vibrei com o Guarani de Zé Carlos. Senti um gostinho de ser campeão apenas em saber que Zé Carlos foi jogador do Cruzeiro por quase toda sua carreira. Coisa de Menino que guarda seus ídolos para toda eternidade. Vai com Deus grande “ZÉ”!!!

  5. Pedro, obrigado por destacar a minha singela homenagem ao Zé Carlos Bernardo. Eu voltaria a citar uma passagem do texto para concordar com um colega que gentilmente me corrigiu. Quando eu escrevi que “…destacou-se tanto que a certa altura obrigou o grande capitão Piazza a jogar na quarta-zaga, abrindo espaço para ele no meio-campo, com Dirceu Lopes”, na verdade me enganei. Piazza jogou, sim, de quarto-zagueiro na seleção de 1970 e só eventualmente exerceu essa função no Cruzeiro. Como disse o colega, quando o futebol do Zelão explodiu, a solução encontrada pelo então técnico Ayrton Moreira foi formar um “quadrado” no meio-campo — com Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes — e passar o Tostão para centroavante, com Natal e Hilton Oliveira nas pontas O sacrificado, então, foi o Evaldo, que perdeu a posição. E também reafirmo que o Zé Carlos só não foi convocado para a Seleção porque era mineiro e muito humilde, sem a mídia do eixo para destacar seu grande valor.

    1. Era “quadrado” sim. entrou na marra no meio-campo (por seu talento) e a armação passou a ser de quatro craques (na acepção da palavra: Pizza, Zé Carlos, Dirceu Lopes e Tostão, mais avançado, saindo Evaldo. Airton Moreira sabia das coisas, não é Mano Menezes?…….

  6. Obrigados a todos colegas que escreveram sobre o grande Zé Carlos, vocês através de seus comentários me levaram de volta ao passado e veio de volta a memória como foi maravilhoso ter me tornado cruzeirense e vivido está época de ouro onde dentro do Mineirão ou através da Radio Guarani ( na época era a Rádio de Minas que entrava aqui na região ) que depois da minha vinda para o interior me arrepiava com este timaço entrando em campo e até mesmo quando davam a escalação que todos já conheciam, jogadores que jogavam com amor e vendiam caro a derrota, aliás após uma derrota os jogadores se mostravam aborrecidos apesar de respeitar o adversário, hoje em dia após “as derrotas” todos já tem na ponta da língua o discurso e alguma desculpa preparada para dar.

  7. Caro PH, Marco Vinicius e demais cruzeirenses,
    A primeira lembrança que tenho de Zé Carlos remonta ao ano de 1974. Naquela ocasião eu contava com 12 anos e iniciava-me no entendimento do que significava o futebol e a paixão que provocava. Apesar de ter uma vaga lembrança do tricampeonato mundial do Brasil em 1970, somente em 1974 é que eu efetivamente passo a acompanhar futebol. Assim, assisti a Copa do mundo de 74 é sabia de cor a escalação do Brasil e da Alemanha.
    Mas nesse ano também o Cruzeiro poderia ter conquistado o campeonato brasileiro não fosse o fato de ter acontecido o primeiro roubo da história dos Brasileiros, aplicado pelo juiz Armando Marques. Esse jogo foi envolto numa série de imbróglios e levaram uma decisão contra o Vasco que seria em MG par o RJ.
    E justamente nesse jogo o craque Zé Carlos poderia ter passado para a história como o jogador que fez o gol do título, não fosse a anulação desse calhorda chamado Armando Marques que inexplicavelmente anulou um gol legítimo do Cruzeiro.
    Lembro-me direitinho do lance: o ponteiro direito Baiano, que havia entrado no jogo, foi na linha de fundo e cruzou no segundo pau para que Zé Carlos subisse e cabeciasse a bola para o fundo das redes do goleiro Andrada. O jogo ficou 2 a 1 para o Vasco que sagrou-se campeão.
    Mas a glória viria dois anos depois e só não se repetiu no ano seguinte porque o lateral esquerdo Vanderlei, outro negro bom de bola do Cruzeiro, perdeu um pênalti na final da LA contra o Boca.
    Zé Carlos marcou uma geração de cruzeirenses. Negro e forte, houve um tempo em que ele usou o cabelo black tie assim como Jairzinho. Também costumava usar cavanhaque e tinha as pernas cambotas.
    Dominou a meia cancha do Cruzeiro por muitos anos e era técnico quando precisava ser técnico e raçudo quando precisava ser raçudo.
    O Cruzeiro o dispensou por achar que ele já estava meio velho e desgastado no clube e ele partiu para o Guarani de Campinas pra formar um dos meios Campos mais criativos que já se teve junto de Zenon, Renato e cia. Isso no ano de 1978.
    Zé Carlos parte mas deixa muitas lembranças dos cruzeirenses cinquentões. Espero que o Cruzeiro faça uma justa homenagem a esse que foi um dos nossos guerreiros do gramado.
    Que José Carlos Bernardes descanse em paz!

  8. Cheguei a ver o Zé Carlos jogar nos anos 70, e sei também de sua história nos anos 60. Grande pessoa, excelente profissional, nos anos 60 chegou a ser convocado para a seleção, mas depois foi cortado, assim como o Dirceu Lopes. Quando eu era criança, não o chamavam de volante, mas de “armador “. O fato é que realmente sabia desarmar sem deslealdade, e tinha passe e toque de bola refinados . Vá com Deus, grande Zelão !

  9. Na década de sessenta os times das Regiões da Zona da Mata e Vertente Metalúrgica disputavam um campeonato regional, cuja liga ficava em Juiz de Fora. Sou de Barbacena onde vi Zé Carlos, ainda garoto, jogando pelo Sport de Juiz de Fora, seu talento e categoria geravam comentários entre os torcedores. Como cruzeirense continuei acompanhando seu belo futebol, durante doze anos, que ajudou muito no crescimento do Cruzeiro.

  10. EM REGRA, TODOS OS CLUBES BRASILEIROS TRATAM MAL SEUS EX JOGADORES, AQUELES QUE AJUDARAM A ELEVAR A IMAGEM DO CLUBE. INFELIZMENTE, SE HÁ UM CLUBE QUE TRATA MUITO MAL SEUS EX JOGADORES, ESSE CLUBE É O NOSSO CRUZEIRO. PARECE QUE OS EX JOGADORES NUNCA PASSARAM PELO CLUBE. É UM PROCESSO TRISTE DE ESQUECIMENTO DAQUELES QUE, VERDADEIRAMENTE, GLORIFICARAM O CLUBE. E NÃO FICA SÓ NOS JOGADORES. REPAREM QUE O PRESIDENTE QUE TRANSFORMOU UM TIME DE FUTEBOL EM UM DOS MAIORES CLUBES DE FUTEBOL DO MUNDO, FELÍCIO BRANDI, TAMBÉM PARECE QUE SUMIU DA HISTÓRIA DO CLUBE. DESDE A PRIMEIRA GESTÃO DOS PERRELA QUE O CLUBE PASSOU A, DELIBERADAMENTE, ESQUECER FELÍCIO BRANDI E A ENGRANDECER ZEZÉ PERRELA. QUANTO A ZÉ CARLOS, O ZELÃO, TIVE A GRATA SATISFAÇÃO DE VÊ-LO JOGAR DESDE O INÍCIO DO ANO DE 1970 ATÉ O FINAL DA CARREIRA E ASSINO EMBAIXO DE TUDO O QUE FOI DITO SOBRE ELE NESTE BLOG.

  11. Um ser humano extraordinário e um jogador fantástico, injustiçado, como todo jogador mineiro, poucas vezes vestiu a camisa da seleção.

    1. Margarida, também tive o privilégio de vê-lo jogar, já que acompanho o Cruzeiro, diariamente, desde 1963, quando ia ao Barro Preto assistir treinos e jogos e depois no Mineirão desde 1965, além de devorar todas as matérias jornalisticas publicadas, seja em que veículo for. Por isto sou tão exigente e embaixador do Cruzeiro, de coração. Por onde vou, em qualquer canto do mundo, visto o manto azul (sem patrocínios), com muito orgulho e prazer. Saudações celestes!

  12. GERSON OLIVEIRA
    Me desculpe caro amigo cruzeirense, mas o Piaza jogou sim de quarto zagueiro no clube, fez dupla com Brito, foi a maneira que o treinador encontrou de colocar o Mestre Zelao no time. vc. poderá inclusive se certificar disso que estou dizendo, numa foto que saiu 11/6, no blog do Chico Maia.

    Um outro treinador, acho que foi Orlando Fantoni, (nao tenho certeza agora) fez um quadrado no meio, tirando do time o Evaldo, pois não havia como deixar o Ze fora do time.

    Eu convivi por um bom tempo com o Mestre Zelão, nos inicio dos anos 70. com o nascimento da loteria esportiva, todos queriam entrar nesse filão e o governo federal franqueou aos jogadores da seleção nacional , ja que poucos podiam explorá-la.
    Entao o Ze Carlos, abril uma loja no Floresta, na rua Itajuba com Maria Inez, a loja existe até hoje, e meu pai tinha uma farmácia em frente a esta loja, então quando o Ze nao estava jogando ou concentrado no clube, ele ficava em sua loja, e atravessava a rua e ficavamos uma renca de amigos comuns a bater longos papos onde o cardápio principal era o futebol.claro
    Quem as vezes aparecia por lá também era o Natal, aí a algazarra era completa.
    O Ze Carlos com aquela voz calma e pausada, sorriso tímido, encantava a todos, perdemos um amigo querido e um grande jogador, mas como disse o Procopio, “O CEU ESTÁ EM FESTA COM A SUA CHEGADA.vá com Deus MESTRE ZELÃO.

  13. Gostaria da Máfia Azul ou outras organizadas e do próprio Cruzeiro, uma imensa faixa, no “guarda corpo” do anel superior, durante os jogos com as caricaturas e os nomes dos grandes ídolos do Cruzeiro, desde Niginho até Arrascaeta……..já vi isso em outros clubes e considero uma p..ta homenagem……..

  14. Áureos tempos! Naquela época o Cruzeiro tinha um time praticamente imbatível. Me lembro bem da grande decisão da Libertadores em Santiago do Chile, quando vencemos o fortíssimo time do Riber Plate. Foi a nossa primeira grande conquista e lá estava dentre outros, o grande mestre Zelão, com sua maestria e técnica apuradas. Realmente, conforme o companheiro disse no post, é preciso que os clubes dêm um maior apoio aos seus ex-craques, pois naquela época se jogava mais pela camisa e praticamente não ganhavam dinheiro e com isso temos atualmente vários ex- jogadores pobres, totalmente desamparados e isso na minha opinião precisa ser revisto. Nossa história vendedora se deve muito e principalmente aos atletas do passado, como Zé Carlos, Piazza, Tostão, Dirceu Lopes, Natal, Evaldo e uma infinidade de outros grandes jogadores que vestiram nosso manto e que jogavam por amor ao clube. É preciso que sejam valorizados sim. Às vezes não basta homenagear depois que morre. Seria muito mais interessante que as diretorias de clubes em especial do nosso clube, fizessem alguma coisa pelo lado financeiro pra ajudar aqueles que deram a vida por seus clubes e às vezes se encontram em dificuldades.

    1. Concordo plenamente caro Afoncio, Assim como Zé Carlos, todos estes ícones foram os pilares que construiram esta grande instituição chamada Cruzeiro Esporte Clube e deveriam serem mais valorizados e “respeitados” principalmente enquanto vivos. Assim deveria ser também com relação aos aposentados deste país e a todos os idosos em geral, afinal foram eles que construiram esta grande “pequena” nação. Acho um absurdo um aposentado pagar imposto de renda, descontar INSS sobre seus rendimentos, além de terem reajustes aquem da inflação. Ou seja, continuam a serem explorados mesmo depois de aposentados. Para onde vai o dinheiro destes “velhinhos”? Barbaridade Tchê! Salve*****

  15. Bom dia a todos.

    Sem querer desmerecer o ‘titular’ do blog, mas o texto está extraordinário. Nada de singelo como o título sugere. E bastante emocionante.
    Tive mais sorte que o missivista. Sou um pouco mais velho e tive a oportunidade de vê-lo jogar. Trazia toda a segurança pra defesa e um passe sempre certeiro em busca do ataque.
    Quanto a questão social e pessoal envolvendo os antigos craques é muito importante a reflexão sugerida.
    Que os jogadores atuais do time se espelhem nesse exemplo de verdadeira dedicação ao esporte e ao clube que defendem. Pois vamos lembrar que o Zé Carlos encantou a duas torcidas, nós cruzeirenses e os bugrinos.

  16. Time do Cruzeiro de todos os tempos: Raul, no gol; Paulo Roberto Costa, na lateral direita; Perfumo e Dedé no miolo de zaga; e Nonato da lateral esquerda. Meio campo: Piazza, Zé Carlos. Dirceu Lopes e TOSTÃO (maiúsculo mesmo, pois sem dúvida, é personagem principal e responsável pelo o que é o Cruzeiro hoje no cenário nacional e no exterior), Natal e Alex Talento na frente. Meu banco: Dida no gol, pela Libertadores que ganhou sozinho; Fontana e Sorim, para a defesa; Boiadeiro para meio-campo, pela sua alegria de jogar e Joãozinho Bailarino no ataque, por sua atuação naquele 5×4 sobre o Internacional no Mineirão, na Libertadores de 1976. Covardia, não teria para ninguém, kkkk…..

  17. Realmente uma linda homenagem ao Zé Carlos. Muito inteligente a ideia de pedir a outros leitores para escrever o texto pois o blogueiro é um jovem e não presenciou (assim como eu) o futebol desse craque cruzeirense. Fiz a leitura do texto e de todos os comentários e foi muito emocionante e prazeroso também. Parabéns a todos que deram seus depoimentos. E que o Cruzeiro possa fazer uma bela homenagem ao Ze Carlos. Descanse em paz….

  18. Caro companheiro, belíssima homenagem ao nosso Zé Carlos. Cresci vendo e torcendo muito para a nossa Raposa nos anos de 65 em diante. Quando o Zé Carlos chegou ao Cruzeiro ele ficou na reserva durante muitos jogos, pois a nossa equipe era : Raul, Pedro Paulo William, Procopio e Neco; Wilson Piazza, e Dirceu Lopes; Natal, Tostão, Evaldo e Hilton Oliveira. Time campeão de 1966. O Zé Carlos sempre entrava no 2° tempo, ora no lugar do Dirceu ora no lugar do Tostão. Uma pena que aquele time era muito bom. Mas também muito ingênuo. Tanto é, que depois do título de 1966, ficamos 10 anos só ganhando Mineiro. Quando ganhamos a Libertadores 10 anos depois de 1966, ou seja, em 1976. Precisamos contratar um carioca cascudo pra ajudar, ou seja, O Jairzinho. Nas Minas Gerais não tinha pra ninguém, porém quando íamos jogar no eixo Rio SP os árbitros davam o serviço. Como hoje ainda acontece. Mas foi um time que ficou na história. Abraços.

  19. No final da vida, é isso que levamos, reconhecimento e merecida homenagem a quem prestou grandes serviços e honrou o manto do Cruzeiro. Dinheiro nenhum paga isso.
    Hoje em dia se ganha muito dinheiro no futebol, porém nunca serão lembrados ( Penso exatamente isso sobre os jogadores que perderam a final da liberta para o Estudiantes. Parece que valorizaram mais o dinheiro do bicho, do que a história que poderia ter sido escrita ).

  20. Um grande amigo meu das antigas, Eduardo “Dudão” teve a felicidade de jogar lá no campo da Itaú em Pedro Leopoldo num cascudão contra o Zé Carlos. Como também joga na meiuca, bateu de frente com a monstro da bola e disse-me que era quase impossível tomar uma bola do camarada, tamanha proteção que fazia em respeito a posse de bola. Não tive esta oportunidade mas o ví jogando durante quase toda sua carreira brilhante e vencedora e sempre o respeitei pela tamanha intimidade que tinha com a bola e respeito aos semelhantes. No futebol o pior cego é aquele que só vê a bola. ‘Nélson Rodrigues’. Saudações Celestes

    1. A destacar também a matéria escrita pelo blogueiro Gustavo Nolasco no último dia 13, sobre nosso eterno craque da bola Zé Carlos que acabou resplandecendo. Saudações Celestes.

  21. Pedro Henrique e Companheiros,

    Volto a este emocionante Post para duas sugestões: Primeira, no sentido do nobre Blogueiro compilar junto com o Post todas as nossas manifestações, gravá-las em mídia adequada e junto com torcedores e amigos, entregar esta compilação à família do grande José Carlos Bernardo. Segunda, que a frase cunhada pelo grande ídolo Procópio Cardoso fosse feita um faixa para envolver a mídia a ser entregue à família enlutada, devendo a Diretoria do Clube ser comunicada para se fazer presente a este evento espontâneo do Blog e de todos nós.

    As despesas decorrentes, você PH, rateia para nós, indicando a Agencia e Conta para depositarmos, pode ser? Um grande abraço a todos.

  22. Realmente PH no Cruzeiro o Wilson Piazza era primeiro volante e capitão, não jogou de quarto zagueiro, conforme falava na época. Ele jogou assim na seleção. E no cruzeiro às vezes quando o quarto zagueiro era expulso ele às vezes vinha para essa função. Abraços.

    1. GERSON
      Me desculpe caro amigo celeste, mas vc. está enganado.
      Em 1970, após a Copa , o Cruzeiro contratou o zagueiro Brito junto ao Flamengo e ele fez dupla de area com o Piaza, indo o Meste Zelão jogar de volante.
      Se vc. quiser comprovação maior, entre no blog do CHICO MAIA do dia 13/6/18, e verá esta foto.
      Algum tempo depois, ja com a saída do Brito, o técnico (acho que foi ORLANDO FANTONI) , tirou do time o Evaldo, fazendo então o quadrado mágico (assim foi chamado na época) , que era Piaza,Tostão,Dirceu e Ze Carlos.
      Portanto, o Mestre Zelão jogou sim de quarto zagueiro no time celeste.

  23. Olha ….. o futebol é uma……. se o zé carlos fosse jogador do cruzeiro HOJE ele seria RESERVA DO RUINHENRIQUE, no time do MM, com certeza, um cara que carregou o GUARANI DE CAMPINAS(não vou nem falar de cruzeiro), ao titulo de campeão brasileiro, já pensou o guarani de campinas teria sido REBAIXADO se o tecnico fosse o MANO MENEZES, simples assim, este MANO MENEZEZ entende de futebol o mesmo QUE EU ENTENDO DE PLANTAÇÃO DE MACARRÃO.

      1. Só do MM manter o LS16 durante mais de ano, junto com o Arrascaneta na reserva e ainda pedir a contratação do Ezequiel e do Lennom, esperar o que! Deveria ir para Portugal e levar na mala sem alça seus protegidos pés duro. MM + Portugueses = #%#%#$#%#. Abçs

  24. O polvo Paul “disse” que no lugar do MM escalaria Sassá junto com Raniel no ataque do maior de Minas e que nunca escalaria Robinho junto con TN”T”rinta. Também poria u m fraldinha na direita em preterimento ao Ezequiel. Disse também que o Henrique deveria jogar lá no time dos veteranos, pena que o resto que pronunciou não posso publicar…….A vóz do POLVO é a vóz de Deuz. Salve salve*****

  25. Meu caro H A Correa, naquela época o Brito era beque Central do Botafogo, e jogou na seleção de 1970 também tricampeão do mundo. O Cruzeiro o contratou do Botafogo e em seguida uma vez que o nosso quarto zagueiro Procopio voltou da lesão que teve em dividida com o Pele porém não conseguiu mais jogar em alto nível, aí, o nosso diretor Carmine Furletti contratou o quarto zagueiro do Vasco da Gama, o Fontana, que também esteve no México na Copa de 70. Depois quando o Brito parou a Raposa Astuta contratou o craque da Seleção Argentina o hermano: Roberto Perfumo. O Fontana foi titular por muitos anos até parar de jogar, depois veio o Darci Menezes. Que foi o campeão da Libertadores de 1976 . Abraços companheiros.

    1. GERSON
      Amigo Gerson (nome de craque, sabia?)
      O tempo passa, e a gente às vezes se engana na origem do atleta.
      Mas a discussão era se o Piaza havia jogado de quarto zagueiro e a consequente ida do ZC. para volante.
      Vc. pode confirmar isto, indo ao blog do Chico Maia, lá encontrará esta foto. O blog dele é do dia 13/6/18.
      Eu cansei de ver esta dupla em ação, inclusive ha um jogo Cruzeiro e Flamengo , o jogo que o Brito
      jogou a nossa camisa no rosto do YUSTRICK (nao sei escrever o nome dele) mas é aquele técnico que passou por todos os times mineiro, sei que vc. sab e de quem estou falando.
      Entao, voltamos a discussão, o Piaza foi sim quarto zagueiro ao lado do Brito.
      Um grande abraço amigo celeste.

  26. Veja,o Chico Maia é frang6x1a , de Raposa astuta ele não entende nada. Eu não perdia nenhuma partida da nossa Raposa Astuta no rádio antigo de válvulas ao lado do meu pai. Abraços.

    1. Sete Lagoano que se presa, jamais torceria para o time B aqui de Berzonte. Em 1957 o Jacaré, assim como a Caldense em 2015, foi literalmente garfado pela FMFrangas e deram de bandeija o caneco para o Btrético. Portanto os mais antigos lá de Seven Lake não querem nem ouvir cascata de frangas. Por falar em Seven Lake, por onde anda nosso saudoso camarada Edgar Campos? Diz aí meu chapa!!!!!!!!! Abçs*****

  27. BOM DIA PH
    ÓTIMA HOMENAGEM A ZÉ CARLOS PESSOA INTEGRA DE UMA HUMILDADE GRANDE.
    JOGAVA MUITA BOLA , TIVE A HONRA DE VER ESSE FABULOSO TIME DO CRUZEIRO DOS ANOS 70 , DAVA GOSTO TE VER ESSE TIME JOGAR POR MUSICA O MEIO DE CAMPO ERA DEMAIS COM PIAZZA ZÉ CARLOS DIRCEU LOPES E TOSTÃO MAIS A FRENTE SAUDADES DESDE TEMPO POIS ESSES JOGADORES JOGACVAM POR AMOR A CAMISA E NÃO COMO HOJE QUE É SÓ PELO DINHEIRO ,NÃO É A DOA QUE MUITOS DESSES JOGADORES MORRERAM POBRES OU ESTÃO AI HOJE PASSANDO DIFICULDADES FINANCEIRA . SE O CRUZEIRO ESTÁ NESTE PATAMAR HOJE SENDO RECONHECIDO NO MUNDO TODO FOI GRAÇAS A ESSES JOGADORES MARAVILHOSOS QUE SOUBERAM RECONHECER O QUANTO ESSA CAMISA É IMPORTANTE PARA NÓS CRUZEIRENSES.

  28. Lá no torneio de verão da Russia, teve um torcedor do Btrético que foi questionar o Tite da queda para a série B em 2005. Depois de um BOM papo, pediu a volta do treineiro para o time B da cidade. Afinal precisam serem BI de alguma coisa né! Rsrsrsrsrrs

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