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Pedro Henrique é professor, blogueiro e cruzeirense fanático. Escreve desde 2012 e já teve passagens no Blog Azul Estrelado, Camisa 11, Lance Activo, Guerreiro dos Gramados e Bloguerreiro. Siga @RealPedrin no Twitter e acompanhe diariamente os comentários do blogueiro. Curta a fan page oficial do blog no Facebook: fb.com/blogsomoscruzeiro/

1993: o Cruzeiro conquista pela primeira vez a Copa do Brasil

Capitão Paulo Roberto erguendo a taça de campeão da Copa do Brasil de 1993. (Foto: Arquivo EM/D.A Press)

Há 24 anos, o Cruzeiro conquistou a sua primeira Copa do Brasil. Na trajetória campeã, a Raposa venceu a Desportiva-ES, o Náutico, o São Paulo, o Vasco e, na finalíssima, o Grêmio. O escrete celeste contava com nomes como Paulo César, Célio Lúcio, Luizinho, Nonato, Douglas, Boiadeiro, Éder Aleixo, Edenílson, Cleison, Ademir, Nivaldo, Roberto Gaúcho e outras grandes figuras. O comandante do navio azul era o técnico Pinheiro.

A caminhada da Raposa teve início no estádio Engenheiro Araripe, no Espírito Santo. Na partida de ida contra a equipe da Desportiva, em jogo válido pela primeira fase da competição, os dois times empataram em 1×1. De pênalti, Washington abriu o placar para o time da casa, e Cleison deixou tudo igual para o Cruzeiro. No Mineirão, foi mamão com açúcar. Goleada por 5×0 e vaga garantida na segunda fase do torneio. Os gols foram marcados por Cleison (2x), Éder Aleixo e Nivaldo (2x).

Na fase seguinte, já nas oitavas de final, o adversário foi o Náutico. O primeiro jogo foi em Pernambuco, no estádio dos Aflitos. E foi um confronto dificílimo. Isso porque a Raposa enfrentou muitas dificuldades, principalmente por causa das condições precárias do gramado. O sergipano Sidrack Marinho foi o árbitro da partida e ele anulou um gol legítimo do Cruzeiro, aos 23 minutos da etapa final. O juiz alegou que Nivaldo estava em posição de impedimento após ser lançado por Boiadeiro. Dois minutos depois o Náutico fez o gol da vitória, através do armador Paulo Leme. Uma cabeçada fulminante após cobrança de falta. Vitória magra dos pernambucanos: 1×0.

No Mineirão, o Cruzeiro decidiu a partida no primeiro tempo. Os gols da Raposa foram marcados por Nivaldo, aos 22 minutos, e por Nonato, aos 26 minutos. E pensa num gol bonito. Pensa num chutaço de fora da área. Esse foi o gol que selou a classificação do time celeste para as quartas de final da Copa do Brasil de 1993.

Nas quartas de final, o adversário foi o São Paulo. O tricolor disputava a Copa do Brasil com o famoso “expressinho”. Era uma equipe formada por reservas, já que os paulistas estavam focados mesmo era na disputa da Libertadores, da qual eles foram campeões naquele ano. Pois bem, no Morumbi, deu Cruzeiro. E foi de virada. O time da casa abriu o placar com Cláudio, aos 19 do primeiro tempo. Na etapa final, a Raposa empatou o jogo com Toto, aos 25 minutos. Três minutos depois, Boiadeiro fez o gol da vitória. Todos os gols da partida foram de cabeça.

Na volta, em Minas Gerais, houve empate por 2×2. O goleiro Gilberto, do São Paulo, estava inspiradíssimo. Foi só aos 42 minutos que a Raposa conseguiu abrir o placar, após boa jogada de Boiadeiro, que enfiou a bola para Cleison, que driblou o goleirão e mandou a bola pro fundo do barbante. Só que no segundo tempo, logo aos 6 minutos, Elivélton empatou o jogo. Nove minutos depois, Cleison voltou a colocar a Raposa na frente do marcador. E três minutos depois, Douglas empatou de novo para o São Paulo. Nas arquibancadas, a China Azul pedia raça para o time, que não conseguia repetir a boa exibição do primeiro tempo. Imaginem só que loucura foi aquele jogo.

Na semifinal, o Cruzeiro pegou o Vasco, do técnico Joel Santana. O primeiro jogo foi no Mineirão, e a Raposa foi com tudo para cima dos cariocas. Um verdadeiro bombardeio ao gol de Carlos Germano nos primeiros vinte minutos. Aos 22, Luiz Fernando fez a alegria da China Azul. Só que a alegria durou pouco, pois o meia França deixou tudo igual logo na sequência. Antes do fim do primeiro tempo, aos 45, Edenilson, o estreante da noite, colocou o Cruzeiro na frente outra vez. Do lado de fora do gramado, muita confusão. Joel Santana foi expulso e deu um jeito de assistir ao jogo na arquibancada. Eurico Miranda invadiu o gramado, fez mais confusão e também foi expulso. Mas o Cruzeiro não tomou conhecimento e tratou de matar o jogo através de um cruzamento perfeito de Roberto Gaúcho, que colocou a bola na cabeça de Edenilson, o homem da noite. Depois disso tudo ainda teve expulsão do França e um gol anulado do Roberto Gaúcho (só o juiz viu impedimento).

No Maracanã, empate. Logo aos oito minutos de jogo o Vasco abriu o placar com Valdir. O empate veio aos 22 minutos da etapa final, num golaço de falta, um tirambaço de fora da área, com perfeição e com afeto. O dono do extraordinário gol de empate foi o camisa 2 Paulo Roberto. Com o gol da Raposa, o Vasco se perdeu. O Cruzeiro ainda teve um pênalti, mas o mesmo Paulo Roberto que tinha feito um gol magnífico acabou errando a cobrança.

A final foi contra o Grêmio. O primeiro jogo foi no Olímpico, num dia de domingo, às 18h. O árbitro do jogo foi o mineiro Márcio Rezende de Freitas. O engraçado é que no Mineirão quem apitou a partida foi o gaúcho Renato Marsiglia. Curioso, não?! Bem, no Sul, empate sem gols. E como estava horrível o gramado do Olímpico. Minha Nossa Senhora! Os jogadores de hoje têm muita sorte.

No Mineirão, recorde de público da Copa do Brasil: mais de 70 mil cruzeirenses lotaram as arquibancadas do Gigante da Pampulha e presenciaram o primeiro título do Cruzeiro na competição. A renda superou 11 milhões de cruzeiros. No jogo de volta, a Raposa não tinha o zagueiro Luizinho e teve que estrear o “menino” Robson na zaga. E ele foi muito bem.

O primeiro gol celeste saiu logo no início do jogo, aos 11 minutos. Roberto Gaúcho arriscou de fora da área e o goleiro Eduardo engoliu um frango. Glu, glu, glu… A bola passou por baixo das pernas do arqueiro. Reza a lenda que Roberto Gaúcho jogou a decisão com 40º de febre. Que coisa, hein?! Aos 28, o Grêmio teve escanteio. A bola foi alçada para a área, Pingo cabeceou e deixou tudo igual no placar. Na volta do intervalo, o Cruzeiro fez o gol do título com vinte segundos de jogo. Paulo Roberto cruzou para a área e Cleison cabeceou para baixo, sem chances para Eduardo.

A festa foi grande em Minas Gerais. Praça Sete lotada, BH colorida de azul e branco e vaga garantida na Libertadores de 1994. O time azul, que já havia conquistado o bicampeonato da Supercopa (1991 e 1992), venceu pela primeira vez a Copa do Brasil (1993) e não fazia ideia dos tempos de ouro que estavam por vir. Isso é Cruzeiro!

Em pé: Paulo Roberto, Célio Lúcio, Rogério, Róbson, Paulo César e Nonato. Agachados: Ademir, Cleisson, Edenílson, Éder Aleixo e Roberto Gaúcho. Técnico: Pinheiro. (Créditos: Revista Placar)

Pedro Henrique

Olá, o meu nome é Pedro Henrique. No Twitter, sou conhecido como o @RealPedrin. No blog, todos me chamam de PH. Desde 2012, escrevo sobre o Cruzeiro. Já redigi no Blog Azul Estrelado, Camisa 11, Lance Activo, Guerreiro dos Gramados e Bloguerreiro. Não sou daqueles blogueiros que gosta mais de cutucar o rival do que de analisar o próprio time. Minha missão aqui é colocar o meu ponto de vista - dentre tantos milhões de pontos de vista possíveis - e abrir o espaço para o debate, para a troca de ideias. E prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Ei, você curte o blog? Então curte lá a nossa fan page no Facebook: fb.com/blogsomoscruzeiro/. Muito obrigado! Sejam todos bem-vindos!

12 comentários em “1993: o Cruzeiro conquista pela primeira vez a Copa do Brasil

  1. Dentre tantas coisas marcantes nesta conquista, aquela do Éder chorar copiosamente em sua entrevista após o título em que declarou que jamáis havia conquitado um título de tamanha significância, ficou para posteridade. Depois da luta contra tudo e todos só tenho a parabenizar todos envolvidos nesta conquista……….Saudações Celestes

  2. Texto maravilha,belas lembrancas.Muito bem detalhado,obrigado PH.Grandes jogadores escreveram seus nomes na Historia do MM,e iniciaram uma trajetoria de exitos.Cruzeiro querido,te vejo em campo dando show dentro de duas longas horas.

  3. Legal demais você falar de nosso primeiro título da Copa da Brasil,você deve ter feito muitas pesquisas pois acho que você deveria ter no máximo um ano de vida ou nem ter nascido.
    Isso mostra o quanto você é apaixonado pelo time cinco estrelas.

  4. Vai Raposa astuta. Vamos ser campeões de novo. Excelente crônica, como é bom relembrar essa grande conquista e saber quem jogou aquela copa. Éder Aleixo parabéns por fazer parte dessa grande conquista para Minas gerais. A próxima vai ser quarta-feira, vamos Raposa querida, Cruzeiro cinco estrelas, azul celeste. Vamos Vamos ser campeões.

  5. BOA TARDE PH
    ADOREI O SEU TEXTO FALANDO SOB A PRIMEIRA COPA DO BRASIL GANHA PELO CRUZEIRO EM 1993.
    EU ESTAVA LÁ NO MINEIRÃO O TIME TINHA RAÇA VONTADE DE JOGAR E GANHAR . QUE NOSSOS JOGADORES INSPIREM NESSES JOGADORES QUE JÁ GANHARAM ENTRE EM CAMPO COM RAÇA E VONTADE DE GANHAR E ATENÇÃO NOS 90 MINUTOS . OBRIGADO PH POR CONTAR UM POUCO DA HISTÓRIA DESDE MARAVILHOSO CLUBE QUE NÓS CARINHOSAMENTE CHAMAMOS DE CRUZEIRO ESPORTE CLUBE. QUE VENHA QUARTA . UM ABRAÇO AMIGO

  6. Eu estreei no Mineirão neste jogo, pois sou do interior. E que festa foi aquela. E para mostrar que sou pé-quente, voltei mais 06 vezes ao Mineirão e estou invicto. Quarta estarei lá novamente para buscar mais um título. Dá-lhe Cruzeiroooooo.

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