{"id":7832,"date":"2021-05-25T06:30:26","date_gmt":"2021-05-25T09:30:26","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/?p=7832"},"modified":"2021-05-25T11:55:55","modified_gmt":"2021-05-25T14:55:55","slug":"7832","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/2021\/05\/25\/7832\/","title":{"rendered":"Adaptando aos novos tempos"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2021\/05\/o-que-fazer-seguranca-caso-de-epidemia-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7847\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2021\/05\/o-que-fazer-seguranca-caso-de-epidemia-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2021\/05\/o-que-fazer-seguranca-caso-de-epidemia-300x169.jpg 300w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2021\/05\/o-que-fazer-seguranca-caso-de-epidemia-768x432.jpg 768w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2021\/05\/o-que-fazer-seguranca-caso-de-epidemia.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Adaptando aos novos tempos &#8211; Foto: Shutterstock<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong><a href=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/author\/eduardo\/\">Eduardo de \u00c1vila<\/a><\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Ainda que aguardando a segunda dose da <strong><em>AstraZeneca<\/em><\/strong>, sabe-se l\u00e1 quando isso vai acontecer, sigo vivendo a liberdade condicional que \u2013 em voto monocr\u00e1tico \u2013 acatei, nessa decis\u00e3o pessoal e unilateral. Durante esse per\u00edodo de reclus\u00e3o, entre a pris\u00e3o domiciliar e eventual independ\u00eancia para circular \u2013 sem pagamento de fian\u00e7a \u2013 experimentei os tempos mais espetaculares de bipolaridade da minha exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/2020\/04\/07\/ontem-senti-a-tristeza-das-ruas\/\" target=\"_blank\">J\u00e1 contei que em mar\u00e7o do ano passado<\/a>, assumi o isolamento imaginando que fosse por duas a tr\u00eas semanas e quando percebi j\u00e1 tinha colecionado cinco meses sem ver a rua. Moro num apartamento de fundos. Depois sim, pude vivenciar altera\u00e7\u00f5es de acordo e conciliando minhas paranoias e desejos. Ultimamente, como registrei acima, estou quase normal. Sim, eu, pois a vida que est\u00e1 l\u00e1 fora me assusta.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante esses 14 meses, se tem algo que eliminei foi recorrer ao Pronto Socorro quando alguma ocorr\u00eancia me sugeria. A culpa foi do medo que tomei desse lugar, o maior foco de transmiss\u00e3o do v\u00edrus que apavora o mundo. Comprei term\u00f4metro, ox\u00edmetro, aparelho de press\u00e3o e duas vezes ao dia fa\u00e7o a medi\u00e7\u00e3o. Alterando algo, basta ligar para a cardiologista, que sempre acalma minha hipocondria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"680\" height=\"453\" src=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2021\/02\/outubro_sem_vacina.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6740\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2021\/02\/outubro_sem_vacina.jpg 680w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2021\/02\/outubro_sem_vacina-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><figcaption>Adaptando aos novos tempos &#8211; Foto: Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Tenho ido trabalhar e, mesmo antes da pandemia, j\u00e1 havia abolido ao ve\u00edculo pr\u00f3prio, me utilizando de aplicativos para os deslocamentos. Al\u00e9m do conforto em n\u00e3o ter de me preocupar com o tr\u00e2nsito \u2013 que voltou \u00e0 tr\u00e1gica normalidade \u2013 em contas que fa\u00e7o, \u00e9 muito menos oneroso que a manuten\u00e7\u00e3o de um carro particular.<\/p>\n\n\n\n<p>Se achar que n\u00e3o vale \u00e0 pena, basta entrar numa concession\u00e1ria e negociar que em uma semana \u2013 como em outras ocasi\u00f5es \u2013 saio motorizado ao meu gosto. Guardei o <strong><em>larjan<\/em><\/strong> bem escondidinho para essa eventualidade de arrependimento. Como digo \u00e0 minha gerente de atendimento banc\u00e1rio, n\u00e3o me conta que esse dinheiro t\u00e1 a\u00ed numa aplica\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o evapora sem perceber.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m retomei a academia, que bem isso faz, al\u00e9m de ao final da tarde passar numa cafeteria para uma boa prosa sobre temas que me agradam. As pessoas marrentas n\u00e3o mudaram nada. Sempre aparece algum para provocar sobre minhas op\u00e7\u00f5es futebol\u00edsticas e pol\u00edticas, mas \u2013 diferente de tempos passados \u2013 felizmente perdi a polidez. Com isso, minhas rea\u00e7\u00f5es tem espantado e assustado aos malas, que est\u00e3o se afastando. Assombra\u00e7\u00e3o sabe pra quem aparece!<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho uma arma poderosa quando algu\u00e9m tenta insistir em um incomodo e desconfort\u00e1vel assunto que n\u00e3o me interessa. Duas tossidas seguidas ou um espirro. Basta! At\u00e9 quando n\u00e3o \u00e9 for\u00e7ado, a rea\u00e7\u00e3o vem. Outro dia, um motorista de Uber, num espirro espont\u00e2neo, me chamou a aten\u00e7\u00e3o que \u201c<em>n\u00e3o pode espirrar dentro do carro<\/em>\u201d. Da\u00ed disse a ele que n\u00e3o poderia era sair de casa e usar transporte p\u00fablico se estivesse contaminado. Seguimos ambos, ele e eu, emburrados e sem falar nada at\u00e9 o destino final. Ao descer dei outro, desta vez for\u00e7ado. A cara dele foi melhor que imaginei. Bem feito!<\/p>\n\n\n\n<p>Depois desse per\u00edodo de isolamento, percebendo o quanto o tempo tem sido cruel, passei a observar e ouvir pessoas com necessidades de desabafar. Uma colega de profiss\u00e3o P da vida, reclamou \u2013 com raz\u00e3o \u2013 que no seu trabalho decidiram que ela agora far\u00e1 atas, mat\u00e9ria que nunca foi do curr\u00edculo escolar de jornalismo. O argumento: \u201c<em>voc\u00ea escreve bem<\/em>\u201d. Ora, fosse comigo, seriam as atas mais confusas poss\u00edveis. Pirra\u00e7a mesmo!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"954\" src=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2021\/05\/36b8e7ac-2b56-4e16-becf-2f5203e26f5d.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7842\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2021\/05\/36b8e7ac-2b56-4e16-becf-2f5203e26f5d.jpg 1024w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2021\/05\/36b8e7ac-2b56-4e16-becf-2f5203e26f5d-300x279.jpg 300w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2021\/05\/36b8e7ac-2b56-4e16-becf-2f5203e26f5d-768x716.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Adaptando aos novos tempos &#8211; Foto: redes sociais <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Indo ao banco, o leitor de digital n\u00e3o aceita mais meu envelhecido dedo, assim como tamb\u00e9m na academia e no ponto do trabalho. Com isso, estou sendo obrigado a carregar na envelhecida mem\u00f3ria senhas que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o faziam parte dessa parafern\u00e1lia do mundo moderno. Comprar ofertas em vitrines virtuais virou outro problema, pois duas delas n\u00e3o chegaram ao meu endere\u00e7o com o produto j\u00e1 pago e a dificuldade em reclamar sugere esquecer o calote eletr\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<p>Que saudade dos tempos que numa madrugada fria e com chuva forte, debaixo de uma marquise com a namorada, algu\u00e9m parava o carro e te oferecia carona. Deixava-a em casa e depois ainda me conduzia at\u00e9 a rep\u00fablica, sem maldade ou m\u00e1 inten\u00e7\u00e3o. Gente que nunca mais cruzei pela vida. Hoje isso n\u00e3o seria mais poss\u00edvel. Tempos medonhamente modernos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, as descargas de caminh\u00f5es atiradas sobre pedestres seguem incomodando, como naqueles velhos tempos. Assim como minha unha encravada, depois de importunar por dois meses, encontrou as m\u00e3os bentas e santas de uma pod\u00f3loga que numa sess\u00e3o de 40 minutos me tirou desse desconfort\u00e1vel inferno e me levou ao c\u00e9u. Como dizia l\u00e1 na minha Arax\u00e1: \u201c<em>tirou a dor com a m\u00e3o<\/em>\u201d. Literalmente!<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos seguindo e vivendo nossos tempos aqui nessa passagem terrena para nos aperfei\u00e7oar e melhorar. Com isso, buscamos atingir a renova\u00e7\u00e3o moral. Sigamos vivendo, aprendendo e extraindo o lado bom das coisas. Ainda que seja para nosso divertimento espiritual e sem preju\u00edzo ao sonhos dos outros. A vida \u00e9 bela e merece ser contemplada. Assim seja!<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">*<\/h5>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Curta:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Blog-Mirante-104019264595503\/?ref=page_internal\">Facebook<\/a>&nbsp;\/&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/blogmirante\/\">Instagram<\/a><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eduardo de \u00c1vila Ainda que aguardando a segunda dose da AstraZeneca, sabe-se l\u00e1 quando isso vai acontecer, sigo vivendo a liberdade condicional que \u2013 em voto monocr\u00e1tico \u2013 acatei, nessa decis\u00e3o pessoal e unilateral. Durante esse per\u00edodo de reclus\u00e3o, entre a pris\u00e3o domiciliar e eventual independ\u00eancia para circular \u2013 sem pagamento de fian\u00e7a \u2013 experimentei os tempos mais espetaculares de bipolaridade da minha exist\u00eancia. 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