{"id":5569,"date":"2020-11-19T06:30:38","date_gmt":"2020-11-19T09:30:38","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/?p=5569"},"modified":"2021-08-10T10:26:45","modified_gmt":"2021-08-10T13:26:45","slug":"outra-vida-em-cumuruxatiba-onde-o-tempo-nao-tem-pressa-e-a-preguica-e-mais-gostosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/2020\/11\/19\/outra-vida-em-cumuruxatiba-onde-o-tempo-nao-tem-pressa-e-a-preguica-e-mais-gostosa\/","title":{"rendered":"Outra Vida em Cumuruxatiba: \u201conde o tempo n\u00e3o tem pressa e a pregui\u00e7a \u00e9 mais gostosa\u201d"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image size-full wp-image-5570\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"727\" height=\"969\" src=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2020\/11\/0.jpg\" alt=\"Outra Vida em Cumuruxatiba: \u201conde o tempo n\u00e3o tem pressa e a pregui\u00e7a \u00e9 mais gostosa\u201d - Arquivo Pessoal\" class=\"wp-image-5570\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2020\/11\/0.jpg 727w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2020\/11\/0-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 727px) 100vw, 727px\" \/><figcaption>Outra Vida em Cumuruxatiba: \u201conde o tempo n\u00e3o tem pressa e a pregui\u00e7a \u00e9 mais gostosa\u201d &#8211; Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong><a href=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/category\/sandra-belchiolina\/\">Sandra Belchiolina<\/a><\/strong><br><strong><a href=\"mailto:sandra@arteyvida.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sandra@arteyvida.com.br<\/a><\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para uma mineira moradora de uma cidade em que o mar \u00e9 de montanha, vivo num universo paralelo h\u00e1 doze dias. Digo vivo, porque mantenho minhas atividades de trabalho na cl\u00ednica psicanal\u00edtica e com o turismo de forma on-line. Estou em Cumuruxatiba, sul da Bahia, \u00e0 beira mar. A vila de pescadores nos \u00faltimos anos se desenvolveu e cresceu no sentido de receber turista. Atualmente com v\u00e1rias pousadas e restaurantes. Vivendo uma nova experi\u00eancia, pois sempre fui \u00e0 praia para lazer e veraneio. Aqui o meu dia-a-dia tem esse elemento que abre os horizontes \u2013 o mar.&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Cumuru, como \u00e9 carinhosamente chamada por aqui, tem o sol nascendo \u00e0s 04h20, hoje capturei uma foto desse momento. Durante a noite, deixo a janela aberta para sentir a brisa do mar e acordar bem cedo. Quando o dia \u00e9 bom para pesca, os motores dos barcos s\u00e3o escutados ao amanhecer. Hoje, como o vento soprava em terra, me explicaram que o mar fica mais bravo e resolveram n\u00e3o sair. Uma moradora local contou-me que no ano passado um barco virou pr\u00f3ximo daqui, o que levou a um final triste. Segundo ela: \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">com o mar n\u00e3o se brinca, esse vento sul \u00e9 perigoso l\u00e1<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">\u201d.&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Quando desci para minha caminhada na praia, passei por muitos deles. Estavam proseando avistando o mar. H\u00e1 muitos barcos por aqui, pois \u00e9 uma reserva extrativista. Isso significa que somente pesca manual pode ser feita. A pesca do camar\u00e3o foi liberada recentemente e o compro na peixaria com facilidade e valores bem inferiores aos dos grandes centros. Aprendi a fazer ceviche de pescado branco, amo! As frutas como mam\u00e3o e bananas locais s\u00e3o especiais e com um doce diferenciado.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com esse despertar de madrugada, \u00e0s 19h00 j\u00e1 est\u00e1 tarde por aqui. Minha colega de pousada brinca que est\u00e1 indo dormir e o marido, que est\u00e1 em S\u00e3o Paulo, ainda est\u00e1 no tr\u00e2nsito indo para casa.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A vida na vila em pr\u00e9-temporada \u00e9 muito interessante: praias com poucas pessoas e v\u00e1rias desertas. Na maioria das casas, restaurantes e lojas, h\u00e1 o movimento de revitaliza\u00e7\u00e3o. S\u00e3o pintores, pedreiros, jardineiros em muitos cantos dando seus tratos nos equipamentos. Cumuru se prepara para receber o turista com novos ares.&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image size-full wp-image-5571\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1040\" height=\"780\" src=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2020\/11\/0-1.jpg\" alt=\"Cumuruxatiba\" class=\"wp-image-5571\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2020\/11\/0-1.jpg 1040w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2020\/11\/0-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2020\/11\/0-1-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2020\/11\/0-1-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1040px) 100vw, 1040px\" \/><figcaption>Outra Vida em Cumuruxatiba: \u201conde o tempo n\u00e3o tem pressa e a pregui\u00e7a \u00e9 mais gostosa\u201d &#8211; Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Uma amiga arrendou uma barraca de praia (chamam assim); fui procur\u00e1-la imaginando ser um quadradinho erguido pr\u00f3ximo do mar. O que vi? Um restaurante e uma vasta \u00e1rea com mesas e cadeiras que est\u00e3o presentes tamb\u00e9m na areia e debaixo das amendoeiras. Essas que desejo que se tornem um patrim\u00f4nio de Cumuruxatiba. E quero mais para ela: que mantenha sua originalidade e n\u00e3o perca seu charme de vila de pescador. A\u00ed est\u00e1 sua galinha dos ovos de ouro. Muitas cidades vizinhas j\u00e1 est\u00e3o descaracterizadas.&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Como ex-professora em cursos de turismo, mantenho para mim a pergunta que fazia aos meus alunos: <em>por que um turista vai deslocar de um lugar para outro, de um perto para um longe, se tudo est\u00e1 ficando igual? Qual a oferta do lugar, de seu povo e sua originalidade? Que experi\u00eancia os \u201cnovos\u201d turistas demandam?<\/em> Para lugares especiais h\u00e1 de se prestar mais aten\u00e7\u00e3o no planejamento tur\u00edstico. O turista n\u00e3o pode tudo.&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">J\u00e1 vi turista solicitando lixeiras em \u00e1reas naturais de parques, como se isso fosse evolu\u00e7\u00e3o; luzes onde isso significaria destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente; ruas e estradas asfaltadas, uma s\u00e9rie de aberra\u00e7\u00f5es com uma l\u00f3gica de conforto e bem estar de \u00e1reas urbanas. O turista \u00e9 passageiro e, como tal, somente parte do ano esse habita a localidade visitada e muitas vezes n\u00e3o volta.&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Outra preocupa\u00e7\u00e3o no planejamento tur\u00edstico \u00e9 com a comunidade local e que essa n\u00e3o perca sua identidade. Seu habitat deve ser respeitado na evolu\u00e7\u00e3o de destino tur\u00edstico. Todo cuidado \u00e9 pouco nesse processo. Nada vale a pena se trouxer destrui\u00e7\u00e3o da singularidade regional.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Quanto a mim, presenteei-me com quarenta dias a beira-mar nesse momento em que o mundo virou de ponta \u00e0 cabe\u00e7a. Uma quarentena criativa e prazerosa com um novo olhar para o horizonte e sentindo a brisa do mar.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Desejo para Cumuru que a temporada chegue com turistas conscientes, pois a popula\u00e7\u00e3o local merece.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">E esses que vierem, venham na paz!<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Qual o lema de Cumuruxatiba: \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">onde o tempo n\u00e3o tem pressa e a pregui\u00e7a \u00e9 mais gostosa<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">\u201d.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><strong>*<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Curta:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Blog-Mirante-104019264595503\/?ref=page_internal\">Facebook<\/a>&nbsp;\/&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/blogmirante\/\">Instagram<\/a><\/strong><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sandra Belchiolinasandra@arteyvida.com.br Para uma mineira moradora de uma cidade em que o mar \u00e9 de montanha, vivo num universo paralelo h\u00e1 doze dias. 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