{"id":21764,"date":"2025-12-21T12:18:48","date_gmt":"2025-12-21T15:18:48","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/?p=21764"},"modified":"2026-01-21T09:35:53","modified_gmt":"2026-01-21T12:35:53","slug":"antitese","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/2025\/12\/21\/antitese\/","title":{"rendered":"Ant\u00edtese"},"content":{"rendered":"<h5><a href=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/category\/mario-sergio\/\">M\u00e1rio S\u00e9rgio<\/a><\/h5>\n<p class=\"s12\"><span class=\"s11\"><span class=\"bumpedFont15\">Por que sofremos tanto a perda das pessoas queridas, se sabemos que \u00e9 um caminho natural a todas as pessoas? Inclusive n\u00f3s mesmos. Que dor \u00e9 essa que nos aflige, mesmo sabendo, \u00e0s vezes, que aquele que partiu vivia em grande sofrimento? <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s12\"><span class=\"s11\"><span class=\"bumpedFont15\">Ao final de cada ano, \u00e9 comum que fa\u00e7amos uma reflex\u00e3o sobre aquilo que experimentamos no per\u00edodo delimitado no calend\u00e1rio. Comemorar as vit\u00f3rias, avaliar resultados de vida, de rela\u00e7\u00f5es, de projetos. Tamb\u00e9m se faz inevit\u00e1vel lamentarmos as perdas, com o cora\u00e7\u00e3o ressentido. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s12\"><span class=\"s11\"><span class=\"bumpedFont15\">No dia 20<\/span><\/span><span class=\"s11\"><span class=\"bumpedFont15\">\/12<\/span><\/span><span class=\"s11\"><span class=\"bumpedFont15\">, dever\u00edamos estar felizes, exultantes por venc<\/span><\/span><span class=\"s11\"><span class=\"bumpedFont15\">er<\/span><\/span><span class=\"s11\"><span class=\"bumpedFont15\"> um longo per\u00edodo de um quarto de s\u00e9culo, unidos num casamento em que cada um cresceu e se desenvolveu, num aprendizado m\u00fatuo. Tanto ela quanto eu aprendemos muito nesses <\/span><\/span><span class=\"s11\"><span class=\"bumpedFont15\">25<\/span><\/span><span class=\"s11\"><span class=\"bumpedFont15\">anos de parceria. Com altos e baixos, como todos os ciclos, mas com a resili\u00eancia de saber que um outro dia \u00e9 sempre uma nova oportunidade para ser feliz. Alguns amigos se lembraram e cobraram uma celebra\u00e7\u00e3o, afinal s\u00e3o Bodas de Prata. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s12\"><span class=\"s11\"><span class=\"bumpedFont15\">Era tanta coisa a comemorar: Natal, anivers\u00e1rio, boa recupera\u00e7\u00e3o nas duas cirurgias, uma em cada ombro, conclus\u00e3o de dois novos livros&#8230; <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s12\"><span class=\"s11\"><span class=\"bumpedFont15\">Mas um amigo muito querido partiu para o andar de cima. Foi levar sua generosidade e bem-querer \u00e0queles que o precederam. Era uma daquelas pessoas que parecem ter esculpido um sorriso no rosto, tatuado gentilezas em cada palavra e, como um artista pl\u00e1stico experiente, pintado sinceridade nos gestos. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s12\"><span class=\"s11\"><span class=\"bumpedFont15\">Lutou com bravura pela vida durante alguns meses. Mas foi uma batalha voraz, desgastante, sofrida. Talvez tenha sido o descanso para um guerreiro de alma clara, cuja miss\u00e3o entre n\u00f3s foi cumprida com esmero e galhardia. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s12\"><span class=\"s11\"><span class=\"bumpedFont15\">Foi um ano de vit\u00f3rias pessoais, sim, mas foi tamb\u00e9m um ano de muitas perdas, especialmente de pessoas muito queridas; de muita tens\u00e3o e desassossego decorrentes das disputas pol\u00edticas, das decis\u00f5es duvidosas, da inseguran\u00e7a sabidamente patrocinada; da divis\u00e3o do \u201cn\u00f3s e eles\u201d. \u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s12\"><span class=\"s11\"><span class=\"bumpedFont15\">A despedida final do amigo coincide com o dia das bodas. E surge, ent\u00e3o, essa dicotomia entre comemorar os sucessos do ano e sofrer amargamente essa perda t\u00e3o sofrida. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s12\"><span class=\"s11\"><span class=\"bumpedFont15\">Sabemos que estamos aguardando nossa vez numa fila, todos n\u00f3s, indistintamente, sem sabermos a data e hora da partida. Fazendo um paralelo, lembra muito o Sistema \u00danico de Sa\u00fade, o famoso SUS: o prazo m\u00e9dio para atendimento \u00e9 de XX anos. Pode ser que apare\u00e7a um \u201cencaixe\u201d, e nossa vez chegue de repente, para amanh\u00e3 ou, talvez, semana que vem. Ou, por outro lado, devido a algum desvio de verba, algum contratempo, um imprevisto, devemos aguardar mais um pouco. N\u00e3o ser\u00e1 dessa vez, ainda. <\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"s12\"><span class=\"s11\"><span class=\"bumpedFont15\">Guardaremos, sim, os amigos e os familiares, um per\u00edodo de luto pelo amigo que se foi. Mas manteremos tamb\u00e9m na mem\u00f3ria a sua grandeza, sua disposi\u00e7\u00e3o para a vida e sua especial capacidade de transformar at\u00e9 os dias mais nublados em luz e contentamento. N\u00e3o teremos, \u00e9 certo, sua alegria para comemorar nossas bodas de prata, mas temos a certeza de que no dia 25, vai festejar na divina e doce companhia do aniversariante.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e1rio S\u00e9rgio Por que sofremos tanto a perda das pessoas queridas, se sabemos que \u00e9 um caminho natural a todas as pessoas? Inclusive n\u00f3s mesmos. Que dor \u00e9 essa que nos aflige, mesmo sabendo, \u00e0s vezes, que aquele que partiu vivia em grande sofrimento? Ao final de cada ano, \u00e9 comum que fa\u00e7amos uma reflex\u00e3o sobre aquilo que experimentamos no per\u00edodo delimitado no calend\u00e1rio. 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