{"id":21180,"date":"2025-09-22T07:00:30","date_gmt":"2025-09-22T10:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/?p=21180"},"modified":"2025-09-17T13:31:51","modified_gmt":"2025-09-17T16:31:51","slug":"virar-a-chave","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/2025\/09\/22\/virar-a-chave\/","title":{"rendered":"Virar a chave"},"content":{"rendered":"<h5><a href=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/category\/silvia-ribeiro\/\">Silvia Ribeiro<\/a><\/h5>\n<p>Existem situa\u00e7\u00f5es na trajet\u00f3ria da vida que s\u00e3o dif\u00edceis de abrir m\u00e3o. Acredito eu, que desistir de quem se ama esteja no topo da lista.<\/p>\n<p>\u00c9 aquela l\u00e2mina afiada que corta o peito, e amea\u00e7a todo o resto do nosso corpo. E n\u00e3o se sentindo satisfeita, ainda insiste em grudar no nosso emocional como um obsessor faminto por tristeza.<\/p>\n<p>Precisamos encontrar um caminho estrat\u00e9gico para diminuir essa rachadura e um combust\u00edvel vital que regule os nossos batimentos card\u00edacos. Quem sabe, at\u00e9 usar uma dr\u00e1gea de humor para rir desse desfecho.<\/p>\n<p>Corremos um s\u00e9rio risco de acreditar que o fim do mundo chegou. Pelo menos, no nosso mundo algo descoloriu.<\/p>\n<p>At\u00e9 entender, que \u00e9 leg\u00edtimo apreciar o sol entrando pelas frestas da nossa janela, e que \u00e9 mais f\u00e1cil uma felicidade de maneira direta e natural. Sem a interven\u00e7\u00e3o do mundo l\u00f3gico.<\/p>\n<p>Nem todos as pessoas possuem a habilidade de um coveiro para enterrar uma hist\u00f3ria de amor, ou de qualquer outro sentimento parecido. Faz parte de um contexto pessoal que envolve v\u00e1rias no\u00e7\u00f5es de des(import\u00e2ncia).<\/p>\n<p>Portanto, se educar para o novo \u00e9 uma forma eficaz de come\u00e7ar esse processo de aprecia\u00e7\u00e3o pela vida. E, principalmente, valorizar uma outra agenda que tenha o nosso nome l\u00e1 bem guardadinho, na temperatura exata e livre de esquecimento.<\/p>\n<p>N\u00e3o precisamos apelar pelos clich\u00eas que circulam por a\u00ed, e permanecer esperando um salva-vidas. Se bem que, uma respira\u00e7\u00e3o boca a boca, n\u00e3o seria de todo o mal. Claro, que dependendo do socorrista.<\/p>\n<p>Frases do tipo: Vai ficar tudo bem, o tempo \u00e9 o melhor rem\u00e9dio, tudo passa, entre outros conte\u00fados. As vezes, s\u00f3 piora.<\/p>\n<p>Uma realidade nua e crua:<\/p>\n<p>Quem est\u00e1 em sofrimento vai encontrar socorro primeiramente na sua \u00e1rea interna, junto dos seus avessos, das suas crises e do seu cora\u00e7\u00e3o marejado. Sentindo o verbo &#8220;esquecer&#8221;, na carne.<\/p>\n<p>Digo, \u00e9 voc\u00ea com voc\u00ea mesmo.<\/p>\n<p>E em \u00faltima inst\u00e2ncia: virar a chave.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Silvia Ribeiro Existem situa\u00e7\u00f5es na trajet\u00f3ria da vida que s\u00e3o dif\u00edceis de abrir m\u00e3o. Acredito eu, que desistir de quem se ama esteja no topo da lista. \u00c9 aquela l\u00e2mina afiada que corta o peito, e amea\u00e7a todo o resto do nosso corpo. E n\u00e3o se sentindo satisfeita, ainda insiste em grudar no nosso emocional como um obsessor faminto por tristeza. 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