{"id":19649,"date":"2025-02-11T07:00:05","date_gmt":"2025-02-11T10:00:05","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/?p=19649"},"modified":"2025-02-11T08:04:19","modified_gmt":"2025-02-11T11:04:19","slug":"lembrancas-saudades-e-confronto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/2025\/02\/11\/lembrancas-saudades-e-confronto\/","title":{"rendered":"Lembran\u00e7as, saudades e confronto"},"content":{"rendered":"<h5 id=\"eduardo-de-vila\"><a href=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/category\/eduardo-de-avila\/\">Eduardo de \u00c1vila<\/a><\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-19647 aligncenter\" src=\"http:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2025\/02\/Screenshot_20250209_121544_Facebook-269x300.jpg\" alt=\"\" width=\"269\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2025\/02\/Screenshot_20250209_121544_Facebook-269x300.jpg 269w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2025\/02\/Screenshot_20250209_121544_Facebook-81x90.jpg 81w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2025\/02\/Screenshot_20250209_121544_Facebook.jpg 709w\" sizes=\"(max-width: 269px) 100vw, 269px\" \/><\/p>\n<p>Domingo pela manh\u00e3, deixando a vida me levar, ocupei por rever fotos antigas e recentes \u2013 impressas e guardadas como tamb\u00e9m arquivadas na parafern\u00e1lia eletr\u00f4nica -, permitindo a uma deliciosa e nost\u00e1lgica viagem no tempo. Seria assustador se fosse temente aos des\u00edgnios do Criador e resistente a celebra\u00e7\u00e3o da vida, cuja passagem corp\u00f3rea \u2013 ao que penso \u2013 sempre ser\u00e1 a oportunidade de evolu\u00e7\u00e3o. Come\u00e7o, meio e fim \u2013 cada etapa \u2013 deve e merece ser celebrada ao seu tempo.<\/p>\n<p>Digo isso, pois ao passar por uma quantidade imensur\u00e1vel de imagens com amigas\/os, constatei que a quantidade dessas pessoas que j\u00e1 vivem no plano superior \u00e9 muito acima do que podia imaginar. Familiares, amigos desde a inf\u00e2ncia, colegas de escola \u2013 desde os primeiros anos at\u00e9 quase dez anos de faculdade (n\u00e3o demorei, fiz dois cursos) -, de trabalho e dos bares e cafeterias da vida. Com cada desses uma ou muitas lembran\u00e7as rom\u00e2nticas de momentos que o tempo n\u00e3o apaga. Desligam e religam essa conex\u00e3o.<\/p>\n<p>Incr\u00edvel como fomos felizes, nossa gera\u00e7\u00e3o e as que nos antecederam, algumas poucas ainda que vieram depois. As fotos que uso, minhas ambas, assustam quem n\u00e3o conheceu os telefones fixos e p\u00fablicos. Aqui onde redijo, num computador, tem ao lado a lembran\u00e7a da velha m\u00e1quina de datilografia usada pelo meu saudoso pai. Dele, um vision\u00e1rio produtor rural, ainda as lembran\u00e7as da fazenda e do seu trabalho freelancer como perito avaliador do Banco do Brasil em Arax\u00e1. Da mam\u00e3e, na sua dura labuta, um cargo p\u00fablico e \u00e0 frente de um forno de padaria assando biscoitos para sua clientela.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-19648 aligncenter\" src=\"http:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2025\/02\/Screenshot_20250209_121058_Facebook-280x300.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2025\/02\/Screenshot_20250209_121058_Facebook-280x300.jpg 280w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2025\/02\/Screenshot_20250209_121058_Facebook-955x1024.jpg 955w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2025\/02\/Screenshot_20250209_121058_Facebook-768x824.jpg 768w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2025\/02\/Screenshot_20250209_121058_Facebook-84x90.jpg 84w, https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/wp-content\/uploads\/sites\/115\/2025\/02\/Screenshot_20250209_121058_Facebook.jpg 966w\" sizes=\"(max-width: 280px) 100vw, 280px\" \/><\/p>\n<p>Da\u00ed a cabe\u00e7a voa e se perde no tempo e no espa\u00e7o. Que saudade do telefone p\u00fablico e do interurbano &#8211; demorado e caro \u2013 via telefonista. Agora vivemos a fase que conversamos por v\u00eddeo com as pessoas e com custo zero. Papai previa isso e eu tinha vergonha quando comentava na frente dos meus amigos. Digitamos bem nos computadores, pois fizemos datilografia, passando e superando jovens que nos acham velhos nesse dom e agilidade. As novelas, que n\u00e3o vejo tem d\u00e9cadas, eram vistas no Rio e S\u00e3o Paulo, antes de Belo Horizonte e o interior de Minas. As fitas tinham de ser encaminhadas \u00e0s afiliadas. Hoje tudo \u00e9 imediato e instant\u00e2neo. Os jogos de futebol, os poucos que t\u00ednhamos acesso, eram assistidos em v\u00eddeo teipe. Atualmente tudo ao vivo, at\u00e9 jogo de v\u00e1rzea.<\/p>\n<p>Filmes? T\u00ednhamos de esperar chegar em nossas cidades aquilo que o eixo RJ\/SP j\u00e1 comentava. Hoje \u00e9 tudo simult\u00e2neo e podemos ver em casa mesmo. Mas, ainda prefiro o glamour de uma sala de cinema. Vi, na Copa de 2014, o jogo dos 7 a 1 numa sala de cinema. Tudo muito doido, pois em 1970, numa tv preta e branca comemorei o tri campeonato mundial. N\u00e3o resisto a tanta evolu\u00e7\u00e3o, at\u00e9 sou grato no caso da medicina \u2013 sobrevivente que sou de dois tumores, que seriam fatais -, mas n\u00e3o troco nada do que vivi naqueles tempos. Pelada na rua, bola de gude, jogo de bot\u00e3o, pique esconde e tanta coisa mais interessante que jogos eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p>Saudade mesmo \u00e9 daqueles que nos foram preciosos durante a vida, destacando \u2013 claro \u2013 papai e mam\u00e3e, Tim e Balida (irm\u00e3os) e dezenas de centenas de outros parentes e amigos queridos que passei por suas imagens nas fotos de um domingo quente e cinzento na capital dos mineiros. Lembrando de cada dessas pessoas e correndo os olhos pela janela, relembro dos tempos que t\u00ednhamos quatro esta\u00e7\u00f5es bem definidas. Ver\u00e3o com praia e inverno de cobertor e <strong><em>blusdifri<\/em><\/strong>. A primavera florida e outono na transi\u00e7\u00e3o do quente ao frio, com ventos e queda da umidade do ar. Nos tempos recentes tudo \u00e9 diferente, at\u00e9 as esta\u00e7\u00f5es do ano se confundem. Frutas de \u00e9poca hoje s\u00e3o produzidas o ano todo, sem a espera e o sabor de dezembro para apanhar e chupar manga no quintal. Quintal? Que isso, coisa mais antiga. Assim como as fichas de telefone, frango e porco abatidos em casa e tantas lembran\u00e7as mais. Vivi junto de meus contempor\u00e2neos os \u00faltimos tempos de felicidade espont\u00e2nea e sem IA para entretenimento. O que valia era a criatividade. Enquanto isso a Terra aquece. Esquenta e queima os miolos dos poderosos e gananciosos. Sigamos! At\u00e9 quando?<\/p>\n<p>*fotos: arquivo pessoal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eduardo de \u00c1vila Domingo pela manh\u00e3, deixando a vida me levar, ocupei por rever fotos antigas e recentes \u2013 impressas e guardadas como tamb\u00e9m arquivadas na parafern\u00e1lia eletr\u00f4nica -, permitindo a uma deliciosa e nost\u00e1lgica viagem no tempo. 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