{"id":17102,"date":"2024-04-26T06:00:09","date_gmt":"2024-04-26T09:00:09","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/?p=17102"},"modified":"2024-04-25T18:21:59","modified_gmt":"2024-04-25T21:21:59","slug":"machos-alfa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/2024\/04\/26\/machos-alfa\/","title":{"rendered":"Machos Alfa"},"content":{"rendered":"<h5><strong><a href=\"https:\/\/blogs.uai.com.br\/mirante\/category\/tais-civitarese\/\">Ta\u00eds Civitarese<\/a><\/strong><\/h5>\n<p>Dia desses, deparei-me com um seriado na Netflix chamado \u201cMachos Alfa\u201d. Trata-se das desventuras amorosas de quatro amigos de meia-idade vivendo em Madri nos dias de hoje \u2014 aos moldes da famosa s\u00e9rie \u201cSex and the City\u201d, protagonizada por mulheres, em Manhattan.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio desta, por\u00e9m, o roteiro tem t\u00f4nica jocosa ao estilo \u201cpastel\u00e3o\u201d e o apelo fashionista das amigas novaiorquinas \u00e9 substitu\u00eddo pelo enfoque em quest\u00f5es de igualdade e de g\u00eanero.<\/p>\n<p>Na s\u00e9rie, os quarent\u00f5es resolvem fazer um \u201ccurso de desconstru\u00e7\u00e3o da masculinidade\u201d ap\u00f3s sucessivas frustra\u00e7\u00f5es nos relacionamentos com o sexo oposto. Chegam \u00e0 conclus\u00e3o de que os desencontros sofridos s\u00e3o consequ\u00eancia de seu comportamento machista e patriarcal.<\/p>\n<p>Santi \u00e9 o primeiro a se dar conta da necessidade de mudan\u00e7a. Ap\u00f3s ser tra\u00eddo pela mulher com o dentista, ele se separa e a filha adolescente vai morar com ele. Inscrito no Tinder por esta, sai com diversas mulheres que se mostram independentes e emancipadas, surpreendendo-o a todo tempo. Ciente de que o mundo mudou e desejoso de se atualizar, ele passa a vigiar minuciosamente suas a\u00e7\u00f5es e ainda fiscaliza o comportamento dos demais ao apontar seus deslizes mis\u00f3ginos e sexistas.<\/p>\n<p>Entre diversos enredos comuns \u00e0 vida cotidiana, como a dificuldade de se relacionar em um casamento com filhos ou um casal apaixonado que almeja modelos diferentes de rela\u00e7\u00e3o, o que me chamou a aten\u00e7\u00e3o foi a fidedignidade \u00e0s quest\u00f5es contempor\u00e2neas que, em outros tempos, teriam sido encaradas sem gerar reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00e9ries como essa, d\u00e9cadas atr\u00e1s, privilegiavam os enredos amorosos cujos obst\u00e1culos se interpunham principalmente \u00e0 uni\u00e3o do par heterossexual central que, caso ficasse junto, simbolizaria o \u00eaxito. Nesta, ao contr\u00e1rio, a gra\u00e7a est\u00e1 em observar os protagonistas vencerem as amarras do machismo e redefinirem suas posturas diante das inusitadas situa\u00e7\u00f5es que se apresentam em seu dia-a-dia.<\/p>\n<p>Quest\u00f5es como conviver com uma parceira que ganha maior sal\u00e1rio, as oscila\u00e7\u00f5es da libido feminina, ter ou n\u00e3o um relacionamento aberto e perdoar uma trai\u00e7\u00e3o. S\u00e3o estas as situa\u00e7\u00f5es que se colocam \u2014 na s\u00e9rie e na vida real \u2014 e que precisam ser enfrentadas para tornar o amor atual poss\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ta\u00eds Civitarese Dia desses, deparei-me com um seriado na Netflix chamado \u201cMachos Alfa\u201d. Trata-se das desventuras amorosas de quatro amigos de meia-idade vivendo em Madri nos dias de hoje \u2014 aos moldes da famosa s\u00e9rie \u201cSex and the City\u201d, protagonizada por mulheres, em Manhattan. 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