De onde eu vim, pra onde vou?

Daniela Mata Machado – Mamãe, de onde surgiu o mundo? – Da grande explosão de um único átomo. Chamou-se Big Bang. – Então, nós, as plantas, os animais e as coisas viemos todos de um único átomo? – Viemos. Todos. Minha pequena filha silenciou. Estava tão atônita quanto qualquer um de nós deveria estar depois de uma constatação dessas. E todos nós, que em algum … Continuar lendo De onde eu vim, pra onde vou?

A arte em aguentar um tudólogo

Eduardo de Ávila Qual entre nós, basta observar, nunca teve de aturar um sujeito sabe tudo ao seu lado? Via de regra, sem medo de errar, trata-se de um frustrado – entre outras razões – que sequer naquilo que deveria se ater tem boa qualificação. O especialista em tudologia, se da área de exatas, dá pitaco em assuntos relacionados à biologia e humanas. E assim, … Continuar lendo A arte em aguentar um tudólogo

Nos encontraremos em outro papel de pão.

  Silvia Ribeiro Vai vir o dia em que eu poderei contar as minhas saudades. Buscarei por um desses papéis de pão e lá eu vou deixar toda a gente. Vou ser um desses lunáticos que não enganam o coração, e irei expor todas as minhas faces. Vou deixar as durezas das ausências, e pensar apenas naqueles sentimentos que vieram lembrando tempos vividos. Prosas que … Continuar lendo Nos encontraremos em outro papel de pão.

Meu melhor amigo

Eduardo de Ávila Longe de ser narcisista por amor, detesto essa condição e tenho alguns péssimos exemplos desse tipo de gente. E, me gabo ainda em afirmar que tenho um grande elenco de bons amigos, muitos desde os tempos da infância e adolescência, outros mais recentes, todos que a vida – ao longo dos tempos – foi me premiando e brindando com suas presenças ao meu … Continuar lendo Meu melhor amigo

Habémus

Victória Farias Temos. Nós temos. Nós temos tanta coisa que nem conseguimos contar. Mas não temos nada quando realmente precisamos contar. Numeramos nos dedos tudo que queremos e o resto deixamos como resto, uma obrigação da vida, um acontecimento que se foi e logo depois de ir se tornou rotina. Mas no final das contas, não temos realmente nada. Já cansei de ouvir que “dessa … Continuar lendo Habémus

De volta aos anos 80

Daniela Mata Machado Mas é claro que o sol vai voltar amanhã Mais uma vez eu sei Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã, Espera que o sol já vem Renato Russo era um ícone da minha adolescência e quando a gente acha que o sol está demorando demais a voltar é bom buscar refúgio nos nossos lugares seguros. Está certo, a adolescência não … Continuar lendo De volta aos anos 80

Sinal dos tempos

Eduardo de Ávila Nem me refiro, desta vez, aos estranhos tempos atuais que estamos vivenciando e sim ao de cada um de nós. Semana passada, aqui neste espaço que divido com uma turma muito especial, até comentei sobre a intolerância que vem dominando as relações e fiz um curto devaneio sobre as brincadeiras de infância da minha geração e a falta que isso faz nos … Continuar lendo Sinal dos tempos

Política é vida

Márcio Magno Passos Nos treinamentos que faço com grupos sobre convivência em equipe e administração de diferenças, normalmente começo perguntando em alto e bom som: quem aqui gosta de política? Quase sempre não mais de dez por cento levantam a mão. Então proponho mudar de assunto e pergunto quem na plateia é casado, amasiado, noivo ou tem namorado. Todos levantam as mãos. Aí sugiro convidar … Continuar lendo Política é vida

Quanto tempo dura?

Luísa Bahia Qual é o tempo da queima de um cigarro? Qual é o tempo ideal do beijo? Qual é o tempo da vontade da chuva ou de Deus, que como disse Tereza, é quem chora? Qual é o tempo suficiente para uma saia rodar e rodar e rodar pelo salão? E o tempo da luz quando baixa? E o tempo da duração do perfume? … Continuar lendo Quanto tempo dura?

O básico de mim - Fonte: Pixabay

O básico de mim

Daniela Piroli Cabralcontato@danielapiroli.com.br Nas manchetes dos meus dias, a repetição. Caminho a pé atravessando a árida rotina. O cotidiano está cristalizado no infinito das horas. Os mesmos hábitos se repetem na permanência do calendário. Estou cansada. Haverá uma brecha para o existir? Sigo o ritmo dos ponteiros do relógio e a cadência tediosa do que é ordinário, comum. Nas bordas da banalidade me construo. Me … Continuar lendo O básico de mim