Exame de direção era o meu pior pesadelo

Aos 18 anos, tirar carteira de motorista era o mesmo que assinar a minha carta de alforria. O mundo se abriria à minha frente, meus amigos me respeitariam, as garotas me desejariam e eu, definitivamente, deixaria de ser um bundão. Mas, para chegar lá, antes precisava vencer o chefão. Aos 18 anos, ser reprovado no exame de direção era o mesmo que assinar o meu … Continuar lendo Exame de direção era o meu pior pesadelo

Ode à imunização de Poe

Guilherme Scarpellini scarpellini.gui@gmail.com Duas semanas atrás eu contei que adotei um gato preto. Poe está comigo desde então e nos tornamos bons amigos. Ele dorme em minha cama, arranha os meus sapatos, sobe em minha mesa de trabalho e… kdsdaçorhprkljasjfafdsap — sai pisando no teclado. Com o seu jeito travesso e curioso, me arranca boas risadas. Mas nem tudo é diversão nessa cilada peluda. A … Continuar lendo Ode à imunização de Poe

Precisamos curar do azedume pós pandemia

Eduardo de Ávila Pode até ser cisma minha, mas sinto em algumas pessoas – até no meu entorno – um certo mau humor cotidiano. Não sei definir ou distinguir se essa condição era pré existente à crise sanitária que passamos, ou se foi adquirida durante o isolamento social duramente experimentado nas duas recentes temporadas de nossas vidas. Fato é que, preocupado, faço até uma reflexão … Continuar lendo Precisamos curar do azedume pós pandemia

O gato preto

  Guilherme Scarpellini scarpellini.gui@gmail.com Eu sempre quis ter um gato preto, e minha namorada nunca aceitou. Então buscamos resolver o problema da melhor forma possível, como dois adultos equilibrados. O gato preto chega na próxima semana para me fazer companhia, já que o relacionamento acabou. Ele se chamará Poe, em homenagem ao autor americano Edgard Allan Poe. Edgar Allan Poe, como se sabe, escreveu o … Continuar lendo O gato preto

A (in)tolerância nossa de cada dia

Eduardo de Ávila Ando percebendo que estou caminhando na contra mão dos fatos. Ouvia, quando mais jovem, que com o passar dos tempos, as pessoas se acalmam e até acomodam, deixando de lado as rilias que a vida sugere. Pois que, tenho percebido diferente ao meu entorno, embora comigo – felizmente – os impactos e dissabores recebam menos reações que em experiências anteriores. Faço, além … Continuar lendo A (in)tolerância nossa de cada dia

Criancinhas e mamães na berlinda (comunistaXcapitalista)

Eduardo de Ávila Desde os meus primeiros passos e palavras, aterrorizado, ouvia que “comunista come criancinha”. Eu nem imaginava o que era esse tal comunista, se morava perto da minha casa e se me colocava em risco. Só sei que tinha pavor. Tempos depois, um pouco mais crescido, ouço que duas pessoas ao nosso entorno eram comunistas. Fiquei ainda mais confuso, pois – aparentemente – … Continuar lendo Criancinhas e mamães na berlinda (comunistaXcapitalista)

Vingança

Guilherme Scarpelliniscarpellini.gui@gmail.com Uma pessoa disse que eu, como todo escorpiano, sou uma pessoa vingativa. Como não podia deixar barato uma acusação dessa monta, resolvi expor o nome dela em público: Daniella. Só por vingança. Imagine, eu, uma pessoa vingativa… Coisa que mais detesto na vida é cultuar o rancor. Sou capaz de esquecer uma desfaçatez só para não precisar lembrar-me de onde ela veio. Além … Continuar lendo Vingança

Adeus, Charlie Watts

Guilherme Scarpelliniscarpellini.gui@gmail.com Quando Charlie Watts, o lendário baterista dos Rolling Stones, sentava atrás de seu instrumento, era como se estivesse sorvendo chá. Com a postura de um lorde inglês, Sir Watts empunhava a baqueta por entres os dedos da mão esquerda, movimentando-a com tamanha delicadeza, que parecia manusear uma xícara de chá. Sempre impecável no seu terno alinhado, preciso como um metrônomo e ostentando aquela … Continuar lendo Adeus, Charlie Watts

Monstrinhos de queijo

Guilherme Scarpelliniscarpellini.gui@gmail.com Sou daqueles que compra uma peça de roupa e sai da loja com ela no corpo. Ansiedade? Imagina… É só o temor de que um meteoro possa se chocar contra o planeta antes que surja outra oportunidade de estrear a roupa. Não deve ter sido à toa que encontrei alguém do mesmo tipo. No inverno passado, a Dani comprou uma bota de couro … Continuar lendo Monstrinhos de queijo

Algodão doce

Guilherme Scarpelliniscarpellini.gui@gmail.com A Praça do Papa foi o nosso quintal por bons tempos. Morávamos em uma casa de madeira, no alto do bairro Mangabeiras e, da varanda, avistávamos o cartão postal: o obelisco, o gramado verde, a cruz e, como pano de fundo, a Serra do Curral. Coisas nem tão agradáveis também faziam parte do cenário. Brigas, batidas policiais, gente bêbada de Catuaba e sons … Continuar lendo Algodão doce