Ferramenta japonesa

Fui buscar do outro lado do mundo uma palavra que estava em falta em minha vida. Uma palavra que conheci muito bem quando criança, mas que havia se perdido com a chegada da maturidade. Como se o excesso dela, em pequena, me tivesse feito rebelar na direção diametralmente oposta, mais ou menos como uma revanche. Em meu passado, sempre havia muitas regras. Muitos horários, compromissos, … Continuar lendo Ferramenta japonesa

Uma declaração de amor

Na Nacional Turismo, agência de viagens e turismo, onde fora recém contratada, ela se encontrava sentada ao fundo. Passara no vestibular no início do ano e iniciaria seu bacharelado em turismo. Aos dezenove anos havia participado do Concurso Miss Minas Gerais e naquele momento, uma nova presença se fazia em sua vida. Há três meses um novo ser crescia em seu ventre. A memória vivida … Continuar lendo Uma declaração de amor

Eu no divã - fonte: Pixabay

Vendo conselhos para mim mesma

Daniela Piroli Cabral danielapirolicabral@gmail.com Você não está sozinha. Preste atenção aos incômodos que os outros te causam, eles podem ser o começo de um caminho para o que você precisa aprender. Tenha valores nobres mas não seja tão rígida a ponto de se tornar escrava deles. Aceite a sua impotência. Tenha um trabalho da qual goste e que faça sentido para você. Isso é bom, … Continuar lendo Vendo conselhos para mim mesma

A dicotomia das Guerras dos EUA e suas consequências

Eduardo de Ávila Temos assistido, acompanhado e testemunhado tantas discussões acerca de questões que afligem o mundo todo – no Brasil com características peculiares -, que privilegiam o conflito a qualquer solução imediata, a médio ou definitivamente. O que abastece todo esse antagonismo, recheado de mentiras, nada mais é que o interesse social de um lado e o financeiro na outra ponta. Quando criança e … Continuar lendo A dicotomia das Guerras dos EUA e suas consequências

Alma maluquinha 

Silvia Ribeiro Gosto da minha “alma maluquinha”. Com sutilezas lúdicas estourando bolhas de sabão, inocentemente pulando as sete ondas e pegando para si um domingo inteiro. Por dentro, eu sempre procurei o abraço das borboletas, passarinhos para fazer serenata na minha janela e joaninhas para beijar a ponta do meu nariz. Não me espanto quando alguma bruxinha aloprada com sua vassoura a mil por hora … Continuar lendo Alma maluquinha 

Com as crianças no carro

A vida se ampara em pequenas delícias, balas de prazer que revolvem em nossa boca e tingem de morango nossos sentidos. Pequenos atos constroem um dia melhor. Rotinas que, a princípio, nos parecem simples rotinas, na verdade são orações épicas à nossa felicidade. Falo, por exemplo, de levar nossos filhos, no princípio de uma manhã, para a escola. Quantas vezes fiz isso! Nossas espevitadas crianças, … Continuar lendo Com as crianças no carro

Achar a palavra

Sempre briguei com as palavras e frequentemente sinto dificuldade em encontrá-las quando quero dizer algo. Parece que remexo uma vasta prateleira de itens dos quais não consigo escolher um. A autocrítica me perturba, nunca considero nada bom ou suficientemente eficaz para alguma comunicação exata. A palavra falada é ainda pior, pois preciso revesti-la de tom, entonação, momento, voz e oportunidade. São muitas variáveis que meu … Continuar lendo Achar a palavra

Rubicão: um rio metáfora para educação e psicanálise

Sandra Belchiolina sandrabcastro@gmail.com O Rio Rubicão, localizado no nordeste da Itália, tornou-se um marco histórico devido a um evento decisivo na história de Roma. Em 49 a.C., Júlio César, ao cruzá-lo com suas tropas, desafiou o Senado Romano e pronunciou a célebre frase “Alea jacta est” (“A sorte está lançada”), iniciando uma guerra civil que transformaria a República Romana em um Império. Os generais eram … Continuar lendo Rubicão: um rio metáfora para educação e psicanálise

A solidão dos hiperconectados - fonte: Pixabay

A solidão dos hiperconectados

Daniela Piroli Cabral danielapirolicabral@gmail.com Dentre os diversos impactos negativos que a era da tecnologia trouxe para nossa sociedade, o principal deles é a solidão. A promessa de nos aproximar uns dos outros não se cumpriu. Porque estar conectado não significa estar em comunhão, não significa necessariamente ter conexões afetivas que façam sentindo. Os efeitos do uso das tecnologias nos processos de subjetividade e sociabilidade ainda … Continuar lendo A solidão dos hiperconectados