Volver a Araxá

Eduardo de Ávila Nascido e criado na cidade das águas, costumo brincar que Araxá tem duas personalidades conhecidas e reconhecidas – dona Beja e eu – com trajetórias de vidas cuja similaridade é enaltecer as qualidades daquela terra abençoada. Depois que Belo Horizonte me adotou, isso em 1974, tive um honroso retorno – entre 1982 e 1988 – quando exerci um único mandato de vereador. … Continuar lendo Volver a Araxá

Sobre o céu azul

Victória Farias Querido Michael,  Você já viu um céu azul? Limpo, sem nuvens e nada atrapalhando o seu vislumbre do espaço? Tão azul que quando você o encara suas pupilas se contraem, sua sobrancelha se abre e sua testa se franze. São poucos os segundos até que o brilho do sol te obrigue a desviar o olhar, mas nesse intervalo de tempo, nesses milésimos em … Continuar lendo Sobre o céu azul

Todos contra um

Victória Farias Eu descobri que era resistente a morfina depois de uma cirurgia. Uma enfermeira veio e informou que estava aplicando 10 ml no soro, o máximo que poderia me oferecer dentro de um espaço de tempo. Não resolveu. Se ela tivesse colocado água mineral ao invés do remédio, talvez o efeito placebo teria melhor resultado.  A dor, em todos os sentidos, era excruciante. Lembro … Continuar lendo Todos contra um

Indulgências

Tais Civitarese Faltei ao pilates para comer chocolate Era manhã de fé, mas fui tomar café. Fechei o livro para teclar com um amigo. Abandonei o divã para mexer no Instagram Gastei a grana do curso em um casaco de urso. Bebi o soldo do mês em puro whisky escocês. Usei meu último real na festa de carnaval Fiquei sem nenhum centavo E caí num … Continuar lendo Indulgências

“Melancholy” - Albert György

A Propósito de Nada

Escrever para uma coluna semanal implica em trabalhar as emoções ou apresentar fatos práticos e matemáticos. Quando fui convidada para contribuir com o Blog Mirante do Portal Uai, Estado de Minas, apresentaram-me a proposta de escrever sobre turismo – dicas, destinos, trajetórias – pois ser turismóloga e consultora de viagens é parte da minha profissão primitiva (acho que já é um termo adequado).  Aceitei o … Continuar lendo A Propósito de Nada

A dor do membro fantasma

Às vezes, quando eu não tenho nada para pensar, me ocupo refletindo sobre a intrigante tarefa que é estar vivo e na minha fragilidade enquanto existo. Neste sentido, é sempre fascinante perceber que meu corpo é capaz de se regenerar e adaptar, mesmo depois de um grave acidente. Ao mesmo tempo em um pequeno deslize cozinhando, posso queimar um dedo em uma colher quente pode … Continuar lendo A dor do membro fantasma

Paul Cézanne - (1892)

A mais engraçada das histórias

24 de agosto de 1983. Um homem de chapéu-coco repousa um resto de cigarro na boca, o mesmo que fumava desde as nove da manhã. Ao meio-dia, o sol acerta o centro da sua cabeça como um policial treinado acertaria um tiro no escuro. Ele se arrepia como se um espírito tivesse o atravessado.  Encostado no poste em frente ao Banco do Brasil, acompanha a … Continuar lendo A mais engraçada das histórias

O que era para ser

Daniela Piroli Cabral contato@danielapiroli.com.br Quando minha filha nasceu eu tive depressão pós-parto. Não foram aqueles primeiros dias de emoções novas e desmedidas somadas aos ajustes na rotina que me fizeram me sentir triste.  Foi mesmo um estado emocional duradouro e renitente sustentado por diversos pilares: um destempero hormonal horroroso que me fazia sentir péssima a maior parte do tempo; uma privação crônica de sono que … Continuar lendo O que era para ser

Desilusão amorosa

Bernardo Vasconcelos Se eu fosse uma marca, o meu slogan seria algo do tipo “sofrendo por amor since 2007”. Garotas partem o meu coração desde a tenra idade de um adolescente de 15 anos com a mentalidade de sete. Hoje, a idade adulta segue a mesma proporção, mas os episódios de desilusão estão bem piores, senão vejamos: A primeira facada no peito veio quando soube … Continuar lendo Desilusão amorosa

Nosso Livro

Nascemos como nascem todos. Em 2018, duas pessoas resolveram se juntar e chegaram à conclusão que o que tinham à vista já não era o suficiente. Para preencher o vazio com o qual a existência nos sufoca dia a dia, era necessário olhar para o Horizonte. Como todas as junções onde o amor impera, a multiplicação foi apenas mais um traço do destino. Quando os … Continuar lendo Nosso Livro