A dicotomia das Guerras dos EUA e suas consequências

Eduardo de Ávila

Temos assistido, acompanhado e testemunhado tantas discussões acerca de questões que afligem o mundo todo – no Brasil com características peculiares -, que privilegiam o conflito a qualquer solução imediata, a médio ou definitivamente. O que abastece todo esse antagonismo, recheado de mentiras, nada mais é que o interesse social de um lado e o financeiro na outra ponta. Quando criança e adolescente, na escola, estudamos sobre as duas guerras mundiais. Se naquela ocasião era um horror imaginar as dezenas de milhões de mortes, territórios desmembrados e invasões, agora atordoados tememos por crises que favoreceram ao nazifascismo ameaçando repetir outra dose de autoritarismo.

Interessante verificar como a mídia trata do assunto. Puxando pela memória. Guerra do Iraque, do Vietnã, da Coreia, do Golfo Pérsico, do Afeganistão, Libano, Camboja, entre outras como agora o conflito Israel x Irã o conflito iraniano-israelense. Nem mencionei as duas mundiais, que agora diverte o dono do mundo com ameaças a outros países que não seguirem a orientação do imperador, na concepção dele e de seus seguidores que se submetem aos delírios do rei decadente. O interessante nessas guerras é que têm o nome do país invadido. O tio San, que diz lutar pela pacificação, escolhe – a dedo – territórios onde tem petróleo e outras riquezas naturais. Como as nossas terras, que o Brasil detém quase um quarto da reserva mundial. Esses conflitos, todos, o nome correto seria “Guerras dos Estados Unidos”.

Esse é o grande interesse do  discurso de quem posa de conservador, mas na verdade são entreguistas e se subordinam aos interesses americanos em nosso território. E o pior, em meio a isso, iludidos como apostadores de loteria – que vai se tornar milionário – fazendo pano de fundo para ações imperialistas em nosso país. Confesso que tenho saudades do Itamar Franco e até de Tancredo Neves. O primeiro nacionalista indiscutível e o segundo por seu perfil de estadista e afável por conversar com correntes divergentes em busca do conseno e real bem comum. O momento aflitivo que estamos convivendo, aqui e lá fora, deixa um lado reativo e perplexo ao jogo sujo da extrema direita. E a tensão cresce a cada dia e será agravada com as eleições de outubro. Gostaria que vivêssemos em solidariedade, como acentuou o atual presidente do Brasil, “o mundo precisa de paz, educação, comida e não de guerra”. Nosso país saiu na vanguarda com uma proposição por buscar solução a um dos maiores problemas da humanidade. Mobilização para lidar com moradores de rua. E tem gente que prefere o conflito.

Confesso que adoraria se surgisse um nome de consenso e colocasse termo nesse conflito entre os dois lados. Paralelo a isso, sem essa opção, vou seguir com quem não entrega o Brasil a interesses externos e do capital especulativo. Trocando em miúdos, não sou lulista e nem petista e entre essas opções fico com Lula. O velhinho, com seus 80 anos, tem se mostrado muito mais resistente que o cara com histórico de atleta que dissimula com seus comparsas. Quer ir para casa cumprir sua pena. Ao que soube são centenas de condenados idosos na mesma Papudinha, com espaço menor que esse presidiário golpista e entreguista, sem qualquer estardalhaço. E mais barato que o custo desse senhor que matou 700 mil brasileiros por falta de vacina e outros crimes que querem repetir com um filhote que chora na porta de hospital ou presídio e minutos depois exibe atuação performática em cima de palanque.

Tudo para convencer o eleitorado. Fico daqui e refletir. Volto no tempo e revejo uma mensagem de Dom Helder Camara. “É triste, Pai, ver os fabricantes de armas vivendo da morte e, não raro, vendendo armas aos dois lados em luta e insuflando o fogaréu para que haja sempre mais armas vendidas”. E também acho triste perceber que pessoas que pareciam solidárias, sairem do armário e mostrar sua verdadeira faceta. São os tais pobres de direita que acreditam que proximamente serão os ricos e exploradores dos pobres e oprimidos. Daí me vem na memória, que ainda resiste, o Woody Allen. “A vantagem de ser inteligente é que podemos fingir ser imbecis. O contrário é impossível”. E para fechar essas reflexões ataco com Luís Fernando Veríssimo. “As vezes a única coisa verdadeira num jornal é a data”. E é com essa intenção que junto essa entrevista, está legendada, do professor Mohammad Marandi da Universidade de Teerã a uma jornalista ocidental.

Terminando a reflexão desta terça-feira, quero registrar que no sábado – em mais uma ação social do Instituto Galo – acompanhei algo que sim é valioso. O carregamento de duas carretas com destino à zona da Mata, levando apoio, solidariedade e bens de consumo aos moradores da região mineira castigada pela chuva. Sem qualquer conotação político/ideológica e imbuídos tão e somente no socorro às vítimas, foram encaminhadas mais de 600 tanquinhos. Um dado interessante, com custo subsidiado pela Suggar, por menos de 200 mil reais. Além disso, ainda água mineral, produtos de limpeza em geral, de higiene pessoal, descartáveis (absorvente, fraldas, papel higiênico), ração (gatos e cães), cestas básicas, colchões, roupas de cama e banho. O trabalho do casal Maria Alice/Sérgio – que também comandam a Assopoc -, bem como Henrique, Amanda e outros colaboradores é admirável. Prefiro esses quatro aos 01, 02, 03 e 04 herdeiros dessa aberração no Brasil. Por um mundo feliz e solidário!

Em tempo: Tomou papuda! Não me refiro ao local de moradia de bandido, mas a emissora farofeira, loroteira e mentirosa. Tomou tenência? Não! Passou vergonha! A campeã da promiscuidade, usando a jornalista Andreia Saddi, rosa como o fundo do powerpoint – comparado a papel higiênico dos ruins tipo lixa – até gaguejou. Pediu desculpas, mas não trouxe os nomes dos suspeitos em investigações da Polícia Federal. Tentaram fazer uma Lava Jato II. O povo não é bobo, fora …!  Aguardamos o powerpoint com os nomes da bandidagem, inclusive de outros bancos ainda omitidos. Nuh!!! Ficou longo, assim como o incansável descaramento dessa gente.

 

Um comentário sobre “A dicotomia das Guerras dos EUA e suas consequências

  1. Boa Tarde! Nós humanos precisamos entender que somente teremos paz quando houver justiça social e tolerância às diversidades. Abraços Fraternos, Patrícia Lechtman

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