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Famílias-margarina

Tais Civitarese

Não existem famílias-margarina. Se vir uma, desconfie. Até porque a margarina já era. Boa mesmo é a manteiga, o requeijão ou a geléia.

Há sempre um esqueleto (ou alguém) dentro do armário. Há sempre algo escondido debaixo do tapete.

Durante muito tempo, assim propagandeou-se o objetivo de uma vida: formar e constituir famílias-margarina. Casa, cachorro, carro, cota do clube. Um filho e uma filha. Balé, natação e judô. Socorro!!! Não há nada mais anormal do que a dita normalidade. Não há nada mais desumano do que estabelecer-se um modelo humano para ser seguido.

A subjetividade, fazemos o quê com ela? O tapete e o armário já estarão ocupados.

Forçar-se para caber é reduzir-se, espremer-se. É o caminho mais curto para enlouquecer.

Toda família é cheia de esquisitices. E mais esquisita ainda é aquela que se parece com uma pintura. Asséptica. Belíssima. Isso, sinceramente, não me comove em nada. É a tortuosidade que faz a vida. Aquilo que é único e particular em cada um. Conjuntos humanos em série não são reais. A quem se quer enganar? Nem mesmo o cachorro cai nessa. Como diz Lulu Santos, Não adianta fingir nem mentir para si mesmo.

É melhor desapegar do teatro e viver a vida como realmente convém. Sem se preocupar tanto com o status quo. Sem sofrer para dar satisfação a ideias que nem mesmo prevalecem mais. O tempo e a experiência já comprovaram, margarina faz mal à saúde.

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